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Segunda-feira, 18 de Março de 2019

TELEVISÃO, DRAMAS DO ANALFABETISMO

Ilha da Madeira... Ilha do Funchal

Apanha se Puderes” é um programa da TVI, apresentado por Rita Pereira e Pedro Teixeira. Mónica Jardim é um dos rostos mais conhecidos da TVI que participou, como concorrente, numa edição do referido programa. Até aqui tudo bem. O alerta grave surge quando a concorrente é confrontada com uma pergunta sobre a Ilha da Madeira.MJ.jpg

Antes de responder à pergunta, Mónica Jardim fez questão de dizer que “por acaso é uma coisa que eu adoro, que é geografia”. Sem hesitações. Eis a pergunta:  “Qual destas localidades madeirenses se situa mais a Sul?”, Funchal, Ponta Delgada, Machico e Porto Moniz. “Machico eu sei que é no Funchal, mas vendo a ilha do Funchal eu não sei onde é que está Machico situado. Não sei se é no Sul da ilha...”, afirmou Mónica Jardim.

E esta, diria Fernando Pessa. Corrigir o erro grosseiro: Machico é uma cidade situada na zona leste da Ilha da Madeira, local onde aportaram, pela primeira vez, as caravelas com os descobridores portugueses (1419). Funchal não é uma ilha mas sim a capital da Ilha da Madeira e é a que fica mais a sul. Infelizmente o drama do analfabetismo na televisão não é exclusividade da TVI nem de Mónica Jardim... Ilha do Funchal é um absurdo. 

publicado por j.gouveia às 21:28

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MEMÓRIA DE FERNANDO GIL

Fernando Gil (1937-2006), "um dos nomes maiores do pensamento e do ensino filosófico português no século XX", morreu, faz amanhã, 19 de março, 13 anos. Pensador internacionalmente reconhecido, distinguido com o Prémio Pessoa em 1993, é autor de "La Logique du Nom" e "Mimesis e Negação", entre outros títulos.

Nascido em Moçambique, Fernando Gil formou-se em Direito, na Universidade de Lisboa, em 1959, apesar da sua vocação filosófica. "Estreou-se como autor em 1961 com Aproximação Antropológica", mas logo seguiu para Paris, onde concluiu uma segunda licenciatura, em Filosofia, e se doutorou em Lógica.F.Gil.png

Exerceu ainda a actividade de tradutor para português de obras filosóficas, ensaios de Merleau-Ponty e de Jaspers, entre outros. Após o 25 de Abril de 1974, tornou-se professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e directeur d'études na École des Hautes Études en Sciences Sociales.

É irmão de José Gil (também filósofo, nascido em Moçambique, em 1939) e considerado, no número especial do Le Nouvel Observateur, de Dezembro de 2004, como um dos 25 «grandes pensadores» de todo o mundo, ao lado de Richard Rorty, Peter Sloterdijk, Toni Negri e Slavoj Zizek; doutorado em Filosofia na Universidade de Paris (1982), sob a orientação de François Châtelet.

José Gil é autor do livro muito divulgado em Portugal, "Hoje — O Medo de Existir", em que são abordados "traços de mentalidade (desde a inveja à dificuldade de «inscrição») que por serem particularmente acentuados no nosso país" e que "entravam o seu desenvolvimento, abertura ao exterior, e, sobretudo, a sua dinâmica interna."

publicado por j.gouveia às 09:33

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Domingo, 17 de Março de 2019

MADEIRA, OS FAMOSOS POIOS

Agricultura madeirense é uma epopeia

Está a decorrer nas Canárias (Espanha), até a próxima sexta-feira, o IV Congresso Mundial ITLA – Territórios de Terraços e Socalcos, sob os solos das ilhas da Macaronésia – Açores, Canárias, Madeira e Cabo Verde.

Evento promovido pelo ITLA (International Terraced Landscapes Alliance), surge na continuidade aos realizados na China (2010), Peru (2014) e Itália (2016). O tema central incide sobre as paisagens em socalcos, expressão da cultura material e imaterial dos povos, cuja história está intrinsecamente ligada à cultura civilizacional e geracional ao longo dos séculos.

poio1a.jpg

A orografia da ilha da Madeira, em inclinação, obriga a uma engenhosa criação de socalcos para que seja possível desenvolver a agricultura. São os famosos poios (feitos pela força dos braços dos homens (cavadores), com enxadas na abertura dos regos, plantação manual e o regadio com água de giro). A agricultura madeirense é uma verdadeira epopeia e fisicamente muito violenta!poio2 banana.jpg

Poios de bananeiraspoio3.jpgpoio1.jpg

publicado por j.gouveia às 19:49

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TURISMO, PORTUGAL EM EVOLUÇÃO

A Bolsa de Turismo de Lisboa, que hoje termina, voltou a ser mais um sucesso, quer pelos milhares de visitantes, quer pelas muitas promoções feitas sobre os diferentes destinos turísticos no Continente e nas Ilhas dos Açores e da Madeira. O turismo em Portugal não só "está na moda" como a registar um exponencial de crescimento acima da média de outros países. 

