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Quarta-feira, 21 de Outubro de 2020

MUNDO, COM O MAIOR PENSADOR DA ACTUALIDADE

Livros com sabedoria!

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Ler com a sabedoria de um proeminente pensador dos nossos dias. Narrativas que nos levam a questões milenarmente abordadas, mas pouco expostas ao confronto da história substantiva.  Yuval Noah Harari é um notável historiador, investigador e professor de História do Mundo na Universidade Hebraica de Jerusalém, considerada uma das melhores instituições de ensino a nível internacional.  Doutorado em História pela Universidade de Oxford. É um escritor traduzido em várias línguas e considerado um dos mais influentes pensadores da actualidade.

A espécie humana desde o “princípio” ao século XXI. “Uma perspectiva única e original sobre a nossa história e o impacto do ser humano no planeta”. O professor-escritor investiga sobre questões macro-históricas: qual a relação entre a história e a biologia? Que diferenças essenciais distinguem o Homo sapiens dos outros animais? Existe justiça na história? As pessoas tornaram-se mais felizes à medida que a humanidade progrediu? Leituras que roinesxxi recomenda.

publicado por j.gouveia às 13:41

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PALAVRAS CRUZADAS

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Artur Wynne

Jogos de palavras, dicas, ou advinhas sobre vocábulos e saberes em geral, estão na origem das "palavras cruzadas", como forma de passatempo útil. O iniciador desta "arte", no nosso tempo, foi o inglês  Arthur Wynne que fez publicar, no  New York World, em 21 de Outubro de 1913, um "quebra cabeça" que ficou para a História, como já antes, os antigos egípcios tinham feito com os denominados "hieróglifos".

O formato ou a configuração de "palavras cruzadas" que hoje se conhece em todo o universo foi desenhado pelo próprio Wynne,  a partir de um brinquedo da sua infância, com regras semelhantes. O jogo popularizou-se rapidamente e continua a merecer, nos jornais e revistas de todos o mundo, apreciável destaque. 

publicado por j.gouveia às 09:14

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Terça-feira, 20 de Outubro de 2020

MUNDO, UMA FLORESTA DE RAMOS PARTIDOS

Onde está a verdade?000-1cd66u.jpg

A vaca só come erva, logo é vegetariana! O telefone tem campainha, a escola tem campainha, logo a escola é um telefone! Alguém acredita? Mas estas incorreções, sem fundamentação empírica, podem ter eco e quando universalmente denunciadas já muitas voltas ao mundo foram dadas, já outros gladiadores estão em cena. Ver num jornal norte-americano que Donald Trump negoceia com Kim Jong-un e guerreia com Xí Jìnpíng, só pode ser com a intenção de baralhar o seu opositor Joe Biden. Os media baralham e dão as cartas, fazem a pergunta e dão a resposta (como se a resposta não fosse fruto da pergunta!), promovem marchas para a clareira da inocência.

António Costa deu uma entrevista de quase duas horas (ontem à noite, na TVI) quando podia (tudo espremido) dizer o que de válido interesse disse em meia hora. Na política portuguesa a esquerda e a direita confundem-se, as diferenças, quando aparecem, destroem-se umas às outras. As ameaças da esquerda de não votar no orçamento do PS é para levar a sério? Alguma vez a esquerda vai ajudar a dar poder à direita que não os pode ver? “Venham mais cinco”, na voz de Zeca Afonso (https://www.youtube.com/watch?v=cWopJ3ptGyE), porque o disco dos novos cantores só faz ruído.

No dia de hoje, a depressão “Bárbara” está a passar por Portugal. Nada de mais tempestivo podia acontecer no meio da incontrolável Pandemia que as estatísticas, instáveis, tendem acalmar os ânimos. No Sri Lank (República Socialista), país insular asiático, o combate à fome faz ressurgir cenas de canibalismo, com fé em Deus. Até que alguém consegue escrever um livro sobre “Militares Assassínios (...)”, afirmando que todos os que combateram na guerra e mataram o inimigo “podem ser considerados assassínios?”. Será que se interpreta os militares portugueses que combateram em África com tal epíteto? Onde está a verdade? Sorte para os que nada sabem!

publicado por j.gouveia às 13:29

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Segunda-feira, 19 de Outubro de 2020

OUTONO, CASTANHAS ASSADAS

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Estação com múltiplas referências populares, o Outono apresenta-se como transição para um tempo mais calmo, porventura mais reflexivo, introspectivo, e limitado do ponto de vista das euforias ou exteriorizações permitidas pelo Verão que sucede no calendário. Outono poderá ainda sugerir outros estados de alma, do género "estamos a envelhecer" ou a ficar com um dia de vida "a menos", a exemplo do estado natural das "folhas caídas" nesta época... No entanto, a velhice não está na idade, nem na incapacidade física, mas na mentalidade.

Perante a natureza, o ser humano é único porque resiste às adversidades e tudo faz para encontrar, inventar, descobrir recursos para a sua continuada sobrevivência. Além disso, a imaginação humana é fértil na produção de máximas e provérbios que lhe garantem uma certa sabedoria para não sucumbir a qualquer preço.

