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Quarta-feira, 22 de Setembro de 2021

MUSEU DO ALJUBE, MULHERES E RESISTÊNCIA

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Novas Cartas Portuguesas e outras lutas

> Amanhã, quinta-feira, 23 de setembro

> Programação paralela à Exposição Temporária

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> Inscrição obrigatória: inscricoes@museudoaljube.pt

publicado por j.gouveia às 17:16

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LISBOA, ENTRE AS CIDADES MAIS SEGURAS

Copenhaga, a melhor cidadecop.jpg

No capítulo da segurança, a capital da Dinamarca, Copenhaga, acaba de ser eleita como a cidade mais segura do mundo, segundo o Índice de Cidades Seguras (SCI), da Economist Intelligence Unit, revela a CNN. O índice valoriza os factores segurança digital, segurança sanitária, infraestruturas, segurança pessoal e segurança ambiental.

Copenhaga passou do oitavo lugar, em 2019, para o primeiro lugar em 2021, em parte devido à segurança ambiental, bem como a sua baixa taxa de criminalidade. “Copenhaga é também caracterizada por uma grande coesão social e um fosso de riqueza relativamente curto. É uma cidade mista onde tanto o assistente de limpeza como o CEO se encontram no supermercado local”. Toronto, no Canadá, ocupa o segundo lugar com 82,2 pontos, enquanto Singapura ficou no terceiro lugar do pódio com 80,7 pontos. A cidade australiana Sydney, em quarto lugar, com 80,1 pontos, é a melhor na categoria de segurança digital.l.jpg

Lisboa surge, pela primeira vez, na lista de cidades mais seguras do mundo e ocupa a 28º posição, com 70.1 pontos. A capital portuguesa destaca-se a nível de segurança pessoal, ocupando o nono lugar com 76.9 pontos e obteve o pior resultado, com 57.5 pontos, na categoria segurança de saúde, ficando em 49º lugar. Em segurança digital, de infraestruturas e ambiente Lisboa está no 28º lugar.

publicado por j.gouveia às 08:58

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Terça-feira, 21 de Setembro de 2021

INQUISIÇÃO, O ÚLTIMO AUTO-DE-FÉ EM LISBOA

Utopias da históriamalagri4.jpg

Há 260 anos, no dia 21 de Setembro de 1761, o jesuíta Gabriel Malagrida foi com condenado à morte, naquele que foi  último “auto-de-fé” realizado em Lisboa, por decisão do  Marquês de Pombal e da Inquisição que o denunciou como “falso profeta e impostor”.

O padre Malagrida, então com 72 anos, era natural de Milão, Itália, e há muito que estava preso por alegado envolvimento num atentado contra o rei D. José,  em que foi acusado de “instigador moral” do mesmo. Tinha sido missionário em diversas regiões do Brasil, onde viveu até 1754, e estava em Lisboa aquando do grande terramoto de 1 de Novembro de 1755.  

Imbuído de um intenso fervor religioso, Malagrida “rejeitou a explicação oficial do terramoto, que apontava para causas naturais, e afirmava que se tinha tratado de um castigo divino, exortando a população à penitência”; ao mesmo tempo que dizia ser portador de “visões e aparições” e que falava directamente com” Deus e a Virgem Maria”. Tornou-se, portanto, um “alvo a abater” por parte da “Inquisição” que era já controlada pelo Marquês de Pombal.

Rezam as crónicas que no dia da sua execução (21 de Setembro de 1761) o padre Malagrida foi “conduzido pelas ruas de Lisboa ‘com mordaça e carocha’, isto é, amarrado e com barrete de condenado, até ao Rossio, onde foi garroteado e o seu corpo queimado na fogueira, já no dia seguinte”. As suas cinzas foram depois atiradas ao rio Tejo.

Malagrida defendia de certa maneira uma “utopia” que, à semelhança de tantas outras, acabou na “condenação”. Não se tratava de uma “fantasia”, mas apresentava-se como um “princípio-esperança”, uma ânsia de “renovação, regeneração e aperfeiçoamento” de experiências humanas.  Assim aconteceu com muitas “utopias” ao longo da História: a República de Platão, a Cidade de Deus de Santo Agostinho, a Cidade da Campanela, a Utopia de Tomás Morus, a Cidade da Eterna Paz de Kant, o Estado absoluto de  Hegel, o Mundo amoroso de Teillhard de Chardin, O Admirável Mundo Novo de A.Huxley, entre outras…

publicado por j.gouveia às 10:41

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Segunda-feira, 20 de Setembro de 2021

CULTURA, O TEATRO MAIS ANTIGO DO MUNDO

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É o cinema mais antigo do mundo ainda em atividade. Em La Ciotat, junto ao mar, perto de Marselha, o Teatro Eden entrou no livro dos records do Guiness em Julho - foi uma consagração para este cine-teatro completamente restaurado.

Quanto à data de construção: é ainda mais antiga do que a invenção do cinema pelos irmãos Lumière em 1895... É o mais antigo cinema em funcionamento.

Os irmãos Lumière, que tinham uma segunda casa em La Ciotat, imortalizaram a cidade ao filmar "L'Arrivée du train en gare de la Ciotat", um dos primeiros filmes da história do cinema. O cinema continua a funcionar e a magia acende-se assim que as luzes se apagam.

