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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2018

MUSEU DO ORIENTE, LIVRARIA DO CONVENTO

A Fundação Oriente vai encerrar a exposição "Olhares sobre a Livraria do Convento da Arrábida" através de uma conferência com “quatro especialistas em livros raros e sua conservação”. Será no próximo dia 27 de Outubro, a partir das 16 horas, no Museu do Oriente.

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Os especialistas vão “discutir a importância do espólio” presente na exposição com 36 obras, publicadas entre 1507 e 1860. "Textos para uma biblioteca básica de espiritualidade", é o tema que o frade Franciscano Hermínio Araújo, do Convento do Varatojo, irá apresentar, seguindo a inspiração dos frades do Convento da Arrábida.

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Convento da Arrábida

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Convento do Varatojo

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Museu do Oriente

publicado por j.gouveia às 11:14

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Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018

MEMÓRIA DE SEBASTIÃO PESTANA

Personalidade madeirense de notoriedade literária, em especial no tocante ao estudo da obra de Gil Vicente, Sebastião  Pestana (1908-1993) merece ser lembrado neste mês de Outubro, quando passam 110 anos do seu nascimento e 25 anos da sua morte. Um pouco esquecido pela maioria, mas sempre recordado pelos investigadores da literatura clássica portuguesa.

Natural  da freguesia de Câmara de Lobos, fez estudos primários e liceais na Madeira, e formou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi professor do Ensino Secundário em vários Colégios e no Liceu de Camões, em Lisboa.

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Colaborador de várias revistas de especialidade, foi também conferencista de mérito; por exemplo, em 1961, na Universidade de La Laguna (Tenerife, Canárias), foi convidado a falar sobre “Los aspectos sociales del Teatro de Gil Vicente”,  “Florbela Espanca y su drama”, entre outros temas; e nesta mesma Universidade, de 1961 a 1965, foi Leitor de Português e Professor Encarregado de Curso de Língua Portuguesa, Historia da Língua Portuguesa e Historia da Literatura Portuguesa.

Foi ainda Assistente dos Estudos Gerais Universitários de Angola (Sá da Bandeira), desde 1966; e Assistente da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Pertenceu a diversas instituições culturais e era membro da Academia Portuguesa de História. A distância física da Ilha não o impediu de publicar artigos nos órgãos de comunicação locais, com grande interesse por parte dos leitores e estudiosos, além de entrevistas e conferências.

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Vila (hoje, cidade) de Câmara de Lobos, terra natal de Sebastião Pestana, onde Winston Churchill pintava sempre que estava na Madeira.  

Sebastião Pestana era irmão de outro vulto da cultura portuguesa, Antonino Pestana (1891-1963), professor, advogado, jornalista, escritor, conferencista, filólogo e músico, além de se ter interessado pela investigação do folclore e das tradições do arquipélago da Madeira.

publicado por j.gouveia às 08:47

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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2018

INDEPENDÊNCIA - O MEDO DA LIBERDADE

Calculem que o medo de Espanha em reconhecer a independência da Catalunha é ter que, posteriormente, enfrentar pretensões idênticas do País Basco, Andaluzia, Galícia, Baleares e Canárias. Então, por meias palavras, a Espanha está a reconhecer que a Catalunha tem legitimidade para chegar à autodeterminação. O rei e o governo espanhol promovem males e tempestades para meter medo aos independentistas.

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Enfim, isto são histórias com séculos de lutas muito antigas. A Espanha não quer perder o que nada lhe custou e muito lhe deu. O problema subsiste. Para ter independência é preciso merecê-la e no caso da Catalunha é maior a razão legítima que a irracionalidade. Ouvimos comentários sobre independências que nos surpreendem pela negativa. Libertar-se do domínio e da opressão, escolher em consciência a sua liberdade, é visto como um atentado. Pois, em Portugal, a “gravidade” é igual à de Espanha.

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Nunca ninguém entendeu a decisão de Portugal de dar a independência aos arquipélagos de São Tomé e Príncipe (tem cerca de 190 mil habitantes) assim como de Cabo Verde, sem consulta prévia às populações. Uma cedência meramente política e ideológica com fins pouco claros. Perguntem aos são-tomenses e aos cabo-verdianos se eles queriam ou não a independência?

