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Quinta-feira, 9 de Julho de 2020

REFLEXÃO, OS TEMPOS DIFÍCEIS

No meio das aflições alguns têm "fé"

Os tempos são difíceis por parte das instituições, profanas e eclesiais secularizadas, quase deixarem de funcionar, como já se experimenta; mas mais por estas tribulações serem tempos sem lei e sem ordem, como se vai observando. Alguns têm “fé” que se resolvem os problemas sem dar nada a Deus nem a César. No meio destas aflições alguns têm a sua “fé” que resolvem tudo com um pouco de esperteza, técnicas estratégicas e meditações orientais de gnose.

Faltarão, agora, santos Ireneus e Justinos para expor a fé cristã contra os hereges e a idolatria dos mitos gregos? Que pena! Tantas “fés”! Faltarão mais mulheres como a Sunamita que dava cama e mesa ao profeta Eliseu e seu servo? Ou faltarão Eliseus para elas os reconhecerem como homens de Deus neste tempo de pandemia? (2 Reis 4).

E se muitas obras humanas ficarem sem pedra sobre pedra, mesmo as igrejas de pedra e cal? Não será o fim. Nem são essenciais.

Nalguns ficará a fé em Jesus Cristo e a Igreja fundada sobre Rocha (S. Pedro-a) que não será destruída pelas forças do inferno (Mt,16,18-19). Jesus Cristo terá sempre ao seu lado o pequeno rebanho dos que à pergunta dele: também vos quereis ir embora? Respondem: a quem iremos? Só Tu tens palavras de vida eterna (Jo 6,37-39). Tu és o Filho de Deus; e O adoram.

> Pe. Aires Gameiro

publicado por j.gouveia às 09:40

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Quarta-feira, 8 de Julho de 2020

MEMÓRIA DE La FONTAINE

Fábulas e rebeldias

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"As pessoas paradas são perigosas", disse Jean de La Fontaine (1621-95), escritor francês que ficou mundialmente conhecido com a obra "Fábulas". Hoje, 8 de julho, assinala-se o seu aniversário natalício. Viveu no século XVII, mas as suas palavras não perdem actualidade e servem de lição para as leituras que devem ser feitas nos tempos que correm, à velocidade de "100 à hora", sem tempo e espaço para a reflexão necessária.

Tudo ao nosso redor anda depressa e há muitos mundos no mundo que dizemos ser conhecido de todos. Talvez as "Fábulas" tenham que ser interpretadas de novo, à luz de outras "rebeldias", à maneira de uma "agitação" saudável, livre de águas estagnadas, do medo e da solidão. Com base neste alerta de La Fontaine - "as pessoas paradas são perigosas" -, sugerimos ainda outra leitura de um autor contemporâneo, o médico e cientista italiano Lamberto Maffei, no livro intitulado "Elogio da Rebeldia".  

No contexto da globalização, por via das telecomunicações e das tecnologias sofisticadas ao alcance de cada um, talvez não se viva demasiado fora do que se considera mais normal e vital para a humanidade.Tudo a seu tempo e com a interpretação devida, tarefa que exige um viver mais calmo, lento e atento, deveria ser um propósito, um princípio, uma possibilidade quotidiana, como no tempo das "Fábulas"... Mas, nada disto é possível acontecer hoje.

Em vez disso, dá-se maior importância ao que aparece ou brilha, diz-se "poderoso", e dá-se  mais espaço a quem tem "pouco para dizer" na verdade, só porque "tem à sua disposição os meios de comunicação social", aponta Lamberto Maffei. Há pessoas que "comunicam continuamente e criam ruído, confusão, porque é no ruído que conseguem esconder a banalidade da mensagem ou também a sua falsidade", sublinha. Ao invés, acrescenta: "há outras pessoas, infelizmente uma minoria, que teriam muitas coisas a dizer, mas não têm possibilidade de comunicar pois não têm meios".

Resta dizer que precisamos de voltar a (re) ler La Fontaine, nas centenas de fábulas que nos deixou, em nome da verdadeira identidade humana que só se deixa vencer pela reflexão e profundidade de pensamento, com uma certa dose de "rebeldia" para agitar as águas paradas do nosso bem-estar material. Ainda o alerta de Lamberto Maffei: cuidado com as "sereias" do "consumismo"! Vivemos tempos de "bulimia consumista e anorexia de valores". Boas leituras.

publicado por j.gouveia às 10:58

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Terça-feira, 7 de Julho de 2020

PORTUGAL, ENTRE O DISFARCE E A VERGONHA

Ser presidente de um país pobreSem Título.png

Lemos uma frase que fez despertar a nossa consciência absorta sobre a questão em equação: “Tinha vergonha de ser presidente de um país com dois milhões de pobres”, reação à divulgação pública feita por Marcelo Rebelo de Sousa sobre ao número de pobres em Portugal. Uma verdade lapalissada. O presidente de Portugal disse o que já todos sabiam, mas o número é muito mais elevado e dramático. Dois milhões para um país com pouco mais de dez milhões de habitantes é uma calamidade social. É que há outros tantos milhões de portugueses a viver no equilibro da sobrevivência, com salários de terceiro mundo, reformas miseráveis e desconsiderados por quem está nas rédeas da governação.