No caso do Outono, ainda ligado à natureza, os ditados populares e tradicionais ligam-se aos frutos mais consumidos neste tempo - as castanhas. Lembremos alguns:c.jpg

- A castanha é de quem a come e não de quem a apanha.
- A castanha tem três capas de Inverno: a primeira mete medo, a segunda é lustrosa e a terceira é amarga.
- A castanha tem uma manha: vai com quem a apanha.
- A castanha veste três camisas: uma de tormentos, outra de estopa e outra de linho.
- Ao assar as castanhas, as que estouram são as mentiras dos presentes.
- Arreganha-te, castanha, que amanhã é o teu dia.
- As castanhas apanham-se quando caem.
- Castanha assada, pouco vale ou nada, a não ser untada.
- Castanha bichosa, castanha amargosa.
- Castanha que está no caminho é do vizinho.
- Castanha quente só com aguardente, comida com água fria causa «azedia»
- Cruas, assadas, cozidas ou engroladas, com todas as manhas, bem boas são as castanhas.
- Mais vale um castanheiro, que um saco de dinheiro.
- O ouriço abriu, a castanha cai.
- Sete castanhas são um palmo de pão.cc.jpg

Bom alimento, próprio desta altura do ano, as castanhas são rainhas na gastronomia portuguesa, para já não falar da popular castanha assada na rua, com os pitorescos fogareiros e o "Homem das Castanhas"  como no fado de Carlos do Carmo:  https://www.youtube.com/watch?v=1PN0zy0XaOQ

> "Na Praça da Figueira, / ou no Jardim da Estrela, / num fogareiro aceso é que ele arde. / Ao canto do Outono, à esquina do Inverno, / o homem das castanhas é eterno. / Não tem eira nem beira, nem guarida, / e apregoa como um desafio. (...)
Quem quer quentes e boas, quentinhas? / A estalarem cinzentas, na brasa. / Quem quer quentes e boas, quentinhas? /
Quem compra leva mais calor p'ra casa. " (...)

publicado por j.gouveia às 12:56

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Domingo, 18 de Outubro de 2020

RELIGIÃO, DAR A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR

Carta infinda a todos os povos

O Papa escreveu Fratelli tutti, carta infinda. Para quê? Nela aparece 468 vezes a palavra para; talvez metade das vezes a referir propostas e objetivos da mesma. É difícil resumir. Em Dia Mundial das Missões (18 de Outubro), perguntemos antes se discípulos de Jesus evangelizados são chamados a evangelizar o mundo e testemunhar o Reino de Deus? Jesus disse: “Ide… por todo o mundo…anunciai o Evangelho a todos…os povos” (cf Mc 16,15-20). Basta acolher a chamada para essa missão. (cf. Mensagem do Dia Mundial das Missões, 2020).E muitos o fizeram desde há dois mil anos, testemunhando Jesus com a própria vida. E hoje, se fossem os 1.380 milhões a evangelizar e a ser missionários?

O Vaticano deu há dias o número de católicos, só católicos, em todo o mundo: 1.380.000.000! Aumentaram 6% de 2013 a 2018 (cerca de 80 milhões), passando de 17,68% a 17,73% da população mundial. Na Europa, uma queda de 0,4% num aumento de 0,2% da população. Na América cresceram mais que a população (4,6% para 4,4%). Na Ásia, mais 7,6% para 4,4%; Oceânia 9,6% para 8,1%, e na Africa, 18%. Os outros cristãos serão cerca de 800 milhões e muitos também evangelizam. Na carta o Papa pede anúncio indireto porque fala para todos.

Pode dizer-se que Papa ora se dirige apenas à Igreja católica, ora a todos os cristãos ou a todos os povos, como faz na carta Fratelli tutti. Será sempre para evangelizar? Em clima de secularização, pode perguntar-se quando fala como papa católico, como cristão ou como cidadão líder mundial. A carta encíclica Fratelli tutti dirige-se a todos os homens, ou talvez não, “a todos os homens de boa vontade”, como se expressa no nº 6. 56 e nº 165. O joio na seara não será ouvinte de “de boa vontade”.fratelli-tutti-braganca.jpg

O Papa é talvez o único líder mundial que ousa falar a toda a humanidade e nesta carta não se poupa a ser frontal para defender os mais frágeis. Se todos o ouvem é outra questão. A encíclica dirige-se a todos, até usa este termo 147 vezes! Invoca Deus, o Único, 81 vezes. Para proclamar a igual dignidade de todos, usando dignidade 65 vezes, fraternidade, 56 v, irmão e irmãos, 53v e 26 v, filhos 22v (singular e plural, filhos de Deus Pai), por isso irmão do seu Filho único Jesus Cristo (ou só Jesus), 30 vezes. A Mãe destes filhos para os católicos é a Igreja (33v.) ou Igreja católica (4v.). Mas o Papa não se dirige só aos que professam o monoteísmo bíblico, do A. e N. T.

A carta constitui um forte apelo a realizar o “bem comum”, referido 32 vezes; apelo a todos os cristãos e homens de boa vontade para abolir a pena de morte (nº268); abolir, hoje, a escravatura de “milhões de pessoas – crianças, homens e mulheres de todas as idades”, estas escravas usadas para abortos e venda dos órgãos dos corpinhos – (nº24). Faz um apelo a todos os cristãos e homens de boa vontade para abolir a pena de morte (nº268).Enfim, apela, de muitos modos, para o fim das guerras, racismos e violências, a favor de direitos humanos iguais. Alerta para o retrocesso civilizacional. Reconhece que só um esforço global com acordos de toda a humanidade é possível pôr fim a tantos males.