VIDEO > https://pt.euronews.com/2021/07/26/almodovar-e-ridley-scott-no-festival-de-veneza

publicado por j.gouveia às 10:33

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Domingo, 19 de Setembro de 2021

DIREITOS DE CIDADANIA

Liberdade, igualdade e fraternidade

Segundo o apregoado lema republicano, apropriar-se da liberdade, igualdade e fraternidade dos outros, sob a forma de poder, alimentos, casa, dignidade, bem comum, não será anular os seus direitos fundamentais de cidadãos. O conceito Todos será a chave para a economia do bem comum e da justiça social, ao mesmo tempo que será o critério da sua avaliação científica, no sentido de Karl Popper. (Cf Wigvan Pereira: https://brasilescola. uol.com.br /filosofia/o-principio-falseabilidade-nocao-ciencia-karl-popper.htm.

18.09.2021). Aplicar o conceito de falseabilidade às teorias políticas ideológicas poderia ajudar a demonstrar que não funcionam para alcançar o bem comum. Os problemas atuais continuam por resolver apesar de se alardearem os progressos da modernidade contra os poderes religioso-cristãos medievais, o liberalismo contra os detentores de poder dominador e absoluto.

Nem os senhores feudais, reis, iluministas do progresso e magnates da indústria e comércio; nem as oligocracias liberalistas, as repúblicas ditas democráticas, de pendor autoritário ou liberal, têm resultado. Os detentores de muito poder, seja de dinheiro, saber, controlo sobre os outros, apropriam-se, intencionalmente ou não, de parcelas de leão do bem comum.lib (2).jpg

Com efeito, apesar de tantas ideologias apregoadas, a liberdade, a igualdade, a fraternidade, o bem comum de “irmãos, todos”, há séculos, continuam a sucumbir aos absolutismos, e totalitarismos; à ciência não científica e ao progresso liberal capitalista destruidor do bem comum da natureza e da liberdade alheia. Não faltam propostas políticas, económicas, industriais, que vão surgindo como pequenas luzes ao fundo do túnel dos fracassos repetidos, mas, infelizmente, já vêm tocadas do bicho da corrupção e recusa do bem de “todos”, bem comum.

Oferecem muita coisa aceitável, mas só para alguns, oferecem muito luxo para poucos; produzem muitos artigos de consumo inúteis e danosos, chineses e quejandas. Destinam-se não ao bem comum, mas a engrossar o capital de muitos donos disto tudo e a deixar muitos milhões sem alimentos, casa, escola e cuidados de saúde que nunca os receberam das sociedades ditas avançadas.

Falam muito de direitos dos cidadãos, usam longos discursos sobre tudo, mas sem concretizar para todos o que prometem, época após época. Os discursos sucedem-se de ano para ano, mas os muitos milhões que continuam sem resposta a esses quatro direitos fundamentais precisariam de ser avaliados   de ano para ano de forma científica e não apenas com palavras envernizadas para 30 % dos cidadãos.

Alimentação, casa, escola e cuidados de saúde são quatro direitos de todos os cidadãos ou uma obrigação deles? Onde começa o bem comum para todos e os bens supérfluos apenas para alguns? E para que serve um Estado de direito organizado e participado por todos? Uma democracia de todos ainda o será quando 30 ou 40% se apropriam da liberdade, igualdade e fraternidade e roubam os direitos de cidadania aos outros aos seus irmãos?ib.jpg

A democracia do bem comum já percorreu longos caminhos. Da Idade Média, dizem alguns que a religião e a fé cristã pretendiam ser solução e dominavam demais, como que roubando o poder e a igualdade aos outros. Veio a modernidade que abriu a porta a outros poderes absolutos, a reis e imperadores, e esperava-se que o bem comum ia chegar aos pobres. Mas faltava a igualdade e a relação entre todos como irmãos.

O iluminismo, à margem da fé em Deus, decretou que o rei endeusado devia ser morto para dar lugar ao homem e à fraternidade. Em vez de ficar mais defendida esta deixou de fazer sentido por falta de um Pai criador que dignifica todos os seus filhos. Muitos «ficaram calados, porque discutiam uns com os outros sobre qual deles era o maior» (Mc 9,34) no poder. Seria de esperar que depois de séculos a democracia insistisse no conceito de cidadania de todos e nas relações uns com os outros para o bem comum (de todos). De contrário abundam palavras de objetividade frouxa e perpetua-se a sociedade oligárquica negadora da democracia atrás de chavões vazios adornados de fake news, de inverdades.  

aaa.jpegAires Gameiro, Setembro de 2021

publicado por j.gouveia às 11:36

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Sábado, 18 de Setembro de 2021

MUNDO, COMÉRCIO E EXPLORAÇÃO HUMANA

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Perseguição e exploração humana nos dias de hoje

E extremamente deplorável o comércio de seres humanos, sejam brancos, pretos ou de outras raças.  Um comércio que continua ativo no século XXI. Quase todos os dias são comprados e vendidos seres humanos como se fossem animais irracionais. Um negócio que próspera nos países em guerra, nos campos de refugiados, nas favelas da américa latina e nas tabancas da áfrica profunda e pobre, mas também na Europa e na Ásia. São vendidas crianças para subtrair órgãos vitais e para a exploração sexual. Mata-se à catanada anciãos, doentes e humanos indefesos. O comércio de escravos, nos dias de hoje, é feito por meios diferentes, sem recurso a correntes de ferro, mas tão ou mais violento que outrora.