Para um presidente que tem tudo o que quer e mais do que quer, tal como todos os presidentes dos países mais ricos aos mais pobres, o ser pobre parece ser uma opção de vida. Em vez de Marcelo dar um “salto” à sopa dos pobres, aos sem-abrigo, aos infetados com o coronavírus, aos incêndios, aos hospitais e a tantos, tantos, sítios, onde ressalta um disfarçado gesto de estar em permanente campanha, sempre acompanhado por um batalhão de jornalistas, devia vestir o traje por dias seguidos ou mesmo de semanas. Um Marcelo a dormir umas noites sucessivas como os sem telhado, a acordar sem retrete e sem duche, a ter de fazer chichi e cocó sem a mínima regra sanitária.

A pobreza de Portugal tem origem na pobreza da classe política que temos, uma menoridade que vem desde a fundação da nação e que a monarquia explorou aos limites da escravatura humana. A mudança da monarquia para a república, em 1910, no capítulo governamental ficou aquém do apregoado, após tantas escaramuças veio o Estado Novo liderado por Salazar e o país continuou preso a uma minoria de abastados, dando lugar a uma longa ditadura. Até que chegámos a abril de 1974 e a democracia anunciava liberdade, igualdade, oportunidade, um estendal de promessas que o pobre nem desconfiou.

Até que Marcelo Rebelo de Sousa (filho de um antigo ministro da ditadura) toma a cadeira do poder, por eleição democrática, e meteu-se em incansáveis ações de relacionamentos e afetos com as pessoas, dando o mesmo sentido a todos, sem aparente distinção, e o povo gosta (com milhares de selfies), apesar de continuar cada dia mais pobre, sem vintém, mais mendigo, sem casa de banho e a querer trabalho que se esfumou para muitos milhões de portugueses. Um quadro que devia envergonhar qualquer presidente de qualquer República.

publicado por j.gouveia às 12:45

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Segunda-feira, 6 de Julho de 2020

PANDEMIA, NÃO É DESCULPA PARA TUDO

Abortistas e eutanasistas

No Vietnam vi um cemitério onde eram sepultados centenas de corpos, trazidos dos hospitais. Há multinacionais que compram esses corpos para fabricar perfumes, mesinhas de rejuvenescer e, parece, vacinas. Irão ser obrigatórias?

Também dizem (fake news?) que essas vacinas terão efeitos secundários (matar?) para reduzir a população. O que importa, dizem outros, é reduzir a população a um terço do seu número atual. De contrário, ameaça o cientismo, é virem mais vírus reivindicar a propriedade do planeta. O curioso é que alguns dos gurus têm muita “fé”.

As pandemias seriam uma espécie de vingança da deusa terra. Tem sido propostas teorias alternativas: maltusianismo, morrem os mais fracos. E devem-se deixar morrer no seguimento da “fé” de Darwin, Frederico Nietzsche, Adolfo Hitler, e mesmo matar na linha do batalhão dos abortistas e eutanasistas atuais.

Na visita ao Yucatan, terra dos Maias, México, o nosso grupo horrorizou-se com histórias dos sacrifícios humanos dos prisioneiros de guerra para aplacar os deuses e obter chuva: muitos milhares de homens decapitados com essa finalidade! Agora sacrificam-se milhões em favor de 2 ou 3% dos mais ricos. E a vida de miríades de escravos de hoje serve para dar mais prazer a sultões, chefões e racistas atuais.

Então e os governantes e políticos que fazem para resolver os problemas? O que podem, e o que os "cripto" tiranos deixam fazer. E a Igreja? Muitos nela podem ficar sem liberdade, sem igrejas, sem padres, sem fé cristã (não praticam), ou continuar com fé em Jesus Cristo e na oração ao Deus invocado no «Shemá, Israel» (Deut 6,4-9 e Mc12, 29).

> Aires Gameiro

publicado por j.gouveia às 15:26

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PANDEMIA, DESCOBERTAS E INVESTIMENTOS

Vacinas e memória de Louis Pasteur

Há 135 anos, no dia 6 de Julho de 1885, o cientista francês Louis Pasteur (1822-95), que se celebrizou sobretudo pela prevenção das doenças, inoculou a primeira vacina bem sucedida contra a raiva, num rapaz mordido por um cão doente. Passado mais de um século, as vacinas continuam na ordem do dia, para se prevenirem outras tantas doenças cada vez mais complexas e desafiantes para o futuro da humanidade.

Os cientistas continuam em destaque na investigação aturada, de longo trabalho laboratorial, para responder às ameaças que surgem em cada tempo, como o que se vive agora com o chamado "coronavírus".