No capítulo II propõe o paradigma-programa da parábola do estranho ferido (Lc, 10). Será que esta parábola também ilustra o “dar a Cesar o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mt 22, 15-21), Pai de todos os feridos de hoje? E ninguém pode descartar ninguém, e menos ainda os corruptos super ricos deste mundo? Mas isso ficar para outra leitura da carta infinda.

> Pe. Aires Gameiro

publicado por j.gouveia às 18:50

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COVID-19, TEMPOS DIFÍCEIS

À porta da igreja

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Todos de máscara e todos com as mãos desinfetadas com gel, à entrada e à saída das igrejas, é um princípio que todos os fiéis estão a fazer de livre vontade. À entrada da igreja, de ambos os lados, estão dois “colaboradores” a projetar nas palmas das mãos o gel com álcool. À saída o mesmo ritual é cumprido. O mais problemático estará no interior do templo. Mas, pelo que vimos, a tendência é para guardar distância, evitar cara-a-cara e manter total silêncio.

Se é o suficiente para impedir a presença do coronavírus não sabemos, mas pelos vistos todos aceitam que alguma consequência tenha. Já no interior dos estabelecimentos e de outros espaços fechados, como no interior dos cafés, restaurantes, e outros, a proximidade das pessoas será mais difícil de estabelecer, mas aos poucos as coisas tomam o hábito e tudo se recompõe. Nestes lugares, para os mais avisados, o evitar tocar em superfícies, mesmo que figuras sagradas, é o melhor protetor. Não há garantia que a fé seja antivírus.

Como bem recomendam as entidades de saúde, o hábito de usar o spray desinfetante Covid-19 deve começar em casa, assim como o uso da máscara nos espaços livres com maior movimento. Prevenir sempre foi o melhor remédio.

publicado por j.gouveia às 13:31

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Sábado, 17 de Outubro de 2020

MUNDO, GENEBRA ENTRE A RIQUEZA E A POBREZA

Ilusório salário mínimo de 3.800 euros!

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O mais alto salário mínimo do mundo, 3.800 euros por mês (4.086 francos suíços), entra hoje, em vigor, em Genebra. Um máximo que, à primeira vista, em termos de paridade com o poder de compra de outras cidades, até pode ser tão ou mais baixo. Basta confrontar o preço de um café (bica) que em Genebra custa entre 3,73 e 4,65 euros e em Portugal, entre 0,50 cêntimos e um euro. Para além de que os salários em Portugal são de 14 meses e na Suíça de 12 meses.

Ter muito dinheiro não quer dizer ter melhor poder de compra. Comparando, Genebra é das cidades mais caras do mundo, Lisboa é das cidades mais baratas da Europa. O maior vazio em tudo isto é não haver uma Comunicação Social a informar, de forma clara e objetiva, estas ilusões, antes noticiam tal aumento salarial como uma grande vitória para os trabalhadores. Não se informa, por exemplo, que Genebra é das cidades do mundo onde a pobreza mais tem progredido nos últimos anos.

O nível de vida é caro em Genebra por fatores distintos; Porque Genebra é a cidade onde está sediada a ONU (Organização das Nações Unidas) que se por um lado parece favorece a riqueza, por outro lado faz disparar a inflação e aumentar a pobreza na região. Os ordenados dos genebrinos são muito inferiores dos que, de diversas nacionalidades e em número de milhares, trabalham na ONU. O arrendamento de um apartamento (T2), em Genebra, oscila entre os 2 e 3 mil euros / mês.

Ver a comunicação social internacional, incluindo a portuguesa, noticiar em parangonas o salário mais alto do mundo e não procurar informar as causas (e efeitos), é mascarar as falsas verdades. São loas favoráveis a movimentos sindicais e políticos que entram em lutas com base em ilusões. Aqui cabe, como referimos, à CS esclarecer a opinião pública, não fazendo está a favorecer o aparecimento de comparações e contestações condenáveis e indesejáveis.

publicado por j.gouveia às 12:08

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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2020

MADEIRA, FAMOSOS ESTRANGEIROS PASSAM POR AQUI

A mais cosmopolita "esquina do mundo"

O arquipélago da Madeira (constituído pelas ilhas da Madeira, Porto Santo, Selvagens e Desertas), povoado pelos portugueses desde 1419 (com os primeiros navegadores aquando da sua "descoberta"), tem sido porto de acolhimento e de passagem para inúmeras personalidades nacionais e estrangeiras. Textos, ilustrações e fotos, ao longo dos séculos, atestam esta presença com elogios, provas de satisfação, interesses vários e oportunidades históricas, consoante o "viajante" fosse comerciante, explorador, cientista, turista, ou alguém à procura de um remédio para os seus males da tuberculose.