A hotelaria portuguesa recebeu, no ano passado, 20,6 milhões de hóspedes (quase o dobro da população do país) e registou 57,5 milhões de dormidas. O Algarve é, desde há muito, a região que mais Turistas recebe, seguido da Área Metropolitana Lisboa, da Madeira e da região norte (Porto).

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Calheta (Madeira)

Em 2018, Portugal obteve o melhor resultado de sempre no que concerne a receitas do turismo, ou seja, mais de 17 mil milhões de dólares (cerca de 15 mil milhões de euros). Segundo a OMT (Organização Mundial do Turismo), as receitas do turismo português continuam a evoluir acima da média dos destinos turísticos europeus. No ano transacto a subida foi da ordem dos quatro mil milhões de dólares em relação com o ano anterior.

Os países europeus com o maior volume de receitas geradas pelo turismo são (dados de 2018): Espanha – 67,9 mil milhões de dólares; França – 60,6; Reino Unido – 51,2; Itália – 44,2; Turquia – 22,4; Portugal – 17 e Grécia – 16,5 mil milhões de dólares.

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Loulé (Algarve)

De acordo com a Lei n.º 33/2013, de 16 de maio, o turismo em Portugal está dividido em cinco regiões: Lisboa e Vale do Tejo, Norte, Centro, Alentejo e Algarve. Madeira e Açores.

publicado por j.gouveia às 12:04

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Sábado, 16 de Março de 2019

ORDEM DE CRISTO, ALGARVE E MADEIRA

m.jpgCastro Marim.jpg

Castro Marim (Algarve) e a Madeira com a Ordem de Cristo. Uma referência histórica à globalização. Foi em Castro Marim que se fundou a Ordem de Cristo, foi na heráldica madeirense que se estampou o primeiro símbolo da Ordem, há 700 e há 600 anos, respectivamente. O Algarve tem toda a primazia pela candidatura a Património Mundial da UNESCO, na vertente dos "Lugares da Primeira Globalização".

bb.bmpBrasão de Armas da Madeira com a heráldica da Ordem de Cristo.

publicado por j.gouveia às 09:06

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Sexta-feira, 15 de Março de 2019

EURODEPUTADO, O TIO PATINHAS MILIONÁRIO

Os portugueses vão eleger, a 25 de maio, 21 deputados para o Parlamento Europeu. São as eleições mais “às-cegas” que se realizam, de cinco em cinco anos, no nosso país, por não haver um verdadeiro debate sobre a União Europeia, direitos de cidadania e as muitas influências que a europa comunitária exerce sobre o dia-a-dia dos portugueses. Assim, está justificado o facto de serem as eleições que registam a maior abstenção.

Os candidatos já andam em campanha com uma verborreia palradora repetitiva e arrepiante. Os ataques pessoais são incompatíveis e roçam a mediocridade, como se as funções no parlamento europeu fossem coisa banal. Os “cabeças de lista” dos candidatos não promovem nem esclarecem, os partidos não fazem a pedagogia do saber, e a Europa de todos nós continua como “uma coisa” secundária. Vamos a factos concretos:

european.jpg

O vencimento mensal de um eurodeputado é = 7 956,87euros; Subsídio para despesas gerais = 4 299 euros mensais; Despesas com pessoal (staff) = 21 209 euros mensais; Têm ainda subsídios pela sua participação em reuniões no montante de 304 euros, entre outras, como direito ao reembolso do custo das viagens, etc. Em montante financeiro (tudo somado), mais de 30 mil euros mensais entram na conta de cada eurodeputado português. Em 5 anos (60 meses) é só multiplicar.

A adicionar a estas mais-valias, os filhos têm acesso gratuito à escola europeia e os eurodeputados têm ainda direito a aposentação aos 63 anos. Porque a estes valores podem ser adicionados mais uns tantos milhares, a Transparência Internacional junto da União Europeia (TI EU), revela que 60 % dos deputados do parlamento europeu desempenham outras actividades profissionais.