Pasteur protagonizou uma das maiores descobertas científicas na segunda metade do século XIX, a grande época dos progressos no campo da química, medicina e, principalmente, da biologia, onde se destacou ainda um número considerável de outros tantos investigadores que transformaram o mundo e que, no século XX, viria a traduzir-se em mais vacinas, antibióticos e anestesias, algo que actualmente já não causa especial admiração, mas  que permitiu reduzir significativamente o sofrimento físico das pessoas de todas as idades.

Sobre a produção da vacina para o "Covid 19", sabe-se que a investigação corre a todo o vapor, em vários países, com vários resultados, e que na Europa está a ser apoiada pelos Governos da União, sem olhar a despesas. Soube-se esta segunda-feira (6 de Julho) que o Banco Europeu de Investimento (BEI) vai financiar a empresa bio-farmacêutica "CureVac" (alemã) em 75 milhões de euros para desenvolver vacinas, incluindo contra o "coronavírus". A "CureVac", que tem uma das investigações mais desenvolvidas do mundo para a vacina contra o "Covid-19", tem uma participação do Estado alemão em 23 por cento.

publicado por j.gouveia às 15:16

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Domingo, 5 de Julho de 2020

ACTUALIDADE, RECOMEÇAR E RECONSTRUIR

Repensar e corrigir m.jpg

No documento de reflexão dos bispos portugueses Recomeçar e Reconstruir, sobre a sociedade a reconstruir depois da pandemia que nos vem atingindo, salienta-se o facto de essa reconstrução ser uma ocasião para repensar o sistema económico e social em que vivemos, sem perder o que ele tem de positivo, mas corrigindo o que ele tem de injusto. Salienta também esse documento que a crise da pandemia nos fez redescobrir a importância do papel do Estado: para superar tal crise, incluindo as suas dramáticas consequências nos planos económico e social. Torna-se agora notória a insuficiência de uma economia assente apenas na busca do interesse individual.

Ao mesmo tempo, esse documento não deixa de alertar para a ilusão de pensar que do Estado se pode esperar a resolução de todos os problemas gerados pela crise, desvalorizando a iniciativa e criatividade próprias da sociedade civil. Há que ter presente, também a este respeito, o princípio da subsidiariedade. E de um Estado tão endividado como o nosso não será de esperar (apesar dos apoios europeus que se anunciam) o essencial das iniciativas de combate ao flagelo do desemprego, por exemplo.

A propósito desta exigência de repensar o sistema económico e social no atual contexto, a economista Mariana Mazzucato numa recente conferência organizada pela European Laudato Si` Alliance (plataforma europeia de organizações católicas empenhadas na concretização dos apelos da encíclica Laudato Si`) pôs em relevo a oportunidade que agora surge de um novo relacionamento entre Estados e empresas.

Uma vez que muitas empresas irão receber apoios do Estado para enfrentar a crise, esses apoios não deverão ser incondicionados, a eles devem corresponder obrigações justificadas na perspetiva do bem comum. Entre essas obrigações contam-se as relativas à proteção do ambiente e as relativas à fiscalidade. Será incoerente e injusto que uma empresa receba apoios do Estado e a este deixe de pagar, através do recurso aos chamados paraísos fiscais, os impostos que a esse mesmo Estado são devidos, por ser no seu território que são, efetivamente, gerados os rendimentos sobre que deveriam incidir tais impostos.p.jpg

Os paraísos fiscais na verdade, estão na raiz de uma das mais flagrantes injustiças do sistema económico que nos rege. Permitem que empresas das mais lucrativas paguem, proporcionalmente, menos impostos do que trabalhadores ou pequenas empresas. Privam muitos países incluindo os mais pobres, de receitas necessárias à satisfação de necessidades básicas da população.

No conceito de paraísos fiscais não cabem apenas pequenas ilhas espalhadas pelo mundo com taxas de imposto insignificantes. Os seus malefícios não se relacionam apenas com a falta de cooperação policial e judiciária no combate à criminalidade. Uma comissão do Parlamento Europeu considerou recentemente que devem ser encarados como paraísos fiscais países como a Holanda (sede fiscal de várias empresas portuguesas), o Luxemburgo, a Irlanda, a Bélgica, Chipre, Malta e a Hungria, que atraem, através de regimes fiscais mais favoráveis, empresas que neles não atuam.

Alguns países europeus (a Polónia, a Dinamarca, a França e a Itália) adotaram medidas no sentido de negar apoios no âmbito da crise da pandemia a empresas que recorram a paraísos fiscais. A Comissão Europeia considerou, porém, que, por força do princípio da livre circulação de capitais, não devem, para esse efeito, ser considerados paraísos fiscais outros Estados da União Europeia.

Na verdade, o problema só será superado com a uniformização da legislação fiscal no âmbito da União Europeia, o que exige uma unanimidade até agora difícil de obter, mas podemos dizer que, nesta ocasião de correção das injustiças do sistema que nos rege, seria o momento de pôr fim aos paraísos fiscais.