O que vale é que a Espanha tem o apoio estereotipado de uma Europa complexada, centralista e obsessiva. Até quando? É que o medo e os relatos enviesados podem mudar e o que agora não é notícia de primeira página pode passar a ser... e tudo muda!

publicado por j.gouveia às 12:38

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Terça-feira, 16 de Outubro de 2018

PORTUGAL - MARCOS HISTÓRICOS

Portugal completou, em março, 875 anos, é dos países mais antigos do mundo e o primeiro país a estabelecer fronteiras na Europa. Em todas as bibliotecas universais vamos encontrar milhentas histórias escritas sobre o nosso país que foi pioneiro em muitas latitudes do ocidente como do oriente, da África como da America e Austrália.

>>>A história de Portugal, como nação europeia, remonta à Baixa Idade Média, quando o condado Portucalense se tornou autónomo do reino de Leão.

A presença humana no território que viria a ser português na pré-história regista os primeiros hominídeos (primatas, gorilas, macacos, chimpanzés, etc.) há cerca de 500 mil anos.

O território foi visitado por diversos povos: fenícios que fundaram feitorias, mais tarde substituídos por cartagineses.

Povos celtas estabeleceram-se e misturaram-se com os nativos.

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No século III a.C. o território era habitado por vários povos, quando se deu a invasão romana da Península Ibérica. A romanização deixou marcas duradouras na língua, na lei e na religião.

Com o declínio do Império Romano, foi ocupado por povos germânicos e depois por muçulmanos (mouros e alguns árabes), enquanto que os cristãos se recolhiam a norte, nas Astúrias...<

(In – Múltiplos escritos sobre a História de Portugal, país fundado em 1143)

publicado por j.gouveia às 11:43

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Segunda-feira, 15 de Outubro de 2018

LITERATURA - PRÉMIO "NOBEL" 2018

A escritora francesa Maryse Condé foi distinguida com o Prémio de Literatura (em 2018) da Nova Academia, em alternativa ao Prémio Nobel da Literatura que foi adiado este ano por razões internas, relacionadas com alguns membros do júri.

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Maryse Condé, nascida em Guadalupe, em 1937, feminista e ativista, vive nos Estados Unidos e é considerada uma das autoras mais destacadas das Caraíbas, tendo escrito cerca de 20 romances e recebido vários prémios de prestígio.

Conhecida como uma das mais importantes difusoras da cultura africana nas Caraíbas, Maryse Condé descreveu como o colonialismo mudou o mundo e como os que são afetados retomam a sua herança.

> "Nas suas obras, com uma linguagem precisa", Maryse Condé "descreve os danos do colonialismo e o caos do pós-colonialismo", afirmou a Nova Academia, no anúncio realizado na Biblioteca Pública de Estocolmo. “Desirada”, “Segu”, “Crossing the Mangrove” e “Who Slashed Celanire's Throat?” são algumas das obras que escreveu, sem qualquer edição em Portugal.

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O prémio alternativo ao Nobel, no valor de um milhão de coroas suecas (cerca de 96.000 euros), foi atribuído pela Nova Academia, organização fundada este ano por várias figuras culturais suecas, entre as quais jornalistas e autores, como forma de protesto ao cancelamento do Prémio Nobel por parte da Academia.

A cerimónia para entrega do prémio à escritora laureada está marcada para o próximo dia 9 de Dezembro. Recorde-se que a Academia Sueca decidiu não atribuir o Nobel da Literatura na sequência de um escândalo de abuso sexual e de crimes financeiros, que rebentou no final do ano passado, com denúncias de 18 mulheres a um diário sueco. O homem no centro do escândalo, o artista Jean-Claude Arnault, foi condenado no início deste mês a dois anos de prisão por violação.

Jean-Claude Arnault, casado com a académica e poeta Katarina Frostenson, membro do comité que decidia a atribuição do Nobel da Literatura, foi acusado de dois episódios de violação cometidos em 2011.