Com tais el dourados só o Tio Patinhas da banda desenhada. É votar para o inimaginável. Conhecem os deputados portugueses no Parlamento Europeu? Não, oh diacho!  

publicado por j.gouveia às 12:33

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Quinta-feira, 14 de Março de 2019

TURISMO, ESTE É O ANO DE IR À MADEIRA

m5.jpgStand da Madeira na Bolsa de Turismo de Lisboa / 2019.

Porque, na história de Portugal diz-se que a ilha foi descoberta pelos portugueses em 1419;

- Porque, as comemorações dos 600 anos da chegada dos navegadores do Infante D. Henrique trazem à memória épocas inesquecíveis;

- Porque, são relembrados os ciclos dos cereais, do açúcar, do vinho e do turismo que elevaram à ilha aos patamares da economia europeia.

- Porque, foi nesta ilha que se iniciou o turismo em Portugal, com mais de dois séculos.

- Porque, ainda há vestígios do domínio dos ingleses na "governação" da ilha, por aquiescência do reino de Portugal, contra a vontade dos madeirenses.

> Porque, em pleno século XXI, a Madeira é eleita como o melhor destino turístico insular do mundo, pelo quarto ano consecutivo.m.jpg

  • Por tudo isto e muito mais é que na 31.ª Bolsa de Turismo de Lisboa, que decorre até domingo, está o slogan: “Este é o ano de ir à Madeira”. Que para nós é… todos os anos!
publicado por j.gouveia às 18:12

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FACTOS DOS IMPÉRIOS PORTUGAL-ESPANHA

Primeira viagem de circum-navegação 

candidata a património da humanidade

Se há 500 anos era compreensível espantar-se com o mundo que aos poucos ia sendo descoberto, em especial pelos navegadores portugueses e espanhóis, num ambiente inovador a todos os títulos notável e indesmentível pelos povos da altura, cinco séculos depois é de lamentar a disputa travada entre os principais países de tamanha empreitada que foi "dar novos mundos ao mundo".

Como se o acontecimento em causa fosse de somenos importância ou, então, servisse de instrumento para se esgrimirem argumentos partidários e provincianos como o que acontece actualmente com a contenda entre alguns e à volta dos 500 anos da viagem de circum-navegação, pelo português Fernão de Magalhães.

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Acontece que a Real Academia de História (RAH), em recente relatório (do início deste mês de Março) veio a público denunciar a "indevida" apropriação das comemorações da viagem de Magalhães por parte exclusiva de Portugal. Recorde-se que os chefes da diplomacia de Portugal e de Espanha anunciaram em Madrid, no passado mês de Janeiro, a apresentação conjunta de uma candidatura a património da humanidade da primeira viagem de circum-navegação do globo.

“Decidimos que Portugal e Espanha, através dos seus embaixadores na UNESCO, irão apresentar conjuntamente a candidatura” da rota da viagem iniciada pelo português Fernão de Magalhães e terminada pelo espanhol Sebastião Elcano, disse na altura o Ministro português dos Negócios Estrangeiro, Augusto Santos Silva.

Porém, logo a instituição espanhola RAH veio dizer que o documento em questão foi elaborado pela “necessidade social de responder às muitas questões levantadas pelas autoridades portuguesas ao tentar capitalizar a paternidade” da autoria da viagem pelo facto de “Magalhães ser natural de Portugal”.

mmapa.jpg

O propósito é que “com este relatório pretende-se evitar que a comemoração [dos 500 anos da viagem] se converta numa fonte de divisão entre os dois países vizinhos”, segundo a RAH e conforme anúncio divulgado pelo jornal espanhol ABC.

Antes desse anúncio, o mesmo jornal tinha avançado que, numa candidatura inicial da rota de Magalhães apresentada por Portugal à Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), o Governo português teria apagado o império espanhol da História ao quase não fazer referência ao nome de Sebastião Elcano ou ao papel preponderante de Espanha na realização da viagem.

Vejam só, depois de 500 anos é que chegamos a esta "brilhante" conclusão: a viagem de circum-navegação da Terra foi um "projecto total e exclusivamente espanhol". Valha-nos Deus!

Entretanto, a actual Ministra portuguesa da Cultura já classificou esta polémica de “artificial”. Durante um almoço de empresários promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola, Graça Fonseca afirmou tratar-se de uma “polémica artificial” levantada por um jornal espanhol, numa altura em que “ambos os países estão em campanha eleitoral”.

Recorde-se que Fernão de Magalhães (1480-1521), que planeou a viagem que acabou por ser financiada pelo reino de Espanha, não terminou a expedição, uma vez que morreu nas Filipinas, em 1521, aos 41 anos, tendo esta sido concluída pelo navegador espanhol Sebastião Elcano.

mcaravelas.jpg

O importante a realçar em tudo isto é que Portugal e Espanha estão a organizar inúmeras iniciativas que terão lugar até 2021 para assinalar esta viagem histórica iniciada há 500 anos.