> Pedro Vaz Patto

publicado por j.gouveia às 10:53

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Sábado, 4 de Julho de 2020

MADEIRA, CÂMARA DE LOBOS HOSPITALEIRA

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Winston Churchill esteve neste local (Câmara de Lobos) nos anos 50 do século XX, poucos anos depois do fim da II guerra mundial. À entrada da cidade está uma escultura do político e estadista inglês. Marcelo Rebelo de Sousa vai estar amanhã neste mesmo lugar, urbe asseada, católica, piscatória, hospitaleira e com uma gastronomia (à base de peixe, com destaque para a espada preta com banana) muito procurada por nacionais e estrangeiros. Em Câmara de Lobos está situado o mais alto promontório da Europa e o segundo mais alto do mundo. A (re)visitar. O video abaixo é sobre esta muito visitada localidade, também conhecida por Vila Xavelha. 

Video > https://www.youtube.com/watch?v=Oiyydb4JyZEc.jpg

Winston Churchill chegou à ilha no dia 1 de janeiro de 1950, a bordo do navio "Durban Castle". Vinha acompanhado da esposa, da filha mais velha, de duas secretárias, um criado pessoal, um guarda-costas e ainda do coronel Frederick Deakin, que o assessorava na escrita das memórias. Permaneceu doze dias na Madeira.

NB: O nome Xavelha vem das típicas embarcações, construídas no estaleiro local, destinadas à pesca da espada preta.

publicado por j.gouveia às 19:37

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MEMÓRIA DE AUGUSTO ABELAIRA

Até que um dia descobri...

Há 17 anos, no dia 4 de Julho, morreu o escritor, professor e jornalista português Augusto Abelaira (1926-2003) Natural de Ançã,  concelho de Cantanhede, era licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi professor, tradutor, jornalista no Diário Popular,O Século, cronista em O Jornal e no Jornal de Letras; director de programas da RTP, das revistas Vida Mundial  e Seara Nova (1968-69), presidente da Associação Portuguesa de Escritores, mas foi sobretudo como dramaturgo e romancista que  o seu nome é mais recordado, apesar de hoje em dia ser pouco lido ou eventualmente desconhecido.

Numa entrevista que deu ao jornal Folha de São Paulo, em Agosto de 1996, e sobre a sua vocação como escritor, Augusto Abelaira confessou que escrevia porque lhe dava "prazer". Começou a escrever "ainda garoto, por imitação. Lia livros do meu pai e queria imitá-los. Depois queria competir com os autores. Não fosse a biblioteca de meu pai, nunca teria escrito.

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Comecei escrevendo teatro, sob influência de Marcelino Mesquita, um escritor menor. Fazia versos também. Um dia, o meu pai leu-me um poema do Fernando Pessoa com os versos : "Com que ânsia tão raiva/ Quero aquele outrora!/ E eu era feliz? Não sei:/ Fui-o outrora agora". Esse verso, que não compreendi no princípio, revelou-me uma outra literatura".

Mais tarde, ainda na juventude,  no início da II Guerra Mundial (Setembro de 39), disse que ficou fascinado com"um livro de Katherine Mansfield e um do Tchekov, e completou-se a revolução. Mais adiante passei a ler a revista "Presença", que introduziu em Portugal Joyce, Proust, Gide."

Estava lançado para ser escritor, mas "só publicou tinha já mais de 30 anos de idade". Não por culpa própria, reconheceu, mas pela recusa do editor. "Tinha tentado antes, mas o editor recusou. Desisti de escrever, sob o argumento valioso e parvo de que se Dostoiévski e outros já haviam escrito, para que eu iria escrever? Entrei em desespero, até que um dia descobri que nada no mundo me obrigava a escrever como ele, além de que nem só os Dostoiévskis escreveram!"

Augusto Abelaira escreveu muito: centenas de crónicas, 12 romances, peças de teatro... Merece continuar a ser lido.

publicado por j.gouveia às 10:38

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Sexta-feira, 3 de Julho de 2020

PORTUGAL, SEMPRE A (RE)DESCOBRIR

Marcelo em visita relâmpago à ilha 

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Em 120 anos de República (1910-2020) nunca um Chefe de Estado tinha visitado tantas vezes as Ilhas da Madeira, Porto Santo, Desertas e Selvagens como o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa. Um recorde para o Guinness português e de além mar. Chega ao fim da tarde de amanhã (sábado, 4 de julho), visita a cidade piscatória de Câmara de Lobos na manhã de domingo (5 de julho) e regressa a Lisboa logo após o almoço. Sem antes dar uma mergulho (... como imagem de marca) nas águas do atlântico. Nesta curta (curtíssima) visita, faz-se acompanhar do ajudante de campo e dos seguranças. É um ir e voltar, sem custos acrescidos, com o orçamento suplementar aprovado e a TAP salva de uma forçada nacionalização. Nada de novo... é o Portugal do século XXI.

publicado por j.gouveia às 15:49

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PANDEMIA, TEMPOS PRESENTES

 As “fés” e a fé católica

Os tempos presentes são difíceis por múltiplas razões, não é só pelo Covid-19. Este até poderá acionar remédios. Não é que não haja fé, virtude teologal, mas mais por haver “fés” nada teologais. Sobre o covid-19, cientistas e filósofos sabem muito, e ainda bem; Mas têm “fés” e salvações à mão pouco científicas. A fé católica é outra.

