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Sexta-feira, 20 de Setembro de 2019

NAVEGAÇÃO, GRANDES EPOPEIAS

À volta do mundo com Fernão de Magalhães

Há 500 anos, no dia 20 de Setembro de 1519, o navegador português Fernão de Magalhães partia de Espanha, na primeira "viagem de circum-navegação". Um feito memorável que ao longo dos séculos tem sido lembrado, com mais ou menos paixão e reconhecimento pelos valorosos navegadores que, parafraseando o poeta, "se vão da morte libertando".

Nada como o passar do tempo para se afirmar de grande importância para toda a humanidade uma empresa deste género. Mesmo que ainda subsistam algumas dúvidas ou falta de esclarecimento, nada poderá pôr em causa este feito tão celebrado tanto por portugueses, como pelos espanhóis, porque é sabido  "o tempo tudo clarifica e não há estado de espírito que se mantenha inalterado com o passar das horas", Thomas Mann (1875-1955), escritor alemão.

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Esta viagem de Fernão de Magalhães, realizada entre 1519 e 1522, fica ainda na História como pioneira da globalização e pretendeu também encontrar uma nova rota para o comércio de especiarias através do ocidente, sublinhou Alfredo Sánchez Monteseírin, o comissário espanhol que coordena o trabalho da comissão interministerial para as comemorações do V centenário.

Numa entrevista recente, este responsável atribuiu o mérito desse "feito" ao navegador português Fernão de Magalhães e ao marinheiro espanhol Juan Sebastian Elcano, embora cada um desempenhando um papel próprio para que a viagem se concretizasse. "Aqui houve um cúmulo de circunstâncias que contribuíram para a grandeza do feito.

Magalhães é um elemento principal, era quem tinha na cabeça a possibilidade - e não só o sonho e a vontade, mas também os dados científicos de um navegante bem formado - de que se poderia chegar às Molucas e ir buscar especiarias pelo lado contrário aquele por onde se ia normalmente", afirmou Alfredo Sánchez

Monteseírin. Por outro lado, houve também "outros interesses, sobretudo comerciais", da coroa espanhola "para que não fosse tão caro obter as especiarias pelos caminhos habituais, cheios de dificuldades e portagens, que encareciam tudo".

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Além disso, considerou Monteseírin, esta viagem de "circum-navegação" foi "uma súmula de erros que permitiu a Volta ao Mundo". "O primeiro (erro) é que o lugar por onde se tinha que passar, a América, não era o que eles pensavam, era outro, e a dimensão do Pacífico não era a que tinham calculado";  outro "erro" foi, para fugir das zonas portuguesas, fazer uma viagem monstruosa".

E os marinheiros que ficaram a cargo da expedição após a morte de Fernão de Magalhães (1480-1521), num conflito com uma tribo nas actuais Filipinas, "decidem seguir por outro lado, porque dizem "para trás não vou porque não quero voltar a passar" as privações, com doenças e fome, que causaram a morte a muitos na travessia do Pacífico.

Video > https://www.youtube.com/watch?v=UWVfcllR0cM

publicado por j.gouveia às 11:59

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Quinta-feira, 19 de Setembro de 2019

HOMENAGEM A AMÁLIA RODRIGUES

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Um tributo a Amália Rodrigues, um espectáculo de "videomapping" sobre a história do fado e actuações de Ana Moura, Ricardo Ribeiro e Gisela João, entre outros, integram o festival "Santa Casa Alfama" previsto para os próximos dias  27 e 28 de Setembro, neste bairro lisboeta, com mais de 40 concertos em 12 palcos.
Do cartaz fazem ainda parte Ana Moura, que prepara um novo álbum, Ricardo Ribeiro, que apresentará o mais recente trabalho, “Respeitosa mente”, Sara Correia, Kátia Guerreiro e Marco Rodrigues.

No ano em que se assinalam duas décadas da morte de Amália Rodrigues, o festival presta-lhe um tributo com Diamantina, Gonçalo Salgueiro e Tânia Oleiro.
No terraço do Terminal de Cruzeiros de Lisboa, haverá “fado ao pôr do sol” com nomes como Jorge Fernando, Mário Pacheco e Ângelo Freire, com este guitarrista a apresentar-se acompanhado da Banda de Música da Força Aérea.

Na fachada do Museu do Fado, será projectado um espectáculo de "videomapping", que contará a história do fado, do século XIX à actualidade, com a participação de Carlos do Carmo, Mariza, Camané e do guitarrista José Manuel Neto; muitos outros eventos relacionados com esta homenagem a Amália (1920-1999).

publicado por j.gouveia às 10:21

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Quarta-feira, 18 de Setembro de 2019

IGREJA, CONCÍLIO VATICANO II

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A coroação do Papa João XXIII, em 0utubro de 1958, viria a ser um dos momentos marcantes da igreja católica. Foi o Papa que reuniu o Concílio Vaticano II e criou as bases para a renovação de reformas na igreja. O Concilio Vaticano II (1963 - 1965) reuniu, em Roma, cerca de 2.600 bispos de todo o mundo, sendo, ainda hoje, considerado um dos maiores eventos de sempre da igreja católica.

publicado por j.gouveia às 18:38

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MEMÓRIA DE MARIA MATOS

Grande intérprete do teatro português no século XX, Maria Matos (1890-1952), nasceu e morreu no mês de Setembro, tendo-se registado a data do seu nascimento a 29 e o da morte no dia 18, passam agora 67 anos da sua partida. Natural de Lisboa, Maria (da Conceição) Matos (Ferreira da Silva Mendonça de Carvalho) fez estudos superiores de piano, canto e Arte Dramática no Real Conservatório de Lisboa,  e fez exame final com a peça "Rosas de Todo Ano" escrita de propósito por Júlio Dantas.