Recente estudo mostra de que forma várias doenças “entraram” na américa trazida por colonizadores europeus durante a época em que o comércio transatlântico de escravos se afirmou na região. O comércio de escravos no Atlântico passou pela negociação de seres humanos como mercadoria e ocorreu em todo o Oceano Atlântico entre os séculos XVI e XIX. A grande maioria dos escravos, que foram levados para o “Novo Mundo”, eram provenientes da África Ocidental, nas partes central e ocidental do continente, sendo que eram vendidos para a execução de trabalhos forçados na Europa ou nas novas colónias. A falta de condições humanas e de higiene com que estas pessoas eram transportadas fez com que múltiplos vírus fatais fossem disseminados pelo mundo, atingindo sobretudo a população que vivia nas Américas, e que não tinha capacidade imunológica para fazer frente às doenças provenientes de África.

Divulga o IFL Science que, nos séculos que se seguiram à chegada dos europeus, os indígenas americanos sofreram um declínio populacional dramático. O covid-19 “fez”, até agora, mais de três milhões de mortes, já as mortes por via do comércio de escravatura, em muito maior número, não são conhecidas.escravos f.jpg

 Retrato da escravatura com origem em África

publicado por j.gouveia às 11:04

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Sexta-feira, 17 de Setembro de 2021

MUSEU DO ALJUBE

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Mulheres e resistência

"Elas tiveram medo e foram e não foram”. No âmbito da programação paralela da exposição temporária “MULHERES E RESISTÊNCIA – Novas Cartas Portuguesas e outras lutas” o Museu do Aljube recebe, amanhã, sábado, mulheres resistentes antifascistas para um ciclo de conversas em torno das experiências de resistência à ditadura e da luta pelos direitos das mulheres, ainda tão necessária e atual nos dias de hoje.

15:30 | Auditório; 18 setembro: Helena Neves, Helena Pato, Maria Machado, Sara Amâncio.

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Mulheres, Lisboa, 1955.

publicado por j.gouveia às 10:37

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Quinta-feira, 16 de Setembro de 2021

LITERATURA, HOMENAGEM A JOSÉ RÉGIO

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José Régio nasceu há 120 anos (17 de Setembro de 1901), em Vila do Conde. Escritor e poeta, ficou conhecido como o poeta de “Cântico Negro" e “Fado”. Estudou Letras em Coimbra e nesta cidade universitária destacou-se como um dos fundadores da Revista “Presença” -  “Folha de Arte e Crítica” (em 1927), que marcou a cena literária portuguesa no final da década de 20 e durante os anos 30 e 40 do século XX,  onde se exibiam as tónicas do modernismo com diversos e prometedores autores, como Miguel Torga, Fernando Pessoa, Afonso Duarte, Almada Negreiros, Vitorino Nemésio, entre tantos outros.

A par da sua extraordinária produção literária, José Régio distinguiu-se ainda como professor no Liceu, em Portalegre, cidade alentejana onde residiu durante 37 anos e deixou uma Casa-Museu “habitada” com uma incomparável colecção de “Cristos”.  O aniversário do seu nascimento vai ser assinalado pelo Município de Portalegre (amanhã, 17 de Setembro) com o lançamento da obra “Quando a Minh´Alma Fala, a Sua Voz é Um Grito”, em que se aborda precisamente esta coleção; na mesma ocasião será apresentado o livro (uma reedição) “Confissão dum Homem Religioso” do poeta que morreu em 1969.

 

NOSSA SENHORA

Tenho ao cimo da escada, de maneira

Que logo, entrando, os olhos me dão nela,

Uma Nossa Senhora de madeira

Arrancada a um Calvário de capela.

 

Põe as mãos com fervor e angústia. O manto

Cobre-lhe a testa, os ombros, cai composto;

E uma expressão de febre e espanto

Quase lhe afeia o fino rosto.

 

Mãe das Dores, seus olhos enevoados

Olham, chorosos, fixos, muito além...

E eu, ao passar, detenho os passos apressados,

Peço-lhe: -- «A sua benção, Mãe!»

 

Sim, fazemo-nos boa companhia,

E não me assusta a sua dor: quase me apraz.

O Filho dessa Mãe nunca mais morre. Aleluia!

Só isto bastaria a me dar paz.

 

Mas à minh'alma, então, chega de longe a sua voz

Que eu bem entendo:

- «Não é por Ele...»

 - «Eu sei! Teus filhos somos nós».

> José Régio

publicado por j.gouveia às 11:26

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Quarta-feira, 15 de Setembro de 2021

PORTUGAL, CIDADES EUROPEIAS

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O Funchal está na calha para se tornar na quarta cidade portuguesa a ser Capital Europeia da Cultura, depois de Lisboa, Porto e Guimarães. Criada em 1985, o programa Capitais Europeias da Cultura evidencia a riqueza e a diversidade da cultura europeia, bem como os seus valores e características comuns. Esta é uma das iniciativas com maior reconhecimento na União Europeia, que contribui para a promoção internacional de diferentes regiões e cidades na Europa.