Há problemas que só com doses de ironia se podem pôr a claro. Com frequência, ao ler artigos onde se afirma que a ciência isto, a ciência aquilo, e logo a seguir se passa ao cientismo, ao filosofismo e às “fés” pessoais, humanas é outro discurso de menos ciência. A fé humana pode ajudar, ser opinião e fake news sobre o covid-19. Por exemplo, sabem porque veio o vírus? O homem tornou-se um predador abusivo de bactérias e vírus.

O homem tem-se multiplicado (Gen 1, 28); prejudica a terra, a que alguns chamam deusa Gaia, Astarte ou Pachamama. Mas fiquem tranquilos. Um cientista, mister Gates, já está a resolver a questão. A sua fundação com milhões de dólares já começou há muito, antes da pandemia, a impedir que nasçam tantos bebés. Ele e parceiros do aborto já conseguem tirar a vida a uns 50 milhões deles por ano antes de nascer. Tudo “científico”. E o que fazem aos corpos? Dão e vendem.

> Pe. Aires Gameiro

publicado por j.gouveia às 10:16

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Quinta-feira, 2 de Julho de 2020

PORTUGAL, O MILAGRE DE OURIQUE

A batalha que nunca aconteceubo.jpg

Neste mês de Julho (dia 25), e segundo reza a lenda, no ano de 1139, travou-se  a Batalha de Ourique, onde D. Afonso Henriques derrotou os Reis mouros da Península e se tornou num líder incontestado rumo à independência do Condado Portucalense, face aos seus "primos" espanhóis da altura...

Assim diz uma famosa lenda que perdurou quase até ao nosso tempo, para exaltar um feito bélico que historicamente não aconteceu, apenas se traduziu num "mito", explicado como sendo o  "milagre de Ourique", para justificar o poder régio do primeiro Rei português, um poder "abençoado" por Deus que "iria ser cumulado de vitórias futuras". Acontece que este "mito" só  foi conhecido a partir do século XV e seguintes, através de alguns cronistas que atestavam a "verdade do milagre" e porque dava jeito à mentalidade da época.

No século XIX, com uma historiografia mais científica, e em parte devido aos trabalhos de investigação de Alexandre Herculano, o "mito" foi denunciado como uma construção "fraudulenta" porque a "famosa batalha não passara  de uma rápida incursão das tropas cristãs em território mouro, inscrita no âmbito dos fossados (incursões fronteiriças) que se faziam anualmente", assim explica a investigadora do Instituto de História Contemporânea, Margarida de Magalhães Ramalho, no seu mais recente livro "900 Anos a Irritar os Espanhóis". 

"Quanto à vitória das tropas afonsinas em terras alentejanas, Herculano  não lhe atribuía qualquer expressão no desencadear do processo de independência nacional... Foi um escândalo! O historiador viu-se arrastado para uma imensa polémica, sendo atacado em diversas frentes e apelidado de ímpio e antipatriota!", acrescenta a historiadora.

E pensar que as "notícias falsas", os "boatos", eram só do nosso tempo, devido à globalização, ao poder económico e político!... Nada de novo, pelos vistos.

publicado por j.gouveia às 09:14

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Quarta-feira, 1 de Julho de 2020

MADEIRA, VIDEO COMEMORATIVO

Seis séculos sob bandeira portuguesa 

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A Região Autónoma da Madeira comemora, hoje, 1 de julho, 601 anos da chegada dos navegadores portugueses. Para assinalar a efeméride foi editado um novo video, com imagens e letra originais, sendo todos os intérpretes madeirenses, entre os quais Vânia Fernandes, vencedora do Festival da RTP, em 2008, com a canção "Senhora do Mar", representando Portugal no Festival Eurovisão, em Belgrado. Desde 1419 que a Madeira ostenta a bandeira portuguesa.

Video > https://www.youtube.com/watch?v=DKE2chSmoao

publicado por j.gouveia às 17:31

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AMÁLIA, CENTENÁRIO QUE HOJE SE ASSINALA

Fado de Portugal para o mundo

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Voz incontornável e emblemática do Fado, Amália (da Piedade Rebordão) Rodrigues nasceu há cem anos, no dia 1 de Julho, em Lisboa, quando os seus pais estavam de visita aos avós maternos, avós com quem a fadista passaria a viver a partir de um ano e pouco, quando os seus progenitores regressaram à terra, no Fundão.