O seu início profissional com actriz deu-se no Teatro Nacional D. Maria II, na peça "Judas", aos 21 anos de idade. Casou com o actor Francisco Mendonça de Carvalho, com quem fundou a empresa teatral Maria Matos – Mendonça de Carvalho, "companhia que obteve considerável prestígio", e de quem teve uma filha, a também actriz Maria Helena Matos (1911-2002); tem outra filha actriz de extraordinário talento, Glória de Matos (n. 1936).

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A partir de 1940, Maria Matos passou a dar aulas no Conservatório Nacional de Teatro, onde regeu as cadeiras de "Estética Teatral e de Arte de Dizer". A sua competência evidenciou-se sobretudo na "farsa" e na "comédia", géneros em que se consagrou.

No cinema, Maria Matos participou em vários filmes de sucesso como "O Costa do Castelo" e "A Menina da Rádio", em que contracenou com António Silva, "As Pupilas do Sr. Reitor" e "Varanda dos Rouxinóis". Escreveu as peças "A Tia Engrácia" , "Direitos de Coração" e "Escola de Mulheres"; publicou também "Dizeres de Amor e Saudade". Após a sua morte, o seu nome foi atribuído a um novo teatro de Lisboa, o Teatro Maria Matos e a ruas da capital.

publicado por j.gouveia às 15:41

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Terça-feira, 17 de Setembro de 2019

ESCRITORES, GUERRA JUNQUEIRO E JOSÉ RÉGIO

Dois grandes vultos da literatura portuguesa dos últimos cem anos - Guerra Junqueiro e José Régio, fazem anos neste dia 17 de Setembro. Em 1850, nasceu Guerra Junqueiro, em Freixo de Espada a Cinta,  no seio de uma família de lavradores abastados, tradicionalista e clerical; destinado à vida eclesiástica, chegou a frequentar o curso de Teologia entre 1866 e 1868, mas formou-se em Direito na Universidade de Coimbra.

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Guerra Junqueiro desempenhou altos quadros na administração pública, foi político, deputado, jornalista, mas ficou mais conhecido como escritor e poeta. Pertenceu ao grupo da chamada "poesia popular" da sua época e foi o mais típico representante da “Escola Nova”.

Poeta panfletário, com a sua  a sua obra ajudou a criar o "ambiente revolucionário" que conduziu à implantação da República em 5 de Outubro 1910. Neste contexto, entre 1911 e 1914, representou Portugal como embaixador na Suíça. Faleceu em 1923, em Lisboa.

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No dia 17 de Setembro,  mas em 1901, nasceu  também José Régio (pseudónimo literário de José Maria dos Reis Pereira), em Vila do Conde. Escritor, poeta, dramaturgo, romancista e novelista, exerceu grande influência junto dos seus pares, em especial como editor  e director da revista "Presença", a partir de 1927.

Foi ainda professor do Liceu de Portalegre, onde desenvolveu paralelamente uma importante actividade de coleccionador de arte sacra e popular. Faleceu em 1969, em Vila do Conde.
--

Cântigo Negro

Vem por aqui”- dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: “vem por aqui”!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali…

… Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos…

,,, Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou…
Não sei para onde vou,
Não sei para onde vou
—Sei que não vou por aí!

> José Régio

publicado por j.gouveia às 08:18

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Segunda-feira, 16 de Setembro de 2019

OS OLHOS E OS ROSTOS DAS IMAGENS

O impacto da imagem

O “impacto da imagem” é tema das Jornadas de comunicação (26 e 27 de setembro, em Fátima). Este texto também é sobre imagens. Factos são factos, mas não são todo o sentido. Na história, a Igreja sempre construiu lugares de evangelização e lhe foi enxertando o sentido do anúncio do Evangelho. Explicar o como não é dar sentido ao quê e ao para quê. Só o homem dá sentido. E o Homem Logos do Pai dá sentido pleno ao homem.

Será que na Bulgária e Roménia os ícones (imagens) dos frescos medievais das igrejas ajudaram a manter a fé cristã apesar de cinco séculos de opressão muçulmana otomana? As duas mulheres guias mostraram muita erudição histórica e religiosa e também fluência e competência na língua portuguesa. Iniciaram na compreensão dos seus países e dos vestígios arqueológicos e da arte das igrejas visitadas sem esconder as suas convicções e sentido de fé cristã ortodoxa.