Localizada no Atlântico Norte, à ilha da Madeira foi dado o título de "Pérola do Atlântico" pelos que cá passavam e ficavam protegidos por uma natureza singular e bom clima. Privilégios únicos a que se acrescentou a classificação de "ambiente cosmopolita" à sua principal cidade (capital) - o Funchal, fundada a 21 de Agosto de 1508, situada num anfiteatro deslumbrante e escolhida pelos "forasteiros"  para completar rotas, gozar férias, ou simplesmente ficar por alguma necessidade.se.jpg

Entre os "estrangeiros" famosos que por cá passaram/ficaram, em termos históricos, lembramos por exemplo: Cristóvão Colombo (1451-1506), o navegador genovês (Itália) que inclusive casou no Porto Santo com Filipa Perestrelo Moniz, que era filha de Bartolomeu Perestrelo, o primeiro capitão do donatário da ilha do Porto Santo; Napoleão Bonaparte (1769-1821), o primeiro Imperador dos franceses quando ia a caminho do exílio, para a ilha de Santa Helena, após a derrota na batalha de “Waterloo” (1815);

O naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882) na sua viagem à volta do mundo no navio "Beagle"; o autor de "A Origem das Espécies” e que  formulou a "Teoria da Evolução das Espécies" não chegou a desembarcar na Madeira por razões meteorológicas e outras, mas passou ao largo rumo a Cabo Verde; Winston Churchill (1874-1965), estadista e político britânico, Nobel da Literatura em 1953, que esteve de férias na Madeira em Janeiro de 1950 e deixou a sua marca de artista/pintor na baía de Câmara de Lobos;

Paul Bowles (1910-1999), o escritor norte-americano que no seu livro "Viagens" dedica 16 páginas à Madeira; a imperatriz austríaca Sissi (1837-1898), que veio à procura de alívio para as suas doenças; Carlos d'Áustria (1887-1922), o último Imperador austro-húngaro, da família Habsburgo, que viveu alguns meses exilado no Funchal, na sequência das mudanças políticas após a I Grande Guerra, tendo aqui morrido a 1 de Abril de 1922, estando sepultado na igreja paroquial do Monte; Paul Langerhans 1847-1888), médico alemão, considerado o principal responsável pela descoberta da insulina, começou a exercer medicina na Madeira, quando veio em busca de cura para a tuberculose de que padecia, tendo morrido no Funchal.  (...).

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Cristóvão Colombo                  Imperatriz Sissi

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Napoleão Bonaparte              Winston Churchill

Um breve relance. A Madeira, berço das descobertas, da primeira diocese do além-mar, é o mais antigo destino turístico português; é desde sempre um lugar de passagem e de residência temporária para inúmeras famílias ilustres estrangeiras. O Funchal é, talvez, a mais bonita cidade de Portugal. A mais cosmopolita "esquina do mundo", no dizer do escritor Ferreira de Castro. Pequena ilha em território, grande na diversidade da natureza. O mundo sempre passa por aqui!

publicado por j.gouveia às 19:45

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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2020

MEMÓRIA DE AGOSTINHO DA SILVA

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A maior entrevista do pensador Agostinho da Silva (1906-1994), dada em vida, acaba de ser publicada em livro, com alguns textos complementares e inéditos. Tem por título "Vida Conversável" e revela com naturalidade as múltiplas facetas intelectuais de "uma das figuras cimeiras do século XX português", uma personalidade plenamente integrada em diversos ambientes e contextos, desde o Porto onde nasceu, passando pelo Brasil onde "fundou universidades e antecipou a emergência da comunidade lusófona", até Lisboa, residência efectiva dos seus últimos anos de vida.

Discípulo de grandes mestres na Faculdade de Letras do Porto,  como Leonardo Coimbra e Teixeira Rego, desde  cedo despertou para as causas cívicas e colaborou em publicações de eleição, como  "A Águia" e a "Seara Nova". Obrigado a exilar-se por não concordar com a política do "Estado Novo", o seu magistério e influência identificam-no como um "pensador original, um escritor singular, divulgador infatigável, orador prodigioso". 

O Professor Agostinho da Silva, como ficou conhecido, "deixou-nos uma obra monumental em múltiplos domínios do saber e bem assim o legado exemplar de uma vida cívica dedicada, destemida e despojada, sempre pautada pelos valores da liberdade, da igualdade e da fraternidade. Fecundamente paradoxal, o seu pensamento heróico e movente incita à criação transfiguradora do homem e do mundo", consideram os editores da presente publicação - "Vida Conversável", um livro de cerca de 400 páginas que resulta de uma longa entrevista entre o Professor e Henryk Siewierski, feita em meados dos anos 80 do século passado, em Lisboa.

publicado por j.gouveia às 16:26

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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2020

MEMÓRIA DE ITALO CALVINO

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Neste mês de Outubro é oportuno lembrar o escritor italiano Italo Calvino (1923-1985), autor de "O Barão Trepador", "O Visconde Cortado ao Meio", "Cidades Invisíveis", entre outros livros notáveis. Nasceu a 15 de Outubro de 1923 em Santiago de Las Vegas, Cuba, filho de pais italianos, mas ainda criança foi com a família para a Itália, onde viveu e trabalhou até aos últimos dias da sua vida. Viveu também em Paris, cerca de 13 anos. Pela sua obra diversificada e exploração profunda de temas relacionados com a existência e o pensamento humanos, Italo Calvino é considerado "um dos maiores escritores italianos do século XX."