A partir dos seis anos vive no Bairro de Alcântara, onde mais tarde se tornará notada pelas suas interpretações musicais, ao mesmo que trabalha em várias actividades para ajudar a família. Tinha 15 anos, foi escolhida para cantar na “Marcha Popular” do seu bairro com o "Fado Alcântara". A partir dos 18 anos, participa em concursos para a eleição da “Rainha do Fado” e canta em vários ambientes fadistas da cidade de Lisboa, com destaque para o “Retiro da Severa”, onde fez a sua estreia profissional. A partir de então, o seu percurso de grande artista e intérprete foi sempre a subir, de forma imparável, com várias actuações em Portugal e no estrangeiro, pelos cinco continentes, em auditórios famosos, no meio dos maiores aplausos e homenagens, como por exemplo no Olympia de Paris (oito vezes). Participa ainda em espectáculos na televisão, no teatro, no cinema, e em inúmeras gravações discográficas.

Com uma vasta popularidade, Amália Rodrigues manifestou também o seu interesse pelos grandes poetas, clássicos e contemporâneos, desde Camões, Pedro Homem de Mello, David Mourão-Ferreira,  Alexandre O’Neill, José Régio, Vasco de Lima Couto, e até os “revolucionários” Manuel Alegre e José Carlos Ary dos Santos, mesmo antes do “25 de Abril”.  Amália foi também autora de poemas que a celebrizaram, como "Estranha forma de vida", "Lágrima", "Asa de vento", "Grito", "Gostava de ser quem era", "Trago o Fado nos sentidos", "Entrei na vida a cantar", "Ai esta pena de mim", "Lavava no rio lavava", "Teus olhos são duas fontes", "Fui ao mar buscar sardinhas"….

Muito já se escreveu sobre as suas “cumplicidades” com o antigo regime, mas nunca se pôs em causa a sua enorme competência que marcou a “canção nacional” no século XX, pelo que se deve falar do Fado antes e depois de Amália Rodrigues.

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Amália Rodrigues com o a actor Virgílio Teixeira, no filme "Fado, História de uma Cantadeira (1947). O actor fez brilhante carreira em Hollywood, ao nível de Richard Burton e Yul Brynner, galãs do cinema mundial.

Em 1989, celebraram-se os seus 50 anos de carreira de Amália com diversas iniciativas. Despediu-se dos palcos em 1994, mas continuou a ser “convidada de honra” em muitos eventos culturais e recebeu durante a “Expo'98”, no Parque das Nações, uma enorme homenagem pública.

Faleceu em Outubro de 1999. O seu funeral resultou numa grandiosa manifestação de saudade, como nunca se tinha assistido… Em Julho de 2001, os seus restos mortais foram transladados do Cemitério dos Prazeres para o Panteão Nacional.

Sobre Amália Rodrigues, há muitas obras e livros de investigação que estão disponíveis no mercado. Talvez seja interessante ler e ouvir quem privou com Amália, através de encontros da cultura e de entrevistas, como o jornalista e escritor Fernando Dacosta que recentemente publicou “A Ressureição”. O autor desfia histórias a que assistiu, em que foi interveniente, que lhe contaram, ou que foram testemunhadas publicamente, como um concerto no Coliseu dos Recreios, após o 25 de Abril de 1974, que juntou a fadista e José Afonso (1929-1987). "No final, ela espicaça Zeca Afonso: 'Então, acha que eu canto bem?'. Este olha-a surpreso e, depois de um curto silêncio, exclama: 'Se a Amália não canta bem, quem canta bem neste país?'", escreve Fernando Dacosta. Amália Rodrigues "fez questão de ir a um jantar de homenagem (o último) prestado pelos amigos a Zeca Afonso", conta Dacosta, segundo o qual "os dois reconheciam a estatura que tinham no mundo da cultura".

Fernando Dacosta, relata ainda outros factos, nomeadamente que serviços secretos como a PIDE, KGB, CIA e a Mossad "vigiaram" Amália Rodrigues e o então Presidente do Conselho de Ministros, Oliveira Salazar, "receava vê-la passar-se para a oposição". Episódios curiosos e verídicos que só enobrecem a personalidade de Amália e renovam a admiração dos portugueses em geral, neste dia centenário do seu nascimento.

Canção > https://www.youtube.com/watch?v=v6P68KXeBy4

publicado por j.gouveia às 09:38

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Terça-feira, 30 de Junho de 2020

DAILY PHOTO ROINESXXI, post48

Tudo num só... árvore, cimento, relva!

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O mesmo que dizer: sombras em tarde de sol, bancos de cimento à distância coronavírus e relvado verde fresquinho sem veraneantes. Outras legendas podem originar como outras imagens podem ser obtidas. São as diferenças nem sempre fáceis de distinguir, mas em todas as árvores não há ramos nem folhas iguais.

publicado por j.gouveia às 19:55

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LEITURAS, "A RESISTÊNCIA ÍNTIMA"

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Em tempos de "pandemia", nada como uma sugestão de leitura para reflectirmos sobre a condição humana em geral e os seus aspectos mais "íntimos" que levam à acção, à proximidade, ao relacionamento entre os seres, em detrimento do individualismo, egoísmo, distanciamento, e a favor da consciência social que pode beneficiar a todos. Este é o tema desenvolvido pelo filósofo espanhol Josep María Esquirol (nasceu na Catalunha em 1963, é Professor de Filosofia na Universidade de Barcelona e autor  de numerosos estudos sobre Filosofia contemporânea), no ensaio intitulado "A Resistência Íntima", agora publicado em Portugal. 