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Os frescos são exposições claras da fé cristã do Evangelho. Estes países de fé cristã ortodoxa, mantiveram a sua prática do Evangelho e da Bíblia. Os frescos estão centrados na divindade de Jesus Cristo, em Maria, sua mãe, ao lado ou com Ele ao colo; os apóstolos, alguns profetas e santos. Os visitantes como que são sondados por aqueles olhos icónicos de Jesus e Maria. Olhos abertos, luminosos, directos sobre os visitantes e peregrinos, olham, falam e interrogam os corações: entendem, vivem e praticam a fé em Jesus Cristo? São olhos de Bíblia falante, logos do sentido da vida humana, Logos de Deus, Uno e Trino: o Logos-Palavra de Cristo Homem-Deus.

Dizem, baixinho, todo o cortejo das verdades fundamentais da fé cristã. São olhos do sentido da vida humana: tu crês, vives o que crês, em Cristo e nas suas palavras do Evangelho? Assim falam os frescos nas capelas de S. Jorge, S. Nicolau, Santa Nedélia; nas classificadas de património mundial do Mosteiro de Rila, s. IX-XII, de Boiana, de autores desconhecidos, nas imagens da “Dormício” de Maria (a Assunção), de Jesus entre os doutores; e nas do mosteiro de Cozia, Roménia, na estrada para Sibiu.

Os ícones pedem contemplação para compreender o dizer claro dos olhos de Cristo ressuscitado, o Pantocrator, o Juiz, e, ao seu lado, os de Maria, dos apóstolos, S. Miguel e santos. Ciciam aos visitantes que a vida é bela se vivida a sério; é dom e responsabilidade livre. Os olhos de Maria exprimem doçura, amor exigente e misericordioso; os de S. Miguel vitória sobre o dragão. Os dos demónios, derrota e desespero infernal, ao levar os que não aceitam livremente a justiça e misericórdia do Pai.

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Aceitação a que ninguém os pode obrigar: amor só rima com liberdade. Esta pode dar em bênção ou tragédia infernal; como sucede nas relações entre pessoas.
Os ícones são páginas de leitura sem escrita. Todos podem entender estes claros anúncios evangélicos da fé. Mais claros que alguns textos eruditos de teologia para o povo. Eram outros tempos, sim; mas o ensino claro de Cristo também vale, hoje. A fé cristã e a fé religiosa sincera interrogam o homem desde a longínqua pré-história aos confins dos tempos cristãos.

As perguntas e respostas, em tempo de perseguição, não se conciliam com fingimentos. Nas perseguições estas imagens de sentido, certamente, animaram os cristãos à fidelidade a Cristo. Terão sido até hoje apoio de fé dos seus mais de 80 por cento dos fiéis de ortodoxia cristã. Ajudaram a fazer a diferença nestes países.
Durante séculos até ao século IX, a língua grega das celebrações litúrgicas não era acessível ao povo analfabeto, ao contrário, as imagens claras e sintéticas eram acessíveis.

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Perante os desafios das perseguições e escravização de cinco séculos dos muçulmanos otomanos, e mais tarde dos comunistas leninistas ateus, os ícones poderão ter facilitado mais encontros de fé que tantas catequeses de culturalismo vago, hodiernas, por essa Europa adiante, e também de tanta arte de sentido ambíguo. A perseguição começou a fazer-se sentir no século XIV no despontar da modernidade antropocêntrica.

Os vários levantamentos de Tornovo em 1598, 1688, e 1689 não conseguiram deter o seu domínio e opressão. Nem outras resistências apoiadas pelos austro-húngaros, nos séculos XVIII e XIX. Foi decisivo o apoio dos Russos, talvez por serem ortodoxos, para a independência da Bulgária, não apenas como principado dependente dos otomanos, mas esta só se realizou em 1903, dando origem à grandiosa basílica votiva Santo Alexandre Nevesky com imagens, mais uma vez, de grande sentido de fé.

A fé cristã ortodoxa pregada pelos frescos teve continuidade desde então até hoje. Será que arte pagã de uma Europa secularizada e inclinada à apostasia, vai ajudar?

> Aires Gameiro, Setembro de 2019

publicado por j.gouveia às 10:23

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Domingo, 15 de Setembro de 2019

SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE (SNS)

Um Cravo de Abril

Há 40 anos, no dia 15 de Setembro de 1979, foi criado o Serviço Nacional de Saúde (SNS), no âmbito do Ministério dos Assuntos Sociais, e através da Lei n.º 56/79.

Enquanto instrumento do Estado para assegurar o direito à protecção da saúde, nos termos da Constituição, garante acesso a todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica e social, bem como aos estrangeiros, em regime de reciprocidade, apátridas e refugiados políticos.

Foi uma das principais conquistas do "25 de Abril", apesar de, ao longo destes anos, ter sido alvo de várias peripécias, a favor e contra a sua existência, com grandes esforços para se manter actualizado. Mas, como dizia Martin Luther King (1929-1968): "Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem anunciar a aurora de uma grande realização".