Durante a II Grande Guerra participou na Resistência contra o fascismo e a ocupação nazi. No final do conflito mundial, já com uma licenciatura em Letras, começou a trabalhar na prestigiada editora "Einaudi, onde "desempenhou um importantíssimo papel como consultor literário", ao mesmo tempo que dava início a uma "surpreendente carreira literária". 

"Quem somos nós, quem é cada um de nós senão uma combinatória de experiências, de informações, de leituras, de imaginações? Cada vida é uma enciclopédia, uma biblioteca, um inventário de objetos, uma amostragem de estilos, onde tudo pode ser completamente remexido e reordenado de todas as maneiras possíveis."

publicado por j.gouveia às 12:50

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Terça-feira, 13 de Outubro de 2020

POLÍTICA, O BAIXO NÍVEL DOS ACTUAIS POLÍTICOS

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Freitas do Amaral (CDS), Sá Carneiro (PPD), Mário Soares (PS) e Álvaro Cunhal (PCP), o debate político civilizado nos primórdios da democracia.

As expressões linguísticas de maledicência põem em causa o ser e estar na política e ajudam a opinião pública a criar imagens mais negativas do que positivas. Uma espécie de “pata rapada, inculta e detestável”. Longe vão os tempos dos debates parlamentares com Mário Soares, Álvaro Cunhal, Sá Carneiro e Freitas do Amaral. “Olhe que não” de Cunhal e “só os burros não mudam” de Soares, davam para entender sem ofender. Passados 46 anos do debate político democrático em Portugal, a postura abocanhou, perdeu nível e deixou de merecer qualificação de ética.    

Os políticos de hoje, não entendem que quanto mais baixo for o calibre mais alto é o tombo e derivados envolventes. Passos Coelho quando primeiro-ministro e líder do PSD, classificou publicamente Marcelo Rebelo de Sousa de “um catavento”; Assunção Cristas, quando líder do CDS/PP, acusou publicamente António Costa, primeiro-ministro e líder do PS, de “cobarde”, “mentiroso”, “chantagista”, “falta de carácter”; Acácio Barreiros, deputado, classificou a Assembleia da República de ”um ninho de lacraus”. Pior classificação não há.

São intervenções que deixam marcas provincianas e de desrespeito e medo.  Um medo do medo é o pior sofrimento que o ser humano pode assumir, é admitir fraqueza e inferioridade, é ficar prisioneiro da doutrina “colonial” que advoga superioridade sem aferir princípios de igualdade. Atacar e maldizer antes de ser atacado. O deita abaixo está na ordem dia. É, ao mesmo tempo, o deixa andar, com ventos de esquerda e de direita, até o dia em que os eleitores digam não a tanta letargia enxovalhante e tomem consciência que a política “somos nós” e os votos “a nós pertencem”.l

publicado por j.gouveia às 16:04

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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2020

MEMÓRIA DE LUÍS DE FREITAS BRANCO

Introdutor do modernismo em Portugalluis_f_branco_bn4.jpg

Neste dia, 12 de Outubro, passam 130 anos sobre a data de nascimento de Luís de Freitas Branco (1890-1955), ilustre compositor português. A sua vida e obra parecem esquecidas, à espera de uma biografia completa e maior divulgação das suas "sinfonias". Natural de Lisboa, descendia de "uma família da alta aristocracia que desde sempre valorizou a sua formação intelectual e cultural, tanto no domínio da música como no da literatura e das línguas estrangeiras".

Foi mestre de compositores famosos, como Joly Braga Santos e Fernando Lopes-Graça; e destacou-se ainda como conferencista e pedagogo, sendo referenciado pelos especialistas como “o introdutor do modernismo em Portugal”, dada a aproximação que promoveu entre a música portuguesa e a composição europeia do seu tempo.

A par da música, Luís de Freitas Branco desenvolveu um espírito crítico às situações mais diversas que o rodeavam,  quer em Portugal e no mundo em geral, a ponto de concluir que: "Não há crises graves senão de ordem moral e intelectual. Ainda que a natureza das crises sociais seja económica e política, serão a inteligência e a moral os seus remédios (...) ou nada de sólido se construirá", afirmou.

publicado por j.gouveia às 15:35

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Domingo, 11 de Outubro de 2020

MEMÓRIA DO CONCÍLIO VATICANO II

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Há 58 anos, no dia 11 de Outubro de 1962, iniciou-se em Roma o Concílio Ecuménico Vaticano II, um dos maiores acontecimentos mundiais do século XX que permitiu à Igreja aceitar, de modo mais eficaz e actuante, os desafios da modernidade, como sublinhou no discurso de abertura o Papa João XXIII: "O que mais importa ao Concílio Ecuménico é o seguinte: que o depósito sagrado da doutrina cristã seja guardado e ensinado de forma mais eficaz", disse.