Um ensaio importante e oportuno, que nos ajuda e ensina a pensar, indispensável para a leitura dos nossos dias, em que interessa dar mais valor às pessoas do que aos instrumentos técnicos ou aos recursos e consumos impostos pela economia.

Um livro que nos "fere" e nos "acorda" para a realidade, alerta no prefácio José Tolentino Mendonça. "Este é um livro de instruções para praticar uma resistência, proposta pelo autor, como prioritária. Por séculos e séculos, o verbo viver foi sinónimo de sobreviver, porque a grande incumbência que nos estava atribuída era a luta pela salvaguardada das condições materiais da existência. Ora, nas sociedades do bem-estar (consumismo), quando a sobrevivência é considerada garantida, abre-se uma outra frente, não menos exigente: a da luta contra a desagregação, a indiferença e a inautenticidade", escreve o cardeal bibliotecário do Vaticano, poeta e homem de cultura português. Aqui fica a sugestão, boas leituras!

publicado por j.gouveia às 11:04

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Segunda-feira, 29 de Junho de 2020

MEMÓRIA DE FERREIRA DE CASTRO

As realidades comuns da gente do povofc.png

José Maria Ferreira de Castro (1898-1974), o autor  de "A Selva" e "Emigrantes", morreu no dia 29 de Junho, há 46 anos... Pouco tempo viveu o regime democrático, trazido pelo "25 de Abril", ele que bem conhecia a "censura" a "mentalidade retrógada" do "pensamento único", a "asfixia da liberdade", os dramas da "emigração"  que experimentou nas seringais da imensa Amazónia (Brasil), para onde foi aos 12 anos de idade, obrigado pelo subdesenvolvimento  do País...

Nasceu em Ossela, Oliveira de Azeméis, a 24 de Maio de 1898, no seio de uma família de camponeses pobres... Orfão de pai aos oito anos, vai para o Brasil em busca de subsistência, tendo permanecido quatro anos no interior da selva amazónica. Ao mesmo tempo que trabalhava e crescia como adulto precoce, escrevia contos e crónicas para os jornais brasileiros e portugueses.

O seu primeiro romance - "Criminoso por Ambição" foi escrito aos 14 anos de idade; livro que venderia depois em fascículos de porta em porta, em 1916, quando regressou  a Belém do Pará. Aí, descobre a sua vocação de escritor e decide viver do ofício da escrita, com uma certa ingenuidade e falta de maturidade para enfrentar as dificuldades. Escreve muito para os jornais e revistas do Brasil, torna-se famoso, mas quando resolve voltar a Portugal, aos 19 anos, é ignorado e a sua competência literária pouco reconhecida. Enfrenta, então, a "miséria e passa dias inteiros sem comer"... 

Em 1934, abandona o jornalismo, devido à censura prévia; "A censura tem, porém, uma virtude: é demonstrar quanto vale ser um homem livre, um povo livre!", dirá mais tarde. Porém, a sorte que protege os "audazes e corajosos", não abandonou Ferreira de Castro que, aos 30 de idade, em 1928, em plena "ditadura militar", obtém um "estrondoso êxito nacional" com o romance "Emigrantes", o mesmo acontecendo com "A Selva", em 1930. 

Publicará romances a um ritmo regular: «Eternidade» (1933), «Terra Fria» (1934), «A Tempestade» (1940), «A Lã e a Neve» (1947)..., de tal modo que se tornará o autor português mais lido e traduzido em todo o mundo, sendo ainda proposto, várias vezes, para o Prémio Nobel da Literatura.

publicado por j.gouveia às 17:19

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CULTURA, DOS VÍRUS E DAS BACTÉRIAS

Primeiro-ministro caiu na esparrelaac.jpg

“A vacina é para ficarmos imunes aos vírus, os antibióticos são para combater os vírus”, afirmou o primeiro-ministro, na SIC. Um pontapé na ciência médica que fez desencadear uma série de críticas contundentes. Quis António Costa esclarecer por comparação a injeção financeira de 850 milhões no BES/Banco Novo (que não cura a doença de que padece o banco) e a vacina e antibiótico contra o Covid-19.

"Há uma enorme diferença entre uma vacina e um antibiótico. É que a vacina é para ficarmos imunes aos vírus. E os antibióticos são para combater os vírus. A injeção no BES não foi para nos vacinar, foi para combater os vírus que há no BES", afirmou erroneamente António Costa. O chefe do governo, cometeu uma insipiente afirmação. Não só não deu um mau exemplo (incomparável) como se revelou insensato. Nem o apresentador (Ricardo Araújo Pereira) soube retificar… também por desconhecimento, aceitou o que lhe foi dito, como certo.