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Para António Arnaut (1936 - 2018), considerado o "pai" do SNS: "Os homens e as instituições andam sempre à procura do tempo perdido. Por mim, dói-me o tempo que fizeram perder ao SNS, mas quero agora olhar para o futuro com optimismo e confiança. Confio na força das ideias justas e generosas. Confio na Democracia e nas suas regras de funcionamento: o Presidente da República cumprirá e fará cumprir a Constituição.

Os deputados e os governantes saberão respeitar a vontade do Povo, única fonte da sua legitimidade. Se todos tiverem em vista o bem comum, a justiça e a coesão social, e, nesta lógica humanista, considerarem a saúde como um direito de todos e não um privilégio de quem a pode pagar, o SNS será um Cravo de Abril que nunca murchará."

publicado por j.gouveia às 10:04

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Sábado, 14 de Setembro de 2019

LEITURAS, NOVO LIVRO DE JOHN LE CARRÉ

A loucura do brexit 

"Agent Running in the Field" é o nome do novo livro do famoso romancista de espionagem John le Carré. O tema versa sobre a actualidade do Reino Unido, com ataques directos a Boris Johnson, considerado um "porco ignorante" por liderar a "loucura do Brexit". A obra deverá ser lançada em Outubro, a coincidir com a saída do país da União Europeia, prevista para o dia 31 desse mês. 

A notícia é avançada pelo jornal britânico The Guardian e a história passa-se em 2018, com o Reino Unido a ser governado por "um governo conservador minoritário de décima categoria", sendo Boris Johnson — actual primeiro-ministro britânico — "um ministro dos Negócios Estrangeiros porco ignorante".

O protagonista de "Agent Running in the Field", Nat, é um agente do MI5 (os serviços de inteligência britânicos) de 47 anos, que começa a duvidar das escolhas de carreira que fez e do estatuto de Inglaterra, um país "em queda livre", como "a mãe de todas as democracias".

Passando-se em 2018, a obra situa-se numa fase em que Johnson era o ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido e Nat não tem a certeza de querer servir um governo que se está a preparar para se divorciar da União Europeia.

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O escritor John Le Carré, de 87 anos de idade, assume-se como "um europeísta convicto" e foi um dos romancistas subscritores, em Maio passado, de uma manifesto a explicar as vantagens de Reino Unido permanecer na União Europeia.

publicado por j.gouveia às 10:10

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Sexta-feira, 13 de Setembro de 2019

MEMÓRIA DE NATÁLIA CORREIA

Natália (de Oliveira) Correia, nasceu há 96 anos, no dia 13 de Setembro. Poetisa, escritora, activista dos direitos cívicos e promotoras de iniciativas culturais que se notabilizaram pelo confronto e provocação no contexto da censura do "Estado Novo", era natural dos Açores, ilha de S. Miguel, mas cedo veio para Lisboa, com a mãe, depois da separação dos pais. Na capital fez os seus estudos e iniciou, bastante cedo, a sua actividade literária.

A sua vida, durante quase 70 anos, traduziu-se por uma busca incessante de uma segurança e autoridade masculina, em parte devido  à ausência do pai, o que explica em parte a razão dos seus  quatro casamentos.

O seu empenhamento cultural ficou marcado pela existência do Botequim, um bar que criou no bairro da Graça, em Lisboa, em que deixou  a marca de uma "imagem forte, resoluta e atrevida". Destacou-se ainda na "luta contra o fascismo e viu várias das suas obras censuradas". Com a Revolução do "25 de Abril", revolução, foi eleita deputada para a Assembleia da República, onde se distinguiu com intervenções acutilantes e difíceis de serem contrariadas.
Natália Correia morre na sua casa em Lisboa, a 16 de Março de 1993, aos 69 anos de idade.

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Auto-retrato
Espáduas brancas palpitantes:
asas no exílio dum corpo.
Os braços calhas cintilantes
para o comboio da alma.
E os olhos emigrantes
no navio da pálpebra
encalhado em renúncia ou cobardia.
Por vezes fêmea. Por vezes monja.
Conforme a noite. Conforme o dia.
Molusco. Esponja
embebida num filtro de magia.
Aranha de ouro
presa na teia dos seus ardis.
E aos pés um coração de louça
quebrado em jogos infantis.

> Natália Correia (1923-1993)

publicado por j.gouveia às 11:32

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Quinta-feira, 12 de Setembro de 2019

AMBIENTE, A SALVAÇÃO ESTÁ NO ESPAÇO

Sobrevivência da espécie humana

Há muito que o Planeta Terra é o único que até agora se conhece para "criar" e "abrigar" vida. Também é sabido que as suas potencialidades e recursos escasseiam e que a conquista do espaço é uma forma de responder às questões de sobrevivência da espécie humana e outras terrestres.

Segundo os especialistas na matéria, existem dois tipos de recursos naturais: os renováveis ​​e não renováveis. Os primeiros são inesgotáveis ou de renovação rápida, e os outros não. Os recursos não-renováveis ​​são aqueles que existem na natureza de forma limitada, porque a sua regeneração envolve a passagem de muitos anos. A nossa economia está assente na exploração de recursos sobretudo não-renováveis ou de lenta renovação, como por exemplo o petróleo, carvão e gás natural.