Para se dissiparem quaisquer dúvidas sobre o pioneirismo deste navegador português basta ler duas obras de especial referência historiográfica e literária: "A viagem de Fernão de Magalhães e os portugueses", do reconhecido historiador José Manuel Garcia; e "Fernão de Magalhães, o homem e o seu feito", do escritor austríaco Stefan Zweig (1881-1942).

publicado por j.gouveia às 11:07

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MUSEU DO ALJUBE, EM ABRIL CONVERSAS MIL

Dois Museus, Um Pátio Comum

Uma Visita ao Museu do Aljube e ao Teatro Romano 
Ao final da tarde descubra os dois museus que partilham entre si o Pátio do Aljube: o Museu de Lisboa – Teatro Romano e o Museu do Aljube Resistência e Liberdade.
O Pátio do Aljube, um dos mais antigos da cidade, e já presente em época anterior ao terramoto, permanece nos nossos dias. Hoje une dois museus que se instalaram em edifícios muito antigos. Venha saber um pouco mais sobre esta nossa cidade de Lisboa.

al foto.jpgImagem: © Museu do Aljube Resistência e Liberdade.

Programa

13 de abril 2019 (sábado)

17.00h - Visitas Orientadas aos dois museus
18.30h - Músicas de Abril, com Samuel Quedas
19.30h - Um Porto em honra de Abril
 Entrada Gratuita. Marcações tel. 215818530
 Ponto de Encontro: Pátio do Aljube, 16.45.

publicado por j.gouveia às 10:54

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Quarta-feira, 13 de Março de 2019

OBRAS PIONEIRAS DA CULTURA PORTUGUESA

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Mais dois volumes da notável colecção "Obras Pioneiras da Cultura Portuguesa" acabam de ser publicados pelo Círculo de Leitores: o Volume - Primeiras obras de dramaturgia (século XVI), sob a coordenação de Miguel Real e Ricardo Ventura; e o volume 20 - Primeiros tratados de música (século XVII), coordenado por Rui Vieira Nery.

Estas duas obras fazem parte de um projecto total de 30 volumes sob a direcção de José Eduardo Franco e Carlos Fiolhais, e reflectem o que mais importante da história da cultura portuguesa ao longo dos séculos.

O projecto reúne cerca de 180 especialistas, consultores nacionais e internacionais, colaboradores provenientes de dezenas de instituições e diversos documentos patentes em bibliotecas, arquivos nacionais e estrangeiros.

publicado por j.gouveia às 14:12

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DATAS HISTÓRICAS: ORDEM DE CRISTO E A MADEIRA

A Ordem de Cristo comemora 700 anos.

O povoamento da Madeira faz 600 anos. 

> "... O poder espiritual no arquipélago da Madeira pertenceu à Ordem de Cristo. A heráldica da Região Autónoma da Madeira ostenta a cruz da Ordem de Cristo. A Ordem de Cristo comemora 700 anos de vida. Logo as comemorações dos 600 anos do povoamento do Porto Santo e da Madeira deveriam associar-se ao Sétimo Centenário da Ordem de Cristo.

Não se trata de um silogismo. Mas de sentido de oportunidade: agregar efemérides e projectar as comemorações insulares num contexto mais vasto.

Instituída pela Bula Ad ea ex quibus, do papa João XXII, datada de 14 de Março de 1319, a Ordem dos Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo surgiu por diligências do rei D. Dinis, junto da Santa Sé, na sequência da abolição da Ordem do Templo. A nova Ordem recebeu os bens, que tinham pertencido à Ordem extinta, e acolheu alguns ex-freires templários.

A sua primeira sede localizou-se em Castro Marim, no Algarve, vila fronteiriça do mar e de terras de mouros. Só em 1357, a Ordem de Cristo ocupou o convento de Tomar, antiga sede dos Cavaleiros do Templo.

Em 1420, a administração da Ordem de Cristo foi confiada ao Infante D. Henrique. Doravante, esta Ordem ficará associada às conquistas e aos descobrimentos portugueses, pelo ideal de combate aos infiéis e de expansão da fé cristã.

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A bula Inter cetera, do papa Calisto III, de 13 de Março de 1456, que confirmou a Romanus Pontifex de Nicolau V, de 8 de Janeiro do ano anterior, concedeu, perpetuamente, à Ordem de Cristo, o poder, domínio e jurisdição espiritual sobre as terras, portos, vilas, ilhas e lugares já adquiridos ou que viessem a sê-lo pelo Infante, desde os Cabos Bojador e Não, por toda a Guiné e costa meridional até aos índios.