"Essa doutrina abarca o homem inteiro, composto de alma e corpo, e a nós, peregrinos nesta terra, manda-nos tender para a pátria celeste. Isto mostra como é preciso ordenar a nossa vida mortal, de maneira que cumpramos os nossos deveres de cidadãos da terra e do céu, e consigamos deste modo o fim estabelecido por Deus. Quer dizer que todos os homens, tanto considerados individualmente como reunidos em sociedade, têm o dever de tender sem descanso, durante toda a vida, para a consecução dos bens celestiais, e de usarem só para este fim os bens terrenos sem que seu uso prejudique a eterna felicidade", acrescentou o Santo Padre João XXIII (1881-1963), canonizado em 2014, juntamente com João Paulo II.

O tema da "renovação" foi o princípio orientador dos debates conciliares, de modo a que a "doutrina" fosse "aprofundada" e a Igreja intimada a "responder às exigências do nosso tempo”, sublinhou o "Bom Papa" perante cerca de 2500 cardeais, bispos e superiores de congregações e ordens religiosas reunidos na Basílica de S. Pedro.

Os trabalhos do Concílio duraram mais de três anos e foram concluídos já sob o pontificado de Paulo VI, em Dezembro de 1965.

publicado por j.gouveia às 10:23

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Sábado, 10 de Outubro de 2020

RELIGIAO, A NOVA ENCÍCLICA DO PAPA

Fraternidade e a amizade socialp.jpeg

A nova encíclica do Papa Francisco -  "Todos Irmãos", sobre a "fraternidade  e a amizade social", já se encontra nas livrarias portuguesas, à espera de leitores interessados em refletir sobre temas cruciais para a humanidade nestes tempos da segunda década do século XXI. "Sem pretender efectuar uma análise exaustiva nem tomar em consideração todos os aspectos da realidade que vivemos" , diz o Papa logo na abertura do documento com cerca de 200 páginas, "proponho apenas manter-nos atentos a algumas tendências do mundo actual que dificultam o desenvolvimento da fraternidade universal".

Esta encíclica já está a merecer muitas e variadas análises, entre especialistas e comunidade em geral, sendo de salientar a interpretação do Presidente da República portuguesa, em recente artigo publicado no jornal digital 7 Margens, dirigido pelo jornalista António Marujo.
Para Marcelo Rebelo de Sousa, esta encíclica do Papa Francisco traduz-se por um: "Poder mobilizador, ao apelar à esperança e à luta pela paz contra a guerra, pelo diálogo contra o monólogo, pela globalização com alma contra a globalização dos interesses e dos poderosos, pela convergência entre religiões contra o choque entre culturas e civilizações. E, também, ao juntar S. Francisco de Assis a outras figuras, essas contemporâneas, como Gandhi, Luther King ou Desmond Tutu."

Tece ainda elogios à: "Coragem ilimitada, que arranca da Fé cristã, mas se abre a todas as militâncias conscientes dos riscos do tempo presente, no mundo como nas mais diversas nações que o compõem.Coragem que implica que o testemunho dos crentes não seja matéria privada, mas de intervenção pública, que tenham o dever de intervir para provocar ou apoiar a mudança num sentido da solidariedade ou, como diz, da amizade social", sublinha.

Esta encíclica é constituída por oito capítulos, onde se abordam diversas questões: "As sombras de um Mundo Fechado", "Um Estranho no Caminho", "Pensar e Gerar um Mundo Aberto", "Um Coração Aberto ao Mundo Inteiro", "A Política Melhor", "Diálogo e Amizade Social", "Percursos de um Novo Encontro" e "As Religiões ao Serviço da Fraternidade no Mundo".

publicado por j.gouveia às 16:58

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Sexta-feira, 9 de Outubro de 2020

POLÍTICA, REFERENDO REDUZ PARLAMENTARES

Itália com menos 365 deputados

As notícias nem sempre são produzidas por vontade de quem as seleciona nem de quem as escreve, mas por quem tem o poder de decisão em sintonia com os interesses dominantes. Os deputados são constitucionalmente representantes dos eleitores, mas na prática mais não são que “paus mandados” dos partidos. Mas há exceções. Em Itália, na última quinzena de setembro, mais de 50 milhões de italianos votaram num referendo a favor da redução do número de deputados e senadores, dos atuais 945 para 600 no parlamento. No total, menos 365 deputados. O referendo foi proposto pelos próprios deputados e o “sim” ganhou com maioria absoluta. Em números redondos: Itália tem 50 milhões de eleitores e Portugal, 10 milhões.

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Parlamento italiano

A partir da próxima legislatura a Câmara de Deputados italiana passa a ter 400 deputados, em vez dos atuais 630, e o senado 200 senadores, em vez dos atuais 315. O referendo estava marcado para março, mas foi adiado devido ao Covid-19. As notícias sobre este assunto foram escassas e sem destaque, não fosse fulgir noutros horizontes parlamentares. Imagine-se um referendo semelhante no parlamento da república portuguesa. Nem da esquerda à direita, com exceções, os tachos iam ao ar e as receitas dos partidos seriam desastrosas. O deputado português ganha 3.815,18 euros/mês mais extras e benesses que podem superar o vencimento fixo.

Acontece que Portugal não é a Itália, nem os deputados (230 portugueses) estão no mesmo patamar de funções, qualificações e níveis culturais. A massa crítica não funciona. Há muitos anos que se fala no excessivo número de deputados nos parlamentos da República e das Regiões Autónomas. Mas avançar com um referendo, nem pensar! Na proporcionalidade (eleitores - deputados): Portugal tem mais deputados que Itália.