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Natureza no seu estado primitivo (Ilha da Madeira)

Daí que o Fundo Mundial para a Natureza (World Wide Fund for Nature ou WWF), tenha alertado, recentemente, para a corrente "super-exploração" dos recursos naturais. A cada ano, estamos a consumir cerca de 20 por cento a mais do que pode ser regenerado e a partir de 2030 os recursos naturais não-renováveis começarão a declinar.

O relatório do Living Planet de 2016, por seu lado, indica que iremos precisar de 2,5 planetas "Terra" para nos abastecer em 2050. Também esse estudo mostra que a população mundial de peixes, aves, mamíferos, anfíbios e répteis diminuiu 58 por cento entre 1970 e 2012 devido a actividades humanas e prevê que em 2020 esse percentual suba para 67 por cento.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) diz que em 2018, 26.197 espécies estavam ameaçadas de extinção e 33 por cento dos solos do mundo estão moderadamente ou altamente degradados. Não cuidamos a floresta e produzimos quantidades de CO2 maiores do que a produção vegetal pode sustentar. O Aquecimento Global começa a gerar as primeiras grandes tragédias e aparentemente não há grandes sinais de mudança.

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Floresta Laurissilva na Ilha da Madeira, Património Mundial da Humanidade. 

É neste contexto que os especialistas começas a entender o Espaço como a nova fronteira para a indústria, para a construção de satélites, estações espaciais de apoio para exploração de asteróides, da Lua e de outros corpos celestes.

Numa antevisão mais ou menos "catastrófica", e a menos que haja avanços na "computação quântica", prevê-se que a Terra não conseguirá produzir energia suficiente para alimentar os computadores do mundo até 2040, de acordo com um relatório de 2015 da Associação da Indústria de Semicondutores. Mudar a indústria para o Espaço passa a ser um plano de contingência: é obrigatório, é necessário, a nossa sobrevivência depende disso, portanto, será a curto prazo.

Video > https://www.youtube.com/watch?v=QnvDAacykRE

publicado por j.gouveia às 09:41

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Quarta-feira, 11 de Setembro de 2019

ÁRVORES GIGANTES NA FLORESTA AMAZÓNICA

Entre incêndios e controvérsias incendiárias na floresta Amazónia, sempre se encontram boas notícias. Entre os milhões de árvores existentes naquele espaço natural (considerado o maior pulmão do mundo), descobriu-se que a árvore mais alta da floresta amazónica, a norte do Brasil, não foi consumida pelas chamas.

De acordo com investigadores internacionais no terreno, a árvore está localizada junto de um "santuário'" de árvores gigantes na fronteira entre os estados do Pará e Amapá, o maior exemplar da espécie Dinizia excelsa, conhecida popularmente como Angelim vermelho, e "chega a medir 88 metros de altura e 5,5 metros de circunferência". "Temos aqui uma grande descoberta e, agora, um compromisso de preservar as maiores árvores da Amazónia", consideram os especialistas.

As árvores foram identificadas com a utilização de sensores aéreos. Contudo, como avistaram árvores "com alturas superiores às comuns encontradas na Floresta Amazónica", os cientistas organizaram no passado mês de Agosto uma expedição para identificar os exemplares.

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A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta. Tem cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados e inclui territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (pertencente à França).

publicado por j.gouveia às 09:06

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Terça-feira, 10 de Setembro de 2019

PELO MUNDO, O FUTURO É JÁ HOJE

O futuro antecipado, mas ainda com certas reservas, é o que se vive já em vários áreas da natureza humana e animal, com o apoio dos avanços tecnológicos e científicos. O "admirável mundo novo" é uma constante nos dias actuais e quase que só existem o ilimitado e o infinito. Isto vem a propósito de mais uma "clonagem" - depois da célebre ovelha Dolly,  o primeiro mamífero "clonado" em 1996 e que morreu em 2003, desta vez com um "gato insubstituível", chamado "Ajo".

Uma empresa de Pequim conseguiu clonar um gato pela primeira vez na China, um avanço científico que pode levar à clonagem de outros animais, como os Pandas. Segundo relata o jornal The New York Times,  quando o Ajo morreu, o seu dono ficou destroçado. Perante o inevitável da morte,  enterrou o corpo do animal num parque perto de casa, mas horas depois lembrou-se que tinha lido um artigo sobre clonagem de cães na China. Pensou, então, que essa seria uma boa solução para o seu caso. "No meu coração o Ajo é insubstituível", disse.

Não tendo o gato deixado descendência, a clonagem era o caminho, pelo que desenterrou Ajo e levou-o a uma empresa biotecnológica comercial de clonagem de animais; sete meses depois da morte do "gato insubstituível, o dono passou a conviver com uma "cópia" do felino. "É parecido em mais de 90%", afirmou o jovem chinês de 23 anos, que espera que o gato, nascido em Julho de uma gata portadora, tenha a mesma personalidade que o original.clo.jpg

Os proprietários de animais domésticos, com frequência traumatizados pela morte das suas mascotes, estão dispostos a pagar 250.000 yuanes (35.000 dólares) pela clonagem de um gato ou 380.000 (53.000 dólares) por um cão.