O rei D. Duarte, por carta de 26 de Setembro de 1433, doou à Ordem de Cristo, a pedido do seu irmão, o Infante D. Henrique, o espiritual das ilhas da Madeira, Porto Santo e Deserta. Na mesma data, D. Henrique recebeu o senhorio do arquipélago da Madeira. Assim, nestes primeiros tempos do povoamento, o Infante era Senhor destas ilhas, na qualidade de donatário, e, simultaneamente, interferia na administração eclesiástica, como regedor e governador da Ordem de Cristo.

A actuação da Ordem de Cristo ultrapassava a jurisdição espiritual e englobava também domínios da administração e da justiça.

Pelo papel que desempenhou no arquipélago madeirense, desde os primórdios do povoamento, mostra-se pertinente assinalar o Sétimo Centenário da Ordem de Cristo, associando-o às comemorações dos 600 anos do descobrimento do Porto Santo e da Madeira.

AMANHÃ, EM LISBOA

Na Sociedade de Geografia de Lisboa, realizar-se-á amanhã (quinta-feira) um colóquio comemorativo dos 700 anos da Bula Ad ea ex quibus, bula fundacional da Ordem de Cristo (14 Março 1319-14 Março 2019).

A História da Madeira estará presente através da comunicação de Vítor Serrão, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e vice-presidente da Academia Nacional de Belas Artes, subordinada ao tema O retábulo ‘Manuelino’ da Sé do Funchal, uma obra-prima do mecenato da Ordem de Cristo".

Autor, historiador Prof. Nelson Veríssimo, in "Funchal Notícias" , 12.03.2019.ram2.jpg

Heráldica da Região Autónoma da Madeira

publicado por j.gouveia às 11:41

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RECITAL, PALÁCIO DE MARÇO

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15 de março (sexta-feira), pelas 16 horas, Recital de Teclas no salão nobre do palácio de São Lourenço. Entrada livre.

Desde a década de 90 que tem sido assegurada a abertura à comunidade dos espaços integrados na área civil do Palácio de São Lourenço (Funchal) , não só através de visitas regulares como de eventos culturais, propostos ou acolhidos pelos Serviços da Área Museológica, desde que enquadrados numa conexão com a história e património deste Monumento.

É com muito gosto que estes serviços acolhem este recital no decurso da programação "Palácio de março", no âmbito de uma colaboração com a DSEAM, mantendo viva através das novas gerações uma tradição musical dos Salões do Palácio de São Lourenço que remonta aos finais do séc. XVIII.p.png

publicado por j.gouveia às 11:00

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Terça-feira, 12 de Março de 2019

HÁ 60 ANOS, REVOLTA NA SÉ DE LISBOA

Há 60 anos, a 12 de Março de 1959, um grupo de militares e civis protagonizou em Lisboa o movimento que passaria à História como "Revolta da Sé", contra o regime de ditadura de Oliveira Salazar. Eram tempos de um governo "todo poderoso", mas que não conseguia evitar a condenação pela falta de liberdade política.

A "revolta" acalentava ainda a força manifestada por milhares de portugueses à volta da candidatura do general Humberto Delgado à presidência da República, em 1958, cujos resultados foram depois denunciados como uma "burla eleitoral" a favor do regime vigente.

"A revolta da Sé" foi assim designada porque os conspiradores reuniram-se na Sé de Lisboa, de que era pároco o padre João Perestrello de Vasconcelos (1930-2009), um dos participantes no golpe. A maioria dos revoltosos tinha uma consciência cívica acima da média, provinha dos grupos da Acção Católica e incluía também jovens militares.

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Sé de Lisboa

O "golpe", que se propunha derrubar o governo de Salazar, não alcançou os seus objectivos e os seus principais responsáveis foram presos ou condenados ao exílio.

Quanto ao padre João Perestrello de Vasconcelos, sabe-se que era natural de Lisboa, foi ordenado sacerdote em 1953 e teve como primeira responsabilidade pastoral o cargo de Capelão do Arsenal do Alfeite. No contexto da "revolta da Sé", esteve preso na cadeia do Limoeiro e foi desterrado para o Brasil.

Mais tarde, estudou Teologia na Alemanha por sugestão do cardeal Cerejeira e no final da década de 60, já num ambiente mais "respirável" proporcionado pelo Concílio Vaticano II, regressou a Lisboa, onde foi responsável pela comunidade paroquial de Loures; e na década de 70, já com Marcelo Caetano no poder, renunciou ao sacerdócio e contraiu matrimónio, sempre empenhado na defesa da causa pública.