A cidade do Funchal, capital da Madeira, região europeia ultraperiférica, representa a presença europeia numa zona estratégica do globo e um legado cultural de 600 anos de História, Património e Tradições que colocam em evidência a diversidade e o valor do território e seus habitantes – que desde o início da sua História converteram a distância em oportunidade e o isolamento em diálogo e cooperação. O Funchal é a décima cidade portuguesa a apresentar a sua candidatura a Capital Europeia da Cultura 2027. A decisão final sobre a cidade vencedora será tomada em 2023.

A Capital Europeia da Cultura é um título atribuído anualmente pela Comissão Europeia a duas cidades da Europa, em dois países diferentes. Esta atribuição acontece quatro anos antes, através da submissão de uma candidatura entre cidades do mesmo país. Até hoje, o título já foi atribuído a mais de 50 cidades e a sua história confirma que a nomeação tem um impacto a longo prazo, a nível cultural, social e económico.  Em 2027, Portugal vai acolher novamente a organização da Capital Europeia da Cultura, em conjunto com uma cidade da Letónia. Será a quarta vez que Portugal recebe o evento, após Lisboa (1994), Porto (2001) e Guimarães (2012).

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publicado por j.gouveia às 11:13

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Terça-feira, 14 de Setembro de 2021

CENTENÁRIO DA MORTE DE DANTE

Questões existenciais
Há 700 anos, no dia 14 de Setembro de 1321, morreu no exílio, em Ravena, Dante Aligheri (1265-1321). Considerado o fundador da literatura italiana, é o autor mundialmente conhecido da “Divina Comédia”, poema épico medieval, entre outras obras inovadoras. A sua vida e os seus escritoss têm sido objecto de muita investigação, só comparável a Shakespeare e a Miguel Cervantes, por exemplo.
Nos seus projectos literários, Dante procurou reflectir sobre as situações de bem-estar e questões existenciais que atravessam todos os séculos. “Como nós”, ele “viveu num mundo de violência política e incerteza moral, o que tornou o seu exílio uma agonia e lhe suscitou uma profunda meditação sobre a natureza da felicidade”, salienta John Took, professor emérito em Estudos de Dante na University College London e especialista em literatura italiana, no seu mais recente livro “A Importância de Dante” (publicado entre nós pela Bertrand).
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Sobre a vida e obra deste grande poeta da Idade Média, natural de Florença, existem também referências em português: de António Mega Ferreira – “O Essencial sobre Dante Alighieri”, publicado pela Imprensa Nacional: «Nascido quarenta anos depois da morte de Francisco de Assis e quinze após o desaparecimento do imperador Frederico II, Dante Alighieri viveu na crista da onda da primeira grande revolução moderna operada em pleno século XIII da nossa era. O seu foi também o século de Giotto e de Tomás de Aquino, de Roger Bacon e de Marco Polo, mas o seu trajeto biográfico entrou bem dentro do século XIV, em cujas duas primeiras décadas, aliás, compôs as três partes d’A Divina Comédia, o poema que o tornou imortal»; e as traduções feitas com enorme competência pelo poeta Vasco Graça Moura.

publicado por j.gouveia às 10:04

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Segunda-feira, 13 de Setembro de 2021

DEPUTADA DE VISTAS CURTAS E NEGRAS

Devolver Portugal ao passado

Primeiro fazer um exaustivo e isento inventário sobre o que é património português, incluindo todos os humanos e raças que sejam e não sejam genuínos portugueses, depois devolver às origens tudo o que não seja do Portugal europeu, desde 1143, data da função do país que “deu novos mundos ao mundo”. Tudo que não seja genuinamente português devolver a quem veja tudo por vistas curtas, negras e fanaticamente doentias. É o que incentiva ao ódio racista a deputada guineense do Livre (hibernado…) com a ideia de derrubar referências históricos do Estado português.joacne foto.jpg

Lemos que a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira recomendou ao governo uma “contextualização histórica crítica” das sete pinturas do Salão Nobre da Assembleia da República e que o executivo planifique a sua retirada para “um espaço museológico”. Segundo a deputada, os painéis “garantem o prolongamento da visão do Estado Novo da normalização da subjugação de outros Povos e Culturas e demais violências associadas, assim como da glorificação do passado colonial português”.

Joacine diz ainda que “as pinturas em causa chocam pela forma como os pintores retratam os povos colonizados, em posições de subalternidade, permissividade e infantilidade e pela forma heróica como retratam o poder colonial, normalizando-a e à sua violência, omitindo os impactos dessa subjugação nos povos e territórios capturados e explorados”. Delírios e histerismos que mais não visam do que denegrir fatos da história de  Portugal.

publicado por j.gouveia às 10:31

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Domingo, 12 de Setembro de 2021

LEITURAS RECOMENDADAS

Novos livros

Um pouco à semelhança do que acontece com os partidos políticos que anunciam novidades durante e a seguir as férias de Verão, a chamada “rentrée”, também as editoras fazem por estes dias propostas de leitura com a publicação de novos livros. Por exemplo, o grupo Porto Editora tem previsto lançar até Novembro o nono romance de Valter Hugo Mãe, que vai  assinalar os 50 anos de vida do escritor e os seus 25 de carreira literária.