Nas últimas décadas os chineses apaixonaram-se pelos animais domésticos, que eram proibidos durante o período de Mao.

De acordo com um relatório da organização Pet Fair Asia e do site Goumin.com, os gastos relacionados com animais domésticos representaram no ano passado 171 bilhões de yuanes (23,7 mil milhões de dólares).

Mas a empresa não fica apenas pelos cães e gatos: de momento encontra-se a tentar clonar um cavalo e o próximo grande objetivo é clonar animais em extinção, incluindo pandas — processo que o país considera há 20 anos — e o tigre do sul da China.

Chen Dayuan, da Academia Chinesa de Ciências, afirmou o mês passado que a organização estava a estudar a possibilidade de clonar um panda utilizando uma gata como mãe portadora — embora um panda seja muito maior do que um gato na idade adulta, ao nascer o seu tamanho é similar e a gestação dura entre dois e três meses.

publicado por j.gouveia às 16:44

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Segunda-feira, 9 de Setembro de 2019

ELEIÇÕES, NOVAS REDES DE COMUNICAÇÃO

Blogs em força nas campanhas eleitorais

Blogs fazem aparentemente campanha pelo PSD na Madeira e pelo PS no continente, a troco de “anúncios” pagos por diferentes formas. Uma situação muito idêntica esteve na vitória de Donald Trump, nas eleições americanas, e que está ao rubro na Inglaterra, às voltas com o Brexit, bem como nas mais recentes revoltas dos coletes amarelos, em Paris, e das presentes contestações em Hong Kong. São campanhas em silêncio que rapidamente mudam o rumo dos acontecimentos.

O efeito das redes sociais não é para desconsiderar mas antes para dar especial atenção. As eleições na Madeira vão realizar-se a 22 deste mês (setembro), com 20 partidos a concorrer aos 47 lugares da Assembleia Regional. Quando estamos em plena campanha eleitoral os blogs mais conhecidos da ilha dão cobertura diária realçando o PSD, chegando-se ao ponto de um desses blogs ter publicado, na semana finda, uma auscultação (sondagem) supostamente junto dos seus leitores que dão a vitória ao PSD, por 46, 06 %, contra 17,02 % ao PS. Como ultrapassar isto, sabendo-se que nas últimas sondagens "oficiais" o PS e o PSD estavam tecnicamente equiparados?vc.jpg

Desde sempre que os resultados eleitorais na Madeira e nos Açores acabam por ter, em certa medida, reflexos nas eleições legislativas nacionais. É dado como garantido que o PSD/Nacional sairá derrotado nas eleições de 6 de outubro, ora para não colar à derrota anunciada, o presidente do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque, apressou-se a dizer que “na Madeira o PSD nacional não é ouvido nem achado”. Uma demarcação subtil, não faria a mesma afirmação se o PSD/Nacional fosse dado como vencedor.

Acresce ainda que os blogs não só dão a notícia escrita, como podem complementar com vídeos, fotos e sons musicais. A queda da “imprensa” é uma realidade por muito que se tente contrariar a tendência, ao passo que os blogs não param de crescer e de influenciar no panorama regional, nacional e mundial.blog.jpg

publicado por j.gouveia às 18:19

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ESCUTISMO, PORTUGUÊS É LÍDER EUROPEU

Em termos de informação não há lugar para notícias menores e notícias maiores. Há notícias e somente o leitor tem a liberdade de conceder da sua importância. Foi recentemente eleito para a “liderança do Escutismo Europeu” o chefe Joaquim Freitas, do Corpo Nacional de Escutas (CNE). Um alto cargo que teve a aprovação de quarenta organizações do Comité Europeu da Organização Mundial do Movimento Escutista.

Uma notícia que reputamos de significativa distinção e merecedora de todo o nosso apreço. Não é todos os dias que um português chega a um tão alto cargo internacional num movimento que agrega milhares de jovens em todo o mundo. Nunca um chefe escutista português tinha sido eleito para tão honrosa liderança. Pena que a comunicação social portuguesa não dê o devido destaque.

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Joaquim Freitas, de 35 anos, actual chefe nacional adjunto do Corpo Nacional de Escutas (Escutismo Católico em Portugal), era um dos 10 candidatos de países como a Alemanha, França, Suíça, Irlanda, Reino Unido, Polónia, Suécia, Lituânia e Macedónia do Norte e foi o que obteve a maior votação entre todos sendo assim eleito para o triénio de 2019-2022.

Joaquim Freitas vai integrar uma equipa que conta ainda com Julijana Daskalov (Macedónia do Norte), Matias Gerth (Suíça), Lars Kramm (Alemanha), Martin Persson (Suécia) e Elena Sinkeviciute (Lituânia).

publicado por j.gouveia às 12:49

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Domingo, 8 de Setembro de 2019

MUSEU DO ALJUBE, COLÓQUIOS

Jaime Cortesão

- Cidadão, Patriota, Resistente

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Um colóquio que acompanha a exposição com o mesmo nome, procura refletir sobre a dimensão política e de resistente de Jaime Cortesão em diálogo com a sua matriz cultural, forjada, sobretudo, na Seara Nova e no republicanismo radical.