Como curiosidade, registe-se que João Perestrello de Vasconcelos descendia de famílias ricas e que o pai de Oliveira Salazar tinha sido "feitor numa grande propriedade de um senhor Perestrello, situada em  Santa Comba Dão".

publicado por j.gouveia às 09:24

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Segunda-feira, 11 de Março de 2019

ELEIÇÕES, CULTOTES DA POLÍTICA

Oficialmente o início da campanha eleitoral para as Eleições Europeias tem data marcada para depois de amanhã (quarta-feira, 13 de março 2019). Em total incumprimento, os partidos ignoram o superiormente estipulado e já andam em campanha antes da lida ter começado. É ver os candidatos em palcos do carnaval e em arruadas como se tudo fosse permitido. Uma palhaçada! E ainda estranham o decrescente número de eleitores a não votar.

euro.jpgEste ano vão realizar-se três actos eleitorais: eleições europeias (26 de maio); eleições regionais na Madeira (22 de setembro) e eleições legislativas (6 de outubro). Um ano que pode determinar muito o futuro da Europa, da Madeira e de Portugal.

Os partidos em vez de liderarem a campanha para as previsíveis “mudanças” preferem exibir galões do eu, do meu e do que sei e prometo fazer. O debate saturante já cansa e vamos lá entender os políticos, se falam a sério ou se mentem, quando o eleitor tem carradas de razões para duvidar. Estamos fartos de publicidade política enganosa, de batalhas ideológicas fúteis e de lidas inconsequentes. Já não se suporta políticos bajuladores e de pacotilha.

por.jpgDizem-me, em círculo de amigos, que sempre foi assim. Digo, não. Nem sempre foi assim, oh, não! Nem na época das elogiadas mentalidades marxistas, das propaladas amplas liberdades, se admitam ser legítimo prometer tudo quando de antemão se sabia que não iriam cumprir. E os resultados eleitorais vieram confirmar. Calaram-se os cultotes das amplas liberdades.

Depois ficam os políticos ofendidos com as críticas em abundância e medíocres feitas pela pena esfalfada de escribas. Quando os principais interessados desvirtuam o fundamento do acto, os que têm direito ao voto nem se dão à maçada de exercer esse direito. Será isto o que querem os políticos? Quanto menos votos mais vitórias? Eleitores esclarecidos são uma ameaçada? Tudo é possível, com perdas para a democracia.

publicado por j.gouveia às 12:15

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Domingo, 10 de Março de 2019

ESCRITOR LOBO ANTUNES, ENTREVISTA

Lobo1.JPGAntónio Lobo Antunes, 76 anos, licenciado em medicina (psiquiatria), é um dos mais consagrados escritores portugueses, traduzido em várias línguas e, por mais de uma vez, indicado como candidato ao prémio nobel da literatura.

“Memória de Elefante” foi o seu primeiro livro, em 1979. Até ao momento já publicou 29 romances com grande sucesso literário em todo o mundo. Em 2007, foi galardoado com o Prémio Camões. É este notável escritor que raramente dá entrevistas, que não tem carro, nem telefone, nem internet. Um escritor feliz, para ver no endereço abaixo, no programa “Entre Tantos” da TVI. A não perder…

Lobo3.JPGVideo > 

https://tvi.iol.pt/videosmaisvistos/entre-tantos-convidado-antonio-lobo-antunes/5c8439170cf2f1892ed724b6ESC

publicado por j.gouveia às 10:13

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Sábado, 9 de Março de 2019

CRÓNICA, PLURALISMO RELIGIOSO

Tem dado origem a alguns equívocos por causa de uma frase relativa ao pluralismo religioso nos desígnios de Deus (equívocos que foram bem dissipados num artigo do Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada publicado no Observador). Mas, para além desses equívocos, parecem-me de salientar outros aspetos que contribuem para atribuir um alcance histórico ao Documento sobre a Fraternidade em prol da Paz Mundial e da Convivência Comum assinado pelo Papa Francisco e pela máxima autoridade do Islão sunita (não equiparável, porém, à autoridade do Papa na Igreja Católica), o Grande Imã da universidade Al-Azhar, Ahmad Al-Tayyeb.

ccc.pngConvém salientar que os signatários representam (de formas diferentes – é certo) as duas confissões religiosas com que se identificam o maior número de pessoas em todo o mundo. Vivemos num contexto em que se teme o chamado conflito de civilizações, que colocaria em confronto, entre outras, as civilizações influenciadas pelo cristianismo e pelo Islão (como sucedeu em séculos passados). A religião islâmica é apontada por muitos como intrinsecamente violenta.