NB: O salario mensal dos deputados italianos ascende a cerca de 15 mil euros/mês: 11.283 euros de salário bruto e 3.503 euros para despesas de transporte e outros gastos. Não pagam as viagens de comboio, barco e avião, bem como estão isentos do pagamento de portagens nas auto-estradas.

publicado por j.gouveia às 11:02

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Quinta-feira, 8 de Outubro de 2020

NOBEL DA LITERATURA 2020

Poetisa americana premiada 

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Louise Gluck

A poetisa norte-americana Louise Glück é a vencedora do Prémio Nobel de Literatura 2020, pela "sua inconfundível voz poética que, através de uma beleza austera, torna universal a vida individual", anunciou hoje (8 de Outubro) a Academia Sueca, em Estocolmo. Louise Glück, de 73 anos de idade, é natural de Nova York, reside no Estado de Massachusetts e é docente de inglês na Yale University (New Haven, Connecticut).

Com dezenas de obras publicadas, entre poesia e ensaio, nos “seus poemas, escuta-se o que resta dos seus sonhos e ilusões”, através de temas “existenciais” que vão desde a “infância, a convivência familiar”, até  aos “mitos e motivos clássicos”, por intermédio dos quais busca essencialmente o “universal” além do “individual”.

Publicou o seu primeiro livro - "Firstborn", em 1968, e logo foi aclamada como uma das “poetisas mais destacadas da literatura americana contemporânea”. Recebeu vários prémios de prestígio internacional, incluindo o “Pulitzer” (1993) e o “National Book” (2014). Com livros como "The Triumph of Achilles" (1985) ou "Ararat" (1990), Louise Glück chegou ao grande público, dentro e fora dos Estados Unidos, mas em Portugal está pouco traduzida.

O Prémio de Literatura 2020, como os demais Prémios Nobel, será concedido no próximo dia 10 de Dezembro, data em que se assinala o aniversário da morte do fundador dessas distinções, Alfred Nobel (1833-1896).AAA.jpg

Ana Amaral Dias

Entretanto, também neste dia 8 de Outubro, ficámos a saber que a Câmara Municipal de Leão (Espanha) e o Clube Leteo Cultural, distinguiram a poetisa portuguesa Ana Luísa Amaral (Lisboa, 1956), com o “Prémio Leteo”, que o irá receber no próximo dia 16 de Outubro, no Auditório da Ciudad de León.

Trata-se de um Prémio literário que já vai na sua 18.ª edição e que durante todos estes anos recebeu “os melhores autores internacionais”, como Paul Auster e Juan Gelman, que fazem parte da lista dos vencedores.

Ana Luísa Amaral é “uma notável criadora portuguesa considerada pela crítica como a mais importante poetisa portuguesa viva, que tem a seu crédito mais de trinta livros, entre poesia, ensaio, teatro e literatura infantil, bem como várias traduções.” Além disso, é professora de Literatura na Universidade do Porto e dirige, juntamente com o jornalista Luís Caetano, um programa de poesia na Antena 2 – “O som que os versos fazem ao abrir”, com muita audiência.

Fez o doutoramento em Literatura inglesa e norte-americana, com destaque para a poesia de Emily Dickinson e Shakespeare. A sua obra está traduzida e publicada em vários países, tendo obtido também diversos prémios, entre eles o Prémio Literário Correntes d’Escritas, o Prémio Internazionale Fondazione Roma, o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores e o Prémio PEN de Ficção.

publicado por j.gouveia às 17:46

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MUSEU DO ALJUBE, EXPOSIÇÕES

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Com a chegada de outubro, são retomadas as visitas mensais à exposição de longa duração e à exposição temporária. A Exposição Temporária Emídio Guerreiro 120 anos de nascimento. Vimaranense, Cidadão Universal, está patente até final do mês de outubro.

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Maria Machado, ex-prisioneira política

> Vidas Prisionáveis, à conversa com Maria Machado, oportunidade para recolher depoimentos de ex-prioneiros políticos e de resistentes à ditadura. As sessões são gravadas, de modo a permitir a criação de um arquivo virtual para memória futura. Dia 21 de outubro, pelas 16 horas, no auditório do Museu do Aljube. 
Durante os dias úteis, no horário da manhã - entre as 10h00 e as 12h30 -, é dada prioridade ao público escolar. Aos demais visitantes sugerimos o horário da tarde e fim-de-semana.

Inscrições para: info@museudoaljube.pt ou +351 215 818 535

publicado por j.gouveia às 12:28

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Quarta-feira, 7 de Outubro de 2020

LIVROS, QUARENTENAS EM II EDIÇÂO

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«Mensagens de Quarentenas 'Covid-19'», o livro do P. Doutor Aires Gameiro, publicado no passado mês de Agosto, pela Paulinas Editora, já vai na segunda edição. Elaborado durante o tempo de "confinamento", considerado pelo autor como "um período rico, espiritualmente falando”, reúne vários artigos, entrevistas e mensagens, de forma quase diária, e com propostas de reflexão oportuna.

“Um livro interactivo, de colaboração com todos aqueles que foram respondendo a mensagens e a pequenos artigos que fui escrevendo durante a quarentena, quando não tinha muito que fazer e tinha de estar mesmo no quarto, confinado”, explica o  sacerdote da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus. 