Em articulação direta da teoria com a praxis, da cultura e do pensamento com a ação política,  procurar-se-á revisitar o cidadão, patriota e resistente Jaime Cortesão desde a sua primeira atividade política, no ocaso da monarquia, ao patriota empenhado nos movimentos de regeneração da Pátria e de luta pela liberdade, como voluntário na I Guerra, ao intelectual seareiro pugnando pelo aperfeiçoamento do regime republicano e a elevação da Nação e, através da União Cívica, no combate contra a ditadura que assomava no horizonte.

Coexistindo em Cortesão a luta pela pena com a luta pelas armas, no advento da ditadura militar, ele encabeça, com outros, a resistência armada contra o novo regime, logo em fevereiro de 1927, e depois no exílio francês e espanhol, onde a atividade cultural e intelectual coexiste com a planificação de ações armadas e revolucionárias contra a ditadura.

Representante português no II Congresso Internacional dos Escritores Antifascistas, denuncia a ditadura salazarista e opõe-se-lhe na sua dimensão de resistente antifascista. Regressado ao país em 1940, é preso e enviado para o Aljube e para Peniche, e de seguida obrigado a expatriar-se para o Brasil, onde desenvolve uma atividade cultural fecunda e duradoura.

Regressado ao país em 1956, não baixa os braços na luta contra o Ditador que, sendo Jaime Cortesão já septuagenário, não deixa de o enviar para uma quarta prisão, já muito perto da morte, que o ceifou em 1960.

>>>

26 outubro 2019 – sábado, 10h-18h30 / Auditório do Museu do Aljube

> Inscrição obrigatória e mediante os lugares existentes, para o e-mail: info@museudoaljube.pt ou telefone (351) 215 818 535.

publicado por j.gouveia às 10:35

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Sábado, 7 de Setembro de 2019

MAIS DO QUE NADA, NINGUÉM

Quem és tu, ó democracia?

É uma frase emblemática da peça Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, quando o Romeiro apresenta-se como um simples peregrino, mas na verdade é o próprio D. João de Portugal em pessoa, no regresso de um cativeiro de 20 anos e que já nem a mulher o reconhece: "Romeiro, romeiro, quem és tu?" ... Pergunta simbólica, carregada de maus presságios, mistérios, desgraças e medos, e que nos nossos dias talvez possa suscitar uma certa reflexão sobre o actual momento da política e governação nacionais.

As escolhas eleitorais são feitas de quatro em quatro anos, mas dificilmente dão sossego e deixam os cidadãos em paz. Promete-se muito e de tudo, desfaz-se o que foi feito anteriormente e investe-se muito nas inimizades partidárias, contra o bem comum, numa argumentação cada vez mais confusa e conflituosa. "É a democracia", são "jogos de poder", diz-se num tom resignado ou sem paciência para atender aos "importantes" da sociedade.eçe.jpg

Na verdade, quando se luta pela sobrevivência, não há lugar para os grandes pensamentos ou reflexões; a maioria da população está arredada de certos direitos, como o direito à cultura, a uma vida mais consentânea com os seus interesses individuais, porque ganha pouco e não pode fazer outra coisa a não ser mais trabalho, com toda a sorte que já conhecemos...

Como no passado, hoje também se deve perguntar: "Quem és tu?" Quem é este que se apresenta como líder, carismático político ou competente para resolver todos os problemas? "Quem és tu", cheio de boas vontades e propostas que, à partida, sabes não irás cumprir? "Quem és tu" que, passados 45 anos de uma "revolução democrática", ainda pensas num paraíso de palavras, como se nada durante este tempo tenha progredido ao nível das mentalidades e das novas gerações?cum.jpg

Quem és tu, ó democracia? Não faltam respostas ajuizadas a esta questão... Lembramos, por exemplo, o que a este propósito dizia  Eça de Queirós (1845-1900): "Nas nossas democracias a ânsia da maioria dos mortais é alcançar em sete linhas o louvor do jornal.

Para se conquistarem essas sete linhas benditas, os homens praticam todas as acções - mesmo as boas"; ou ainda do autor de Os Maias: "O meu ideal político é a democracia, para que todo o homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado"; "Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo".

Quem és tu?... Que esta questão nos faça pensar a todo o momento, ponto final.

publicado por j.gouveia às 10:22

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Sexta-feira, 6 de Setembro de 2019

MADEIRA, NOVO DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO

Uma obra pioneira

O primeiro volume do Dicionário Enciclopédico da Madeira foi, hoje, apresentado no Funchal. Trata-se de  "Um projeto insular, mas não insularizado" ou sujeito ao "estigma de se fechar em si ou virar-se para dentro", assim definiu o Prof. José Eduardo Franco. No essencial, este projeto de 10 volumes, é já considerado o “Novo Elucidário Madeirense para o Século XXI” e envolve "mais de 500 investigadores de 30 áreas e subáreas científicas".