Em muitos países é em nome dela que são perseguidas minorias cristãs. Os conflitos históricos entre religiões servem de motivo para a tese de que é necessariamente nefasta a sua influência social A globalização torna incontornável a convivência entre pessoas de diferentes culturas e religiões e entre cristãos e muçulmanos.

Neste contexto, o que nos diz este documento?

Diz-nos que «as religiões nunca incitam à guerra e não solicitam sentimentos de ódio, hostilidade, extremismo, nem convidam à violência ou ao derramamento de sangue. Estas calamidades são fruto de desvio dos ensinamentos religiosos, do uso político das religiões e também das interpretações de grupos de homens de religião que abusaram – nalgumas fases da história – da influência do sentimento religioso sobre os corações dos homens para os levar à realização daquilo que não tem nada a ver com a verdade da religião, para alcançar fins políticos e económicos mundanos e míopes.»

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Afirma que «entre as causas mais importantes da crise do mundo moderno, se contam uma consciência humana anestesiada e o afastamento dos valores religiosos, bem como o predomínio do individualismo e das filosofias materialistas que divinizam o homem e colocam os valores mundanos e materiais no lugar dos princípios supremos e transcendentes.»

Afirma o valor da liberdade religiosa, rejeitando «o facto de forçar as pessoas a aderir a uma determinada religião» (o que – não podemos esquecer - sucede em países onde são punidas as conversões do Islão ao cristianismo).

Afirma valores que vão contra a cultura hoje dominante. O da vida como um dom «que ninguém tem o direito de tirar, ameaçar ou manipular a seu bel-prazer», que todos devem preservar «desde o seu início até à morte natural». Por isso, condena «todas as práticas que ameaçam a vida, como os genocídios, os atos terroristas, os deslocamentos forçados, o tráfico de órgãos humanos, o aborto e a eutanásia e as políticas que apoiam tudo isto.»

maryb.jpegAfirma também o valor da família «como núcleo fundamental da sociedade e da humanidade, para dar à luz filhos, criá-los, educá-los, proporcionar-lhes uma moral sólida e a proteção familiar». Por isso, atacar «a instituição familiar, desprezando-a ou duvidando da importância de seu papel, constitui um dos males mais perigosos do nosso tempo.»

Sobretudo estas, mas também outras afirmações, solenes e firmes, conferem um alcance histórico a este documento. Há que fazer tudo para que ela tenha repercussão prática, pois, como disse a propósito o Papa Francisco, «ou construímos juntos o futuro, ou não haverá futuro».

> Pedro Vaz Patto

publicado por j.gouveia às 10:20

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Sexta-feira, 8 de Março de 2019

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Por convenção internacional, neste 8 de Março, comemora-se o "Dia Internacional da Mulher" porque nesta data, no ano de 1857, operárias da indústria têxtil, em Nova Iorque, fizeram uma greve pela igualdade de salários e a redução da jornada de trabalho para dez horas. Nesta situação, as operárias ficaram encerradas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.

Em 1910, numa conferência internacional de mulheres, realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas operárias, assinalar o 8 de Março em defesa dos direitos das mulheres, muitos dos quais ainda estão por cumprir.

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Nos dias de hoje, não faltam as notícias sobre as mulheres, mas por via das piores situações, em que aparecem como as principais vítimas da "violência doméstica" e são motivo de constante discriminação ao nível da valorização profissional, entre preconceitos e tabus fora de moda, práticas e crimes que devem ser denunciados, sem apelo nem agravo, a exigir uma urgente educação cívica a todos os níveis da estrutura social.

Apesar de tudo, em vez dos lamentos e das condenações, conforta recordar neste dia mulheres pouco conhecidas ou faladas. Mulheres que, com a sua acção e o seu exemplo, demonstraram a capacidade e a vocação do ser humano para realizar grandes obras a favor de todos, por via do trabalho, da cultura, da política. Neste contexto, lembramos:

- Marie Curie (1867-1934), a cientista polaca responsável pela descoberta da "radioactividade e de novos elementos químicos", e a primeira mulher a receber o Nobel da Química por duas vezes;
- Simone Weil (1909-1943), a filósofa francesa, de origem judaica, que lutou pela dignidade dos trabalhadores no decurso da II Guerra Mundial e contra a ocupação de França pelas forças nazis, e é autora de livros de referência para o pensamento ocidental, com particulares reflexões místicas;