Ainda no campo dos autores portugueses destaca-se o regresso de Miguel Sousa Tavares ao romance  (18 anos passados sobre a edição original de Equador)  com “Último Olhar”, uma obra que atravessa o século XX, da Guerra Civil Espanhola ao Holocausto, culminando nos dias da pandemia de covid-19. “Uma história sobre a pandemia, o confinamento e a solidão a que foram votados os velhos, como descreve o próprio autor, centrada sobretudo num homem de 93 que, depois de ter tido uma vida cheia, é deixado num lar por causa da doença.”LILI.jpg

Neste mês de Setembro, e celebrando 40 anos dedicados à escrita, Mário de Carvalho apresenta "De maneira que é Claro...", um “conjunto de relances breves, reminiscências e memórias do autor, que vão da infância nos bairros da Graça e da Penha de França, em Lisboa, à prisão e exílio antes do 25 de Abril, passando pela família, a época estudantil, a consciência política, os movimentos associativos e os encontros clandestinos.”

Outro autor português que merece especial atenção nesta 'rentrée' literária é Carlos de Oliveira, de quem a chancela Assírio e Alvim reedita "Alcateia", o seu segundo romance, não mais publicado desde 1945 (data da segunda edição, após a apreensão da primeira pela PIDE), dando assim início às celebrações do centenário do seu nascimento. Ainda na Assírio & Alvim, serão publicados os livros: "Mundo", de Ana Luísa Amaral, "Poemas", de António Franco Alexandre, e Dobra", de Adília Lopes.

Por seu lado, a chancela Livros do Brasil reserva também algumas novidades, entre as quais a publicação de "Ensaios, discursos e cartas públicas", do escritor norte-americano William Faulkner, traduzido por Margarida Vale de Gato, um "volume único, até agora inédito em Portugal, que inclui o discurso proferido aquando da aceitação do Prémio Nobel da Literatura, em 1949". São textos escritos entre os anos 1920 e 1960, em que o autor revela as suas posições sobre alguns assuntos essenciais dos Estados Unidos naquela altura, como a questão racial - sendo que William Faulkner era um sulista antiesclavagista -, a lei seca, a Guerra Fria, o surgimento de movimentos de direitos civis, e temas mais mundanos, como desportos, ou sobre outros autores, como Hemingway.

publicado por j.gouveia às 10:10

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Sábado, 11 de Setembro de 2021

TERRORISMO, 11 DE SETEMBRO DE 2001

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Passam, hoje, vinte anos sobre o “11 de Setembro”, o atentado às Torres Gémeas, em Nova Iorque, fruto de ameaças terroristas e consequências de guerras mal resolvidas no mundo inteiro. A competição, as agressões, a violência, e outras atitudes bélicas indisfarçáveis entre países acabam sempre em tragédia.

No caso dos “atentados” registados a 11 de Setembro de 2001, nos Estados Unidos da América (EUA), a origem dos factos remonta ao início dos anos 90, quando os  EUA, em parceria com alguns países europeus, levaram por diante um ataque destrutivo contra o Iraque e o seu líder da altura, Sadam Hussein…, que  fez explodir um “vespeiro” incontrolável só comparável ao movimento “Al- Qaeda”, então protagonizado por Bin Laden (1957-2011), o símbolo máximo do terrorismo nos nossos dias, e que não hesitou em arrecadar uma imensa fortuna para destruir os EUA, Israel e o Ocidente, tanto o ódio que lhes tinha.

A convicção de que das ruínas se edificam fortalezas mais seguras ou que da guerra nasce a paz, nem sempre coincidem na prática. O belicismo e a destruição maciça servem em grande parte para o aumentar inimizades seculares, disputas eternas, conflitos intermináveis…

O “11 de Setembro” foi há 20 anos…, mas não parece. As suas consequências continuam no dia-a-dia e as lembranças permanecem como dramas, difíceis de ultrapassar, até ao próximo momento trágico.

publicado por j.gouveia às 10:07

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Sexta-feira, 10 de Setembro de 2021

MÁRTIR DA CARIDADE

Ingenuidade ou imprudência

“Mártir da caridade” – foi assim que o bispo de Luçon, François Jacolin, qualificou o Pe. Olivier Maire, missionário monfortino de Saint-Laurent-sur-Sèvre, na Vendeia (França). O Pe. Olivier Maire havia acolhido, a pedido das autoridades judiciárias, o imigrante ruandês Emmanuel Abyisenga que aguardava julgamento pela (já confessada) autoria de um início de incêndio ateado na catedral de Nantes. Emmanuel Abyisenga sofre de graves perturbações psiquiátricas.

Esse acolhimento, sob vigilância das autoridades judiciárias, permitia evitar a sua prisão e os danos que esta acarretava para a sua saúde mental. O gesto do Pe. Olivier representava, pois, um ato de extrema generosidade. Ele foi, porém, vítima dessa pessoa que generosamente acolheu e que veio a assassiná-lo brutalmente.nnn.jpg

Incêndio na catedal de Nantes, julho 2020

Este trágico acontecimento serviu de pretexto para uma polémica sobre a política de imigração do governo francês (a Emmanuel Abyisenga já havia sido negado o estatuto de refugiado e só a pendência do processo judicial em que é arguido justificava a sua permanência em França). Mas a questão central que poderá ser, a este respeito, suscitada é a do grave erro do sistema judicial quanto ao diagnóstico da perigosidade dessa pessoa, gravemente perturbada.