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Apurou-se também que a confidencialidade sobre o vencedor do Nobel foi violada várias vezes. Pressionados pela Fundação Nobel, a Academia Sueca lançou várias reformas e a decisão mais controversa foi a de adiar a atribuição do Prémio Nobel de Literatura, este ano, pela primeira vez em sete décadas.

publicado por j.gouveia às 12:29

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Domingo, 14 de Outubro de 2018

IGREJA - "NOVOS SANTOS"

O Papa Francisco preside, neste domingo (14 de Outubro), no Vaticano, à cerimónia de canonização de sete novos santos, entre eles o Papa Paulo VI e o arcebispo de São Salvador D. Óscar Romero. Os outros santos são os padres Francesco Spinelli (1853-1913) e Vincenzo Romano (1751-1831); as religiosas Maria Catarina Kasper (1820-1898) e Nazária Inácia de Santa Teresa de Jesus (1889-1943); e o jovem leigo italiano Nunzio Sulprizio (1817-1836).

Paulo VI nasceu em Bréscia, no norte da Itália (Setembro de 1897), foi eleito Papa, em Junho de 1963, durante a realização do Concílio Vaticano II (1962-1965) e que presidiu após a morte de João XXIII. Promoveu a aplicação da doutrina conciliar. Faleceu em 1978 e o seu legado formativo para a Igreja está disponível em 12 exortações e 7 encíclicas, entre outros documentos. Instituiu ainda o Sínodo dos Bispos e o Dia Mundial da Paz.

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Paulo VI 

Foi o primeiro Papa a fazer viagens internacionais, discursou na ONU e o primeiro Papa peregrino de Fátima, em 13 Maio de 1967, onde evitou encontrar-se com as autoridades governativas devido às tensões diplomáticas que então se registavam por causa da viagem que fizera ao Congresso Eucarístico a Bombaim, em 1964, já depois da Índia ter anexado Goa, Damão e Diu; em 1960.

Paulo VI receberia no Vaticano representantes dos movimentos de libertação dos territórios africanos sob dominação portuguesa. Com esta canonização, quatro dos nove Papas que a Igreja Católica teve no Século XX são já santos, incluindo Pio X, João XXIII e João Paulo II.

Por seu lado, o arcebispo salvadorenho Óscar Romero Óscar Romero (1917-1980) destacou-se como grande defensor dos direitos humanos no seu país. Nasceu numa família pobre em Ciudad Barrios (El Salvador); aos 14 anos, entrou no seminário, mas seis anos depois saiu da instituição para ajudar a família que estava com dificuldades e ficou a trabalhar nas minas de ouro.

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Óscar Romero

Após retomar os estudos, foi para Roma estudar Teologia na Universidade Gregoriana; ordenado sacerdote em 1942, regressou a El Salvador. Em 1970, foi nomeado bispo auxiliar de São Salvador; em 1974, por decisão de Paulo VI, assume a Diocese de Santiago de Maria, no meio de um contexto político de forte repressão, sobretudo contra as organizações camponesas.

Em 1977, torna-se arcebispo de São Salvador e passa então a "denunciar a repressão, a violência do Estado e a exploração imposta ao povo pela aliança entre os sectores político-militares e económicos, apoiada pelos EUA, bem como a violência da guerrilha revolucionária". Foi assassinado a 24 de Março de 1980, enquanto celebrava Missa.

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Sábado, 13 de Outubro de 2018

FRASES CÉLEBRES

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publicado por j.gouveia às 14:27

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Sexta-feira, 12 de Outubro de 2018

CRISTÓVÃO COLOMBO NA MADEIRA

Dizem as crónicas que em 1492, no dia 12 de Outubro, Cristóvão Colombo, navegador italiano ao serviço de Espanha, teria chegado à América, convencido de ter atingido terras da Índia. Colombo ficou famoso por esta viagem, mas a sua identidade está também ligada a Portugal.

Sabe-se que, antes da sua partida para as terras do "Novo Mundo", esteve na Madeira e no Porto Santo e que nesta pequena ilha casou com Filipa Moniz, filha de Bartolomeu Perestrelo, o primeiro capitão donatário do Porto Santo.

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Natural de Génova, cidade classificada como importante centro comercial no Mediterrâneo, chegou à Madeira por via de negócios relacionados com a abundante produção de açúcar e aqui entrou em contacto com outros seus conterrâneos, nomeadamente Bartolomeu Perestrelo, de quem obteve informações preciosas para a sua vocação de navegador.