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- Hannah Arendt (1906-1975), a filósofa política alemã, também de origem judia, cuja obra influenciou bastante o decurso do século XX em termos de responsabilização e busca da verdade em redor dos detentores do poder;
- Domitila de Carvalho (1871-1966) médica, professora, escritora e política, a primeira mulher portuguesa a frequentar a Universidade de Coimbra, onde se licenciou em Matemática, Filosofia e Medicina, e uma das primeiras três deputadas eleitas em Portugal ao integrar em 1934 a lista dos deputados escolhidos pela União Nacional para a I Legislatura da Assembleia Nacional;
- Carolina Beatriz Ângelo (1878-1911), a primeira mulher a votar em Portugal, por ocasião das eleições da Assembleia Constituinte, em 1911;
- Brites de Almeida (1350), figura lendária, a nossa Padeira de Aljubarrota, considerada uma heroína na Batalha de Aljubarrota, ficou conhecida por ter morto 7 castelhanos que estavam escondidos num forno de pão, apenas com a sua pá;
- Beatriz Costa (1907-1996), actriz e ícone da cultura popular, protagonista nos filmes “A Canção de Lisboa”, a “Aldeia da Roupa Branca”, entre outros; nas suas inúmeras viagens pelo mundo conheceu importantes personalidades como Salvador Dali, Greta Garbo e Edith Piaf; amiga de Jorge Amado, escreveu memórias da sua "vida fabulosa" que ainda hoje nos encantam;

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Maria de Lourdes Pintasilgo (1930-2004) foi a  única mulher que desempenhou o cargo de primeira-ministra em Portugal, tendo chefiado o V Governo Constitucional , em funções de julho de 1979 a janeiro de 1980.

- Gabriela Llansol (1931-2008), escritora portuguesa de ascendência espanhola, licenciada em Direito e em Ciências Pedagógicas, trabalhou em sectores relacionadas com problemas educacionais; autora de uma escrita hermética, as suas reflexões promovem uma consciência profunda sobre o ser, a pessoa e a humanidade.
- (...)

publicado por j.gouveia às 08:43

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Quinta-feira, 7 de Março de 2019

NO CCB, HOMENAGEM A JOEL SERRÃO

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Numa parceria entre o Centro Cultural de Belém (CCB) e o Centro Nacional de Cultura, decorrerá no próximo sábado, dia 9 de Março, no CCB (Lisboa), uma homenagem ao saudoso pedagogo, ensaísta e professor universitário Joel Serrão (1919-2008).

Natural da Madeira (nasceu na freguesia de Santo António, a 12 de Dezembro de 1919)), formou-se em Histórico-Filosóficas na Universidade Clássica de Lisboa e "deixou-nos uma obra multifacetada e muito rica, avultando o imprescindível Dicionário de História de Portugal e um conjunto de ensaios sobre o século XIX e sobre a Geração de 1870 com projecção para o século XX.

As análises e comentários ao pensamento e à criatividade literária de Antero de Quental são de leitura obrigatória", entre outros importantes estudos dedicados a vários autores, entre os séculos XIX e XX.

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Do programa, com início pelas 15 horas, destaque para as intervenções de Elísio Summavielle, Guilherme d’Oliveira Martins, Maria Helena Carvalho dos Santos, Maria de Fátima Bonifácio, António Cândido Franco, Jorge Gaspar, Miguel Real, João Caraças, entre outros vultos da cultura.

publicado por j.gouveia às 10:32

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Quarta-feira, 6 de Março de 2019

INTEMPORAL

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publicado por j.gouveia às 08:30

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Terça-feira, 5 de Março de 2019

CARNAVAL E ENTRUDO

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Hoje, é Dia de Carnaval e do Entrudo. A tradição do Carnaval associa-se ao próprio ciclo da Natureza que, em cada ano, por esta altura, a coincidir com a estação da Primavera, se transforma para melhor sobreviver e desenvolver as suas potencialidades. Na Primavera renova-se e transmuda-se tudo, num ambiente de grande alegria, festa, cor e espanto.

Assim, também, a folia do Carnaval que se apresenta com máscaras como  instrumento de revelação ou de exibição de outras personagens, pretensamente escolhidas ou desejadas, e através das quais se permite a mistura de classes sociais, numa liberdade sem castigo.

A par desta definição, podemos ainda usar a palavra Entrudo que na sua raiz latina quer dizer "entrada", "introito",  e que neste caso pode significar o começo de outra coisa bem diferente, como é o caso do tempo religioso/cristão da Quaresma.

Carn.Madeira.JPG

Apesar de tudo, as duas situações complementam-se: por um lado, a festa, a magia, a máscara, a exuberância, as mudanças exteriores, tudo associado ao ciclo natural da vida material; por outro, a reflexão, a conversão, a interiorização dos apelos existenciais que apontam para a transcendência, para o mais além daquilo que se exibe com a maior das alegrias e em liberdade plena, mas com poucas exigências.

publicado por j.gouveia às 11:08

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