Houve quem censurasse a alegada ingenuidade ou imprudência do Pe. Olivier Maire. No entanto – dizem os seus confrades que acompanharam a situação – das informações que a ele chegaram (da parte das autoridades judiciárias e outras), nada faria supor que a perigosidade de Emmanuel Abyisenga  poderia conduzir ao trágico desfecho que veio a verificar-se.

Certamente, haverá que evitar que acontecimentos como este venham a repetir-se.

Mas, mais profundamente, a reflexão que este acontecimento pode suscitar é esta: que sentido poderá ter esta morte?; que sentido tem o facto de um tão autêntico ato de caridade ser deste modo retribuído?; porque é que Deus permite isto?; que lição daqui podemos colher?pef.jpeg

A morte do Pe. Olivier Maire não deixa ninguém indiferente e é mais eloquente do que qualquer discurso sobre o amor cristão. É esse o seu sentido, o de um testemunho (testemunho é o sentido do martírio) da caridade levada às últimas consequências, uma caridade que não espera qualquer recompensa terrena (a da felicidade eterna junto de Deus certamente chegará ao Pe. Olivier) e que chega ao ponto de dar a vida. Assim se demonstra a verdade do Evangelho: «Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos» (Jo 15, 13).

Para contrastar com as frequentes notícias de infidelidades de sacerdotes, eis que vemos aqui um testemunho de um sacerdote que levou até às últimas consequências a sua identificação com Jesus Cristo, o qual também levou o seu amor pela humanidade ao ponto de dar a vida.

Para compreender o sentido da morte do Pe. Olivier Maire (e o que Deus através dela quer dizer-nos), servem duas outras frases do Evangelho: «Quem perder a sua vida por minha causa, há de encontrá-la» (Mt 16, 25); «Se o grão de trigo, lançado à terra, morrer, dará muito fruto» (Jo 12, 24). O martírio da caridade do Pe, Olivier Maire, o testemunho que representa para cristão e não cristãos, não resulta de um gesto fracassado, insensato e absurdo, ele está a dar, e há de dar, muito fruto.

pp.jpgPedro Vaz Patto

publicado por j.gouveia às 10:15

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Quinta-feira, 9 de Setembro de 2021

PRÉMIO DE LITERATURA

Bergman - O Caminho contra o Vento

Mais um prémio que passou despercebido: a escritora Cristina Carvalho venceu a primeira edição do Grande Prémio de Literatura Biográfica Miguel Torga, com uma obra dedicada ao cineasta sueco Ingmar Bergman, anunciou esta semana /dia 6 de Agosto) a Associação Portuguesa de Escritores (APE). O livro distinguido intitula-se  “Ingmar Bergman - O Caminho contra o Vento”, e foi publicado em 2019 pela Relógio D’Água.

“Mais e melhor do que uma leitura atenta e objetiva sobre uma das personalidades mais marcantes da história do cinema, esta ficção, redigida na primeira pessoa, ou 'diário imaginário', leva o leitor a entrar no vivido quotidiano e nas recordações de um velho homem de génio", refere a acta do júri, numa referência à obra premiada e, ao mesmo tempo, ao cineasta sueco, também dramaturgo e encenador, realizador de filmes como "Morangos Silvestres", "Sonata de Outono" e "Fanny e Alexandre".CC (2).jpg

Filha da escritora Natália Nunes e do poeta António Gedeão (pseudónimo do cientista e pedagogo Rómulo de Carvalho), Cristina Carvalho nasceu em Lisboa em Novembro de 1949 e é autora de 17 obras de ficção e ensaio, entre as quais "O Olhar e a Alma, romance de Modigliani" e "A Saga de Selma Lagerlof".

O Grande Prémio de Literatura Biográfica Miguel Torga (anual) foi instituído pela APE, tem o patrocínio da Câmara Municipal de Coimbra e o valor pecuniário de 12.500 euros.

publicado por j.gouveia às 10:37

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Quarta-feira, 8 de Setembro de 2021

MÚSICA, INTELIGÊNCA ARTIFICIAL

Décima sinfonia de Beethovenbb.jpg

Em Lausanne, na Suíça, um grupo de pessoas pôde ouvir, pela primeira vez, como teria sido a inacabada décima sinfonia do emblemático compositor alemão Ludwig van Beethoven. A  décima sinfonia de Beethoven foi finalizada, com base em algumas das notas que o compositor alemão deixou antes de morrer e com a ajuda de Inteligência Artificial. A obra foi inspirada em algumas notas que o compositor deixou antes de morrer, em 1827, e foi finalizada, em apenas algumas horas, com a ajuda de um programa de inteligência artificial ANN (Rede Neural Artificial).