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Este trabalho surge na sequência dos 600 anos da Descoberta da Madeira" (em 2018), "os 600 anos do início dos Descobrimentos Portugueses que tiveram na Madeira uma importante plataforma", e "os 600 anos do início da globalização trazida também pelas Descobertas". Uma obra grandiosa, "pioneira", que será também editada em castelhano e em inglês.

publicado por j.gouveia às 15:47

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INGLATERRA, AUMENTOS DE 400 POR CENTO

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Patrões com bons corações... A rainha Isabel II de Inglaterra decidiu aumentar, este ano, os salários dos seus colaboradores em 4 % e em 400 %. Isto numa altura em que a Libra corre o risco de perder alguma cotação face ao Euro e ao Dólar, por causa do brexit. Segundo o The Sunday Times não é a primeira vez que os trabalhadores ao serviço de sua majestade são aumentados em percentagens tão generosas. Não comparando, os colaboradores ao serviço do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, recebem pela tabela salarial da República, as horas extras pagas são migalhas face ao que paga a rainha.

NB: O salário mínimo em Inglaterra é de 1.462 euros. Em Portugal, 700 euros.

publicado por j.gouveia às 09:37

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Quinta-feira, 5 de Setembro de 2019

ANIMAIS E HUMANOS NUM MESMO PLANO (!)

Todas as vidas são iguais

No Vietname, segundo uma crença antiga, "todas as vidas são iguais", tratando-se de pessoas ou de animais. A vida não acaba com a morte e é preciso dar provas de que assim é. Pelo menos é o que acontece num cemitério de animais de estimação em Hanói, no Vietname.

Todos os anos, é colocada sobre as lápides de cães e gatos uma variedade de alimentos, desde salsichas, uvas, leite e bolos, para que os animais voltem à vida, para uma festiva refeição.Trata-se de um banquete ritual realizado em todo Vietname em homenagem aos ancestrais mortos, cujas almas são honradas durante o chamado  "Mês Fantasma" (Agosto), com uma grande refeição.vietname.jpg

De acordo com esta tradição, dezenas de donos de animais de estimação fazem a sua comemoração particular, participando numa cerimónia solene no templo "Te Dong Vat Nga" ("Todas as vidas são iguais"), em memória dos milhares de cães e gatos que estão enterrados num cemitério local, um espaço que é administrado por um budista apaixonado por cães e que acredita  que a alma dos animais deve ser tratada com a mesma dignidade que a dos humanos. "Nós amamos cães e gatos não apenas nesta vida, mas também na outra vida", defende Nguyen Bao Sinh, que inaugurou este cemitério há 50 anos.

Ele diz já ter cremado ou enterrado milhares animais, incluindo tartarugas, pássaros, peixinhos e outros mais exóticos, e cobra entre 40 e 60 euros por ano para que os donos possam ter um túmulo com uma min-ilápide para os seus animais de estimação. "É um preço baixo a pagar para quem quer ter certeza de que o seu animal ficará confortável após a morte", explica.

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Se a tradição permite esta veneração pelos animais depois de terem morrido..., que dizer de tantos outros que se encontram confinados a jaulas para serem comprados para comida e oferecidos em menus de muitos restaurantes? Esta é uma questão essencial.

No entanto, o proprietário do cemitério, Nguyen Bao Sinh, um ex-soldado cujo cão o acompanhou nas batalhas durante a Guerra do Vietname, espera que o cemitério de animais de estimação ajude as pessoas a verem os animais sob uma nova luz, e que elas espalhem uma mensagem de bondade em relação a estes bichinhos. "Animais e humanos são iguais", considera. "Quando uma pessoa ama um animal, jamais será cruel com um ser humano", conclui.

publicado por j.gouveia às 10:50

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Quarta-feira, 4 de Setembro de 2019

BEATAS DE SALAZAR ESTÃO DE VOLTA

Entra, hoje, em vigor a lei que pune com coimas de 25 a 250 euros quem atirar beatas para a via pública. Uma lei semelhante existiu no tempo do Estado Novo mas que não teve eficácia. As então denominadas “beatas de Salazar” penalizavam quem atirasse para o chão pontas de cigarros e de charutos, bem como quem cuspisse para o espaço público.

Esta "nova" lei é da iniciativa do PAN (Partido dos Animais e da Natureza) que é cópia do governo da ditadura. Uma lei que, pasme-se, entra hoje em vigor (publicado no Diário da República) mas que prevê um “período transitório de um ano a contar da data da entrada em vigor” para adaptação à lei. Isto é, uma lei que não tem força de lei imediata como têm todas as leis. Um absurdo.

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Quanto à fiscalização, esta é da responsabilidade da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), das câmaras municipais, Polícia Municipal, Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública, Polícia Marítima e das restantes autoridades policiais. A instrução dos processos e a aplicação das coimas para quem não cumprir competem à ASAE e à Câmara Municipal respectiva, sendo que o dinheiro será distribuído pelo Estado (50%), entidade autuante (20%) e entidade que instruiu o processo (30%).

publicado por j.gouveia às 10:12

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