Pedro Simas, médico virologista e investigador do Instituto de Medicina Molecular, questionado pelo Polígrafo, refuta a alegação de que os antibióticos sejam utilizados no tratamento de vírus. “Os antibióticos não servem para combater os vírus, mas sim as bactérias”. Um ato inculto que podia ser evitado, tanto mais que os políticos não são obrigados a saber de tudo. António Costa caiu na esparrela.

publicado por j.gouveia às 12:38

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Domingo, 28 de Junho de 2020

MEMÓRIA DE JEAN-LOUIS CHRETIEN

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Morreu há um ano (28 de Junho de 2019), o filósofo francês Jean-Louis Chretien, longe dos "holofotes" e das "manchetes" noticiosas, discretamente, como foi a sua vida de quase 67 anos de idade. Pensador profundo, que tratou de temas para além da Filosofia, foi também poeta e exegeta das questões bíblicas. Orientou-se pela "fragilidade"  da existência humana: “Quem é frágil", disse," não se reconhece como autossuficiente; sente, pelo contrário, a necessidade de ser amado e de amar os outros; é preciso assumir a própria fragilidade para poder acolher um dom maior que nós mesmos”. 
Professor na Sorbonne, ficou conhecido junto dos seus alunos como o Sócrates do nosso tempo e privou com os mais afamados filósofos da actualidade, a par dos filósofos antigos que solidificaram a sua personalidade e obra.
Nascido em Paris, Jean-Louis Chretien (n. Julho de 1952) foi criado numa família agnóstica. O seu pai, médico militante comunista, passou algum tempo nos campos de concentração nazis. Mais tarde, aos vinte e poucos anos, contrariou a descrença e as ideologias em que foi educado e converteu-se ao catolicismo. "Apaixonado pelas coisas mais simples deste mundo, Jean-Louis Chrétien soube não ser mundano. Apesar de raramente ter viajado, fechando-se constantemente no seu trabalho, foi capaz de percorrer e aprofundar as realidades simples dos homens deste mundo", confirmam os seus mais próximos.

publicado por j.gouveia às 16:11

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EUROPA, DESTINOS MAIS PROCURADOS

Turistas estrangeiros na rota da Madeira mp.jpg

A preferência pelos destinos Ilhas da Madeira - Porto Santo, por parte dos europeus escandinavos, está nos resultados de uma sondagem recente. O interesse é de tal ordem que há listas de espera e mais se ampliou ao ser conhecida a programação da Festa da Flor para o mês de Setembro. Tal opção estará relacionada, em parte, com a paragem de voos devido ao Covid-19, que começa a operar gradualmente nos próximos dias. A eleição da Madeira como melhor destino insular turístico da Europa e do Mundo, não está alheia à crescente procura.

Video > https://www.youtube.com/watch?v=6LIUmAzsZ44

publicado por j.gouveia às 11:11

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Sábado, 27 de Junho de 2020

HISTÓRIA DE PORTUGAL, NA CIDADE DO PORTO

Bicentenário da revolução liberalr.jpg

Tudo apontava para uma grande celebração em tempo devido e correspondia ao grande acontecimento da História de Portugal no século XIX: os 200 anos da "Revolução liberal" no Porto (1820-2020). Estava previsto (desde Fevereiro passado) um extenso programa de comemorações oficiais, com debates, conferências, lançamento de livros, concertos, exposições, visitas guiadas, mas o "convid 19" impediu /adiou (por agora) a sua realização.

Trata-se de fazer memória do pronunciamento militar na cidade do Porto,  na madrugada de 24 de Agosto de 1820, com o apoio da população e a constituição de uma "Junta Provisional do Governo Supremo do Reino", para a edificação do "Portugal moderno."

A causa próxima deste "pronunciamento" foi  a "presença britânica" que se tinha "instalado" no Reino, na sequência das invasões napoleónicas e da "fuga" da Corte para o Brasil, situações que desde o início do século levaram à "conspiração" a favor da Independência do País, contra as "pretensões" estrangeiras. DSC09634.JPG

Casa onde nasceu e viveu Almeida Garrett

Almeida Garrett, o grande escritor e político, autor das "Viagens na Minha Terra" e de "Frei Luís de Sousa", que lutou ao lado do liberal D. Pedro IV, terá dito: “A última hora da tirania soou; o fanatismo que ocupava a face da terra desapareceu; o sol da liberdade brilhou no nosso horizonte, e as derradeiras trevas do despotismo foram, dissipadas por seus raios, sepultar-se no inferno”.

A "Revolução liberal de 1820", visando a "regeneração da pátria", inspirou-se noutras históricas com o mesmo fim, nomeadamente a americana de 1776 e a francesa de 1789.
Os nomes dos heróis, dos principais mentores deste "pronunciamento" que durou apenas "40 dias", há muito que foram homenageados: Manuel Fernandes Tomás, Ferreira Borges, Silva Carvalho, José Liberato Freire de Carvalho, Sebastião de Brito Cabreira, Bernardo Sepúlveda... Duzentos anos depois, no nosso tempo, merecem uma nova homenagem... É o que deverá acontecer nos próximos meses, após a "vitória" sobre o "coronavírus".

publicado por j.gouveia às 12:23

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