A partitura final, apelidada de BeethovANN Symphony 10.1 e com cerca de cinco minutos de duração, foi feita através de um único clique, pouco antes do concerto da orquestra Nexus. A atuação teve a supervisão de Florian Colombo, designer de programas informáticos que dedicou vários anos da sua vida a ensinar um ANN a compor, seguindo o estilo deste génio musical. “Esta é uma experiência emocionante para mim”, disse Colombo, que também é violoncelista, enquanto a música enchia aquela sala de espetáculos suíça. “Há um toque de Beethoven, mas, na verdade, é a BeethovANN. Algo novo para descobrir”, acrescentou.

Guillaume Berney, o maestro que conduziu o espetáculo, concordou. “Funciona. Existem algumas partes muito boas e outras que estão um pouco fora do estilo, mas é bom de se ouvir”, disse, reconhecendo que “talvez falte aquela centelha do génio”. “A ideia é poder pressionar um botão para produzir uma partitura completa para toda a orquestra sinfónica, sem outras intervenções”, explicou Colombo, investigador na Escola Politécnica Federal de Lausanne.

Música > https://www.youtube.com/watch?v=5Xw8BiE60Ec

publicado por j.gouveia às 11:19

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Terça-feira, 7 de Setembro de 2021

PORTUGAL PROFUNDO

Férias saudáveis 

Começamos por dizer que em férias cá dentro é preciso olhar à volta, como fizemos, em agosto. Tantas belezas nos pedem para as fixarmos e ouvirmos os seus mil silêncios e harmonias que nos dão mais sanidade. Do espaço interno do ser (S. Agostinho), nos dias de férias pelo Portugal profundo, os psts e alertas dos tons verdes não se calam. dd.jpg

Os verdes amarelos da luz do sol, verdes vivos da erva a crescer, o denso verde-escuro dos pinhais e o mortiço dos carvalhos centenários e o luminoso verde dos rebentos, à porfia, vibram sinfonias. A eles se juntam os verdes azulados das oliveiras e os verdes cinzentos das colinas e montanhas distantes, inclinadas a trepar pelas serras até ao azul celeste. Nos silvados ressoavam as manchas de dezenas de tons a gritar às aves e às outras cores que se calassem.

As contemplações dos tons verdes, em centenas de cenários, malgrado alguns incêndios, enchem de luz verde e fazem vibrar os bastonetes da retina e os sensores neuronais da serenidade. Podem constituir, no dizer da Santa Hildegarda, monja doutora da Igreja, no seu livro de medicina do século XII, uma cura de verde para os olhos irritados. Veja iniciação a esta “teóloga, naturalista, terapeuta, compositora, pregadora, musicista, poeta e dramaturga”, no sítio: https://www.fcm.unicamp.br/boletimfcm/ mais_historia/ redescoberta-da-medicina-natural-de-hildegarda-de-bingen-doutora-da-igreja-do-seculo (25.08.2021). Se à volta da orla  marítima, Portugal é mar de azul imenso, pelo centro-norte é um ondular infindo de verdes semeados de pontinhos branco-vermelho-cinza de casas, igrejas e monumentos.d.jpg

Iniciei na Ribeira do Alitém do rio Arunca (na grafia antiga da vida de João de Barros que aí casou, viveu alguns tempos e faleceu), onde estas películas de cinema natural de cenas verdejantes deram gozo e repouso aos dias de férias. Cenas que se prolongavam até às serras de Sicó e da Lousã. Só é pena que o grande historiador das Décadas e primeiro gramático do português, século XVI, seja desconhecido, nesta terra, onde as ruínas da que foi a sua quinta vão caindo e só a capelinha a Santo António das pinheiras que edificou para seu mausoléu seja romaria.

Pelo norte, do Minho ao Douro, contempla-se aquela riqueza de cumes-santuários envoltos em densos verdes de matas vetustas, Viana, Bom Jesus, Sameiro, Penha de Guimarães, Senhora da Graça, Nossa Senhora da Assunção (Santo Tirso), Santa Quitéria (Felgueiras)…a convidar a um momento de prece. E ainda nos deleitam os vales verde-azulado-brancos dos rios Lima, Cávado, Ave, Tâmega, Douro, Paiva. As suas bordas convidam a extasiar-nos com marcos monumentais na formação lusa do nosso ser portugueses, desde há quase 900 anos. Só a Rota de Cister elenca 38 mosteiros no país, não fosse S. Bernardo primo do pai de D. Afonso Henriques! Quem não pensa em Santa Maria do Bouro, Tibães, Vilar de Frades, S. Miguel (Cabeceiras de Basto)?…Alcobaça, Lorvão e Celas…ddd.jpg

Contemplam-se uns, em cenário de exteriores, outros pelo espaço interior. Dentre estes, tive a surpresa de uma visita guiada ao Mosteiro museu de Arouca, de que mal conhecia a sua igreja. Surpresa de grande marco cultural identitário do Portugal das monjas cistercienses de Santa Mafalda, bem conservado com um recheio museológico privado valiosíssimo, único no país, acautelado no século XIX com diligência sagaz, como o guia deixava entender. E ainda com uma história de desenvolvimento social de uma vasta região semeada hoje por verdes arvoredos a perder de vista.