Consta que passou ainda várias vezes pelo Porto Santo após o regresso das viagens ao "novo Continente" e "uma tradição oral" garante a casa onde teria vivido, no mesmo local onde hoje se encontra o Museu do Porto Santo dedicado a Cristóvão Colombo (1451-1506).

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Também no Funchal conservaram-se alguns aspectos arquitectónicos de um edifício da época em que passou pela capital madeirense. No Parque de Santa Catarina (Funchal), em plena Avenida do Infante, ergue-se uma estátua de homenagem ao descobridor da América.

A presença de Colombo no Arquipélago não passou despercebida aos historiadores e investigadores, como foi o caso do madeirense Mário Barbeito (1905-1985), fundador, em 1946, da firma Vinhos Barbeito (Madeira), Lda., e que possuía uma biblioteca especializada sobre a "história da Madeira, a história de Cristóvão Colombo e a descoberta da América".

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Uma biblioteca de "vinte cinco mil volumes", com "mapas, estampas e documentos, obras em vários idiomas, publicadas desde o século XVI" e  que, infelizmente, foi destruída pelo temporal de 20 de Fevereiro de 2010.

Mário Barbeito de Vasconcelos, de seu nome completo, foi considerado um "grande bibliógrafo madeirense da história do arquipélago" e um especial coleccionador de tudo quanto dizia respeito a Cristovão Colombo.

O Museu-Biblioteca Mário Barbeito, criado em 1989, era muito visitado e situava-se na cave da  Loja "Vinhos Barbeito", na Avenida Arriaga; era constituído por três salas de exposição, com "colecções preciosas e exemplares únicos"; a primeira sala apresentava "Cristóvão Colombo e a expansão marítima, através de uma exposição de livros raros, gravuras e moedas".

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Casa-Museu Cristóvão Colombo, no Porto SantoColombo 2A.jpg

publicado por j.gouveia às 10:14

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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2018

ACTO SALOIO

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Na residência oficial do primeiro-ministro (chefe do governo ou presidente do conselho de ministros), no hall de entrada, estão quadros com as caras dos que desempenharam tais funções naquele palacete. Nas imagens, por lapso do fotógrafo, não aparece Durão Barroso, primeiro-ministro entre 2002-2004.

Feito o reparo, vamos encontrar outro lapso nada abonatório para o história do país. Propositadamente (só pode ser...) não estão os dois primeiros chefes de governo que ocuparam o mesmo palacete, inaugurado em 1938. Oliveira Salazar e Marcelo Caetano, no período fascista, até 1974.

Não se apaga a história, nem se deve apagar nunca, com tontices do género. "Recordar o mau ajuda a fazer um amanhã melhor, a não repetir os erros do passado", lembra o filósofo chinês. Lapsos que devem ser evitados, a bem da história de Portugal. Enfim... um acto saloio.

publicado por j.gouveia às 12:50

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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2018

PATAMARES DA SAÚDE MENTAL

Assinala-se, hoje, 10 de outubro, o Dia da Saúde Mental, data que estimula a reflexão sobre saúde mental, as várias “saúdes mentais” e seus patamares. Há doenças mentais que vem da geração, de antes e depois de nascer, provocadas por erros dos cromossomas, de várias moléculas e genes (ADN). Várias perturbações são conhecidas pelos seus investigadores, Down, Altzheimer, Pick, Korsakoff, por exemplo. Muitos sintomas associados tomam o nome de síndromas (doenças) e podem sobrevir por erros de neurónios e por substâncias agressoras nos sistemas orgânicos.

Mas as origens genéticas de algumas delas continuam a ser um desafio para os estudiosos. Os distúrbios de personalidade e de carácter provocam uma imensidão de problemas. Ainda recentemente a sugestão do papa Francisco para consultar os psiquiatras quando surgem sintomas de homossexualidade provocou reacções ideológicas a-científicas.

Há várias perturbações pela vida adiante por erros no consumo de substâncias prejudiciais, tóxicos, por via oral e respiratória, que levam às toxicodependências e comportamentos perturbados. Mas não é bem aceite chamar-lhes doenças mentais embora perturbem frequentemente as capacidades mentais e os comportamentos relacionais.

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As resistências a chamar-lhes problemas de saúde mental às suas nefastas consequências são de atribuir ao facto de se ligarem a comodidades comerciais e consumos aparentemente da iniciativa “livre”. Como se as doenças mentais e outras se reduzissem a acidentes incontroláveis. A este nível continua também a haver muitas incertezas sobre as fronteiras entre os sintomas de distúrbios mentais e as doenças orgânicas.

E estamos ainda só no primeiro patamar de saúde mental. Em nível acima teríamos de considerar as perturbações de carácter, má consciência, falta de ética do bem e do mal, honestidade, responsabilidade e liberdade pessoais. Abre-se um mundo de polémicas quando se fala dos traços de personalidade e dos seus distúrbios, as chamadas psicopatias de factores e fronteiras mal esclarecidos.

Falar nelas provoca ondas de reacção. Contudo, os critérios estatísticos, base científica dos diagnósticos, apontam para percentagens de desequilíbrios da personalidade com consequências comportamentais preocupantes e nefastas.

A sua observação obriga a subir para outro patamar de falta de saúde mental e biológica com suas consequências sujeitas a discernimento científico, dificultadas por negação e manipulações ideológicas, porque tocam o que mais atinge o equilíbrio e “qualidade” humana: ser verdadeiro, credível, bom, generoso.

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Na verdade há distúrbios de personalidade no campo religioso, no desporto, no tráfico e violação de pessoas, crianças e adultos; nas toxicodependências, fraude, corrupção, utilização das redes sociais, etc. Mas não é fácil admiti-lo e as modas da cultura preferem tratar esses comportamentos como espertezas de sucesso ou falhanços de insensibilidade moral e devido a fatores culturais anónimos.

Os dilemas surgem no momento de distinguir: crime, doença, distúrbio da personalidade, pecado? Por exemplo o DSM, Manual da Associação Psiquiátrica Americana, tido por científico, definiu em 1973 a homossexualidade como “desvio”, mas o busílis foi que o lóbi ideológico pro-gay (GayPA), em 1970 já tinha decidido o contrário; e em 1971, em reunião em Washington votaram gritando, sem apresentar evidências científicas.

E, em 1973, as pressões ideológicas internas fizeram o resto. A ficção científica nunca mais parou à custa de ameaças e lóbis de pressão para manter o pensamento único. E agora as redes coercitivas, no dizer de Benjamin Wiker, constrangem a homossexualizar a cultura actual impondo práticas mesmo aberrantes nos parâmetros da saúde mental

(http://www.ncregister.com/blog/benjamin-wiker,(7.10.2018). Esta tendência e actividades de coerção observam-se em máfias, Igrejas e academias. As perturbações nos campos da homo e heterossexualidade, pedofilia, desonestidade e corrupção, tráfico de pessoas e, quase poderíamos dizer, na área de cada um dos sete pecados capitais e dos dez mandamentos estão num impasse de confusão. São distúrbios de saúde mental, fragilidades, crimes, pecados ou espertezas?

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Esta confusão cresce de dia para dia apesar de todo o volume de investigações científicas que se vai acumulando nos areópagos das universidades com pesquisas, não raro, viciadas e fraudulentas. Alguns comportamentos obsessivo-compulsivos, patológicos e criminosos, podem ser controláveis com algumas terapêuticas; outras resistem e tomam padrões de repetição compulsiva.

Quando essas práticas lesam a integridade de crianças, jovens ou violentam os adultos, estamos perante crimes, pecados ou doenças atenuantes por falta de controlo livre do comportamento? Pedem prisão, manicómio ou louvores públicos? Saúde mental de que patamar? De que harmonia ou desafinação se fala? Não são, afinal, os pacientes internados mas os externos que trazem hoje mais problemas humanos à sociedade.
> Aires Gameiro (sacerdote e psicólogo), 10 de outubro de 2018/

publicado por j.gouveia às 13:58

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PERDIDOS E ACHADOS

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NB: Qualquer parecença com o furto de material de guerra, em Tancos (Portugal), no ano de 2017, é pura coincidência.

publicado por j.gouveia às 12:40

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Terça-feira, 9 de Outubro de 2018

TEMPOS DE GUERRA

"A gratidão e a confiança não colocarão um único homem do nosso lado; apenas o medo o fará, se soubermos usar com habilidade e cautela" - escreveu Bismark, primeiro-ministro da Prússia (1862-1873) e chanceler da Alemanha (1871-1890).

Maquiavel e outros, muitos anos depois, também teceram considerandos sobre a forma e a oportunidade de "dominar" os povos e as nações, com argumentos bélicos, de rivalidade, força e violência em larga escala. Situações que continuam nos dias de hoje, com a "normalidade" de quem tem mais poder ou influência.

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O "medo" e o "controlo psicológico" das populações, à escala mundial, fazem parte dos objectivos a alcançar pelos mais fortes, em detrimento do "bem comum". Nada disto é estranho, conforme regista a História. "Desde tempos imemoriais, os poderosos tentaram impor a sua vontade e deixar a sua marca em toda a parte onde chegam os seus tentáculos e influência", escreve Pedro Banos no seu livro Os Donos do Mundo.

"Esta constante histórica prossegue na actualidade e perdurará, independentemente do tempo que passe. Mudarão a tecnologia e o modo de realizar as aspirações humanas, mas a ambição continuará a ser imortal, como tem sido até agora", diz o autor espanhol, um dos maiores especialistas em Geopolítica, Estratégia Defesa, Segurança, Terrorismo Inteligência e Relações Internacionais, coronel do Exército na reserva.

O "combate" está no "ADN" da evolução humana..., e nada fará parar a marcha do confronto violento, cada um a seu favor e contra todos, a não ser uma ameaça extraterrestre. Não faltam alertas, como lembra Pedro Banos nesta obra recentemente publicada  em Portugal, com relatos da governação política em muitas partes do mundo.

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Um livro que faz pensar e que ajuda a compreender melhor os meandros das decisões, ordens e recomendações, que afectam todos os povos e condicionam o desenvolvimento de cada país, através da táctica do "medo", da "desinformação", da "invenção de inimigos e necessidades", para se manterem os outros "submetidos".

publicado por j.gouveia às 11:08

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Segunda-feira, 8 de Outubro de 2018

PALACETE DOS DITADORES E DOS DEMOCRATAS

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Palacete de S. Bento, residência oficial do primeiro-ministro. 

Creio que uma das boas iniciativas de António Costa foi a de abrir a sua “casa”, denominada “residência oficial”, à vizinhança portuguesa e estrangeira. Enfim… fez o que Marcelo Rebelo de Sousa há muito fizera. Costa mostra o palacete, Marcelo o palácio. Ambos edifícios sumptuosos rodeados de luxuriantes jardins.

Uma visita histórica… fui ao palacete. À medida que percorria corredores e entrava nas salas era como se estivesse a ver figuras estranhas que por ali andaram. Nesta “casa” viveram ditadores e democratas, ao todo 25 chefes de governo.

Na ditadura (Salazar e Caetano) e na democracia foram 23 os primeiros-ministros que por ali passaram, a começar em Palma Carlos, Vasco Gonçalves, Pinheiro de Azevedo… até António Costa, atual inquilino do palacete. Entre 1979-1980, o governo foi chefiado por Maria de Lurdes Pintasilgo, a única mulher a ocupar o cargo.

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Assembleia da República com acesso directo à residência do 1.º ministro

O palacete onde está instalada a residência oficial do primeiro-ministro foi construído em 1877, estilo neoclássico. Está situado em terrenos com mais de dois hectares que, até 1598, pertenceram ao Mosteiro de São Bento. Com a extinção das ordens religiosas, em 1834, o edifício principal foi transformado em Palácio das Cortes, posteriormente Assembleia Nacional e, depois de 1974, tomou a denominação de Assembleia da República.

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O atual palacete foi adquirido, em 1937, pelo Estado, passando a residência oficial em 1938, cujo primeiro residente foi Oliveira Salazar que nele habitou durante cerca de três décadas. A partir de 1971, o palacete passou a ter ligação direta à Assembleia da República.

Durante a ditadura muitas obras foram feitas para que o palacete tivesse as melhores comodidades, uma postura que igualmente tiveram os governos democráticos. Entre o 25 de Abril de 1974 e Outubro de 2018 sucederam-se 6 governos provisórios e 17 governos constitucionais. Uma