Com esta segunda edição, a obra continua disponível nas livrarias e revela-se como um documento indispensável para uma serena e aprofundada interpretação dos dias em que vivemos, em permanentes "quarentenas do Covid-19".

publicado por j.gouveia às 16:48

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ENSINO, A CADEIA DO ALFABETO

As primeiras letras

As primeiras letras..., o abc, a "Cartilha Maternal", ..., eram a magia do 7 de Outubro no antigamente, a data do início do ano escolar para as crianças em Portugal. A "Cartilha Maternal " , escrita pelo poeta e pedagogo João de Deus (1830-1896)  e publicada em 1876, tinha um método "pedagógico" natural, baseado em palavras e sons muito conhecidos dos "aprendizes" da leitura, e tornou-se numa das "obras mais vezes reimpressas" de todos os tempos.

Como processo de aprendizagem para aprender as ler nas escolas, a Cartilha Maternal foi adoptada oficialmente pelas Cortes  (Parlamento) em 1888 e  a partir de 1911, já com o regime republicano, difundiu-se em quase todo o País, coincidindo também com a criação de uma rede de  Escolas Primárias para a "instrução pública". 

Mas, ainda antes das" Escolas Primárias" públicas, João de Deus e os seus descendentes promoveram em 1882 a fundação de "escolas autónomas", através da "Associação das Escolas Móveis pelo Método de João de Deus"; escolas essas que dariam depois origem aos "Jardins Escolas" de tão boa memória.

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Este trabalho pedagógico de João de Deus foi aplaudido por toda a gente, incluindo nomes famosos da linguística, como a Professora e investigadora Carolina Michaëlis de Vasconcelos (1851-1925) que escreveu, em 1877, no jornal do Colégio Portuense, "O Ensino", o seguinte: (...) com a Cartilha do Senhor João de Deus entramos num mundo novo; tudo mudou de aspecto, tudo se tornou simples, lúdico, transparente. O novo pedagogo vai guiando o discípulo passo a passo; não o mete num labirinto; apresenta-lhe um plano disposto na melhor ordem e assenta no seu lugar, uma a uma, as pedras do edifício, que são os elementos da língua. Dá a conhecer as letras uma por uma, assim como a sua aplicação e só no fim constitui a cadeia do alfabeto, ligando estes seus elos; não desmembra as palavras em sílabas, as sílabas em letras, apresenta à criança a flor intacta."

Um método de aprendizagem parecido com o de João de Deus seria desenvolvido mais tarde pela italiana Maria Montessori (1870-1952), a primeira mulher a se formar em medicina no seu País, mas também "pioneira no campo pedagógico" ao dar mais espaço à "auto-educação" do aluno, em vez de privilegiar o papel do professor como única fonte de conhecimento. "Ela acreditava que a educação é uma conquista da criança, pois percebeu que já nascemos com a capacidade de ensinar a nós mesmos, se nos forem dadas as condições".

publicado por j.gouveia às 16:41

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Terça-feira, 6 de Outubro de 2020

RELIGIÃO, EM TEMPO DO COVID-19

A  palavra incarnadap.jpgAo pedirem-me para benzer três pequenas imagens dos arcanjos: S. Gabriel, S. Miguel e S. Rafael, não deuses, mas mensageiros do Deus único, pensei que uma bênção cristã dá sentido à vida. Pedi ao Senhor que concedesse, por intercessão deles muitos dons e graças aos que rezassem perante essas imagens.

São portadores de dons do único Deus à Igreja e aos homens. S. Gabriel, a força de Deus, trouxe o anúncio do Pai que o seu Filho ia incarnar em Maria por ação do Espirito Santo. E iria proclamar a revolução evangélica da fraternidade autêntica: amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos perseguem, curai os doentes, o bem feito a eles e a cada criança é feito a Jesus. S. Miguel, “quem como Deus”, por missão, proclama que Deus é um só, defende os fracos, esmaga o demónio.

O arcanjo S. Rafael, “medicina de Deus”, traz a medicina de Deus aos doentes, guia os homens na caminhada terrena, apresenta a oração no trono de  Deus. S. Gabriel, como mensageiro general do Pai, anuncia a Palavra incarnada, Jesus e o Evangelho; S. Miguel assiste Jesus Cristo como Juiz dos vivos e dos mortos, é o defensor de crianças nascidas ou a nascer, saudáveis e doentes; e S. Rafael, médico general da Saúde (da Cruz de Cristo), é o assistente do Bom Samaritano da Humanidade.

Em tempo de Covid-19, os irmãos não podem negar a medicina a seus irmãos como Papa Francisco pediu, no dia 25, à 75ª Assembleia da ONU para salvaguardar o direito à vida das crianças, desde antes de nascerem, e à vida das suas mães; o direito à escola; à saúde, às vacinas, emprego, proteção contra o tráfico e abuso escravizante. E condenou as desigualdades entre os sempre mais super-ricos e os sempre mais pobres. Só assim haverá fraternidade, porque não se pode servir a Deus e ao dinheiro.

> Pe. Aires Gameiro

publicado por j.gouveia às 14:53

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