A conservação de tanta monumentalidade lusa é um desafio para o país que somos. Esperemos que ao menos as restaurações, (Tibães, Tarouca, etc.) suplantem o furor da desconstrução e destruição, em nome de teorias justiceiras da moda wokista do “nós é que somos” em vez de “também somos filhos”. Em tempos de pandemia, a saúde de férias com verdes sinfonias agradece mesmo em idade noventona de mil parabéns recebidos.

aaa.jpegAIRES GAMEIRO, agosto 2021

publicado por j.gouveia às 10:15

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Segunda-feira, 6 de Setembro de 2021

PANDEMIA, TEMPO PARA MUDAR E RECUPERAR

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A pandemia de covid-19 tem semeado desolação e aumentado as tensões, o que  pode “constituir uma oportunidade para a sociedade construir um mundo melhor”. Lamentavelmente, a pandemia ainda não foi superada nem suas consequências económicas e sociais, sobretudo para a vida dos mais pobres que são graves, sublinha o Papa Francisco, “não só empobreceu numerosas famílias”, como “semeou desolação e aumentou as tensões”.

Em paralelo, o sumo pontífice faz alusão “ao agravamento de múltiplas crises políticas e ambientais convergentes”, como a fome, a crise climática ou o problema das armas nucleares, o compromisso social e político “com a paz nunca foi tão necessário e urgente”. O desafio é ajudar governantes e cidadãos a enfrentarem problemas críticos como uma oportunidade”.

O Papa observa “determinadas situações de crise ambiental, infelizmente agravadas pela pandemia, podem e devem provocar uma assunção de responsabilidades mais determinada, primeiro por parte dos quadros superiores, e, depois, também a níveis intermédios e por todos os cidadãos”. O papa encoraja as sociedades a promoverem “a dignidade do ser humano, o respeito pela história, sobretudo se estiver ferida e marginalizada” num mundo “que acolha e escute todos”.

publicado por j.gouveia às 10:46

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Domingo, 5 de Setembro de 2021

MEMÓRIA DE HORÁCIO BENTO DE GOUVEIA

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Horácio Bento de Gouveia (1901-1983), ilustre escritor e jornalista madeirense, nasceu há 120 anos, no dia 5 de Setembro, na freguesia de Ponta Delgada (norte da ilha da Madeira). O espaço físico do seu nascimento é hoje uma Casa-Museu (desde 1986), a partir de uma casa edificada entre os séculos XVII e XVIII, e onde se podem encontrar objectos relacionados com a vida do escritor, entre artefactos e peças antigas dignas de registo histórico.

Horácio Bento de Gouveia foi professor liceal e director de jornais, a par da sua vocação de romancista com preocupações sociais, como a denúncia da "colonia" nas terras rurais, onde se explorava o agricultor material e espiritualmente, sob o domínio de um "analfabetismo" gritante; aspectos sociais que estão bem patentes, por exemplo, no seu romance mais conhecido - "A Canga" ou "Ilhéus", com prefácio do Mestre Aquilino Ribeiro. "Lágrimas Correndo Mundo" e "Águas Mansas"  são outros títulos da sua autoria que não se podem esquecer. 
,A sua intervenção cívica abrangeu vários domínios através dos livros, crónicas e conferências, pelo que o nome de Horácio Bento de Gouveia é incontornável quando se consulta ou investiga a cultura popular, artística e intelectual da Madeira, entre os anos 20 e 80 do século XX. Estas referências inelutáveis estão coligidas em vários volumes organizados e publicados pela sua filha Maria de Fátima Gouveia Soares (actualmente com 87 anos e a viver no Funchal). O seu labor incansável para resgatar a memória do seu pai tem sido notável, a partir dos livros que escreveu e do muito que publicou nos jornais que se encontram nos arquivos.
Em memória de Horácio Bento de Gouveia também existe há alguns anos um Prémio literário, atribuído anualmente pela Câmara Municipal de São Vicente.
publicado por j.gouveia às 12:19

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SAÚDE, EM DEFESA DO CÉREBRO

Visitar museus suaviza o stressbru (2).jpg

A saúde mental depende muito do modo de vida que cada cidadão adota. As noitadas e o deitar tarde, o álcool, o tabaco e as drogas, a pouca ginástica e ausência de caminhadas, inadequada alimentação e a fraca leitura e a baixa cultural geral são fatores com grande influência no stress dos seres humanos.  Na Bélgica, os médicos vão poder prescrever visitas a museus para ajudar a melhorar a saúde mental dos pacientes. A medida faz parte de um ensaio clínico de três meses. Os médicos do hospital de Brugmann, em Bruxelas, vão poder prescrever visitas a museus aos pacientes, para promover a saúde mental, aliviando os sintomas de burnout e stress agravados pela pandemia de covid-19.

Os pacientes vão poder visitar gratuitamente cinco museus públicos da cidade, incluindo os museus com financiamento público na Grand Place e o Museu do Guarda Roupa do Manneken-Pis (a famosa estátua do menino a urinar, símbolo da cidade). A experiência belga foi inspirada por um projeto iniciado no Quebec, Canadá, em 2018, no qual os médicos podem prescrever até 50 visitas a museus por ano, disse a vereadora da cultura de Bruxelas, Delphine Houba. “A crise da covid-19 acentuou o stress, o esgotamento e outras patologias que confirmam a relevância de tal projeto”.

publicado por j.gouveia às 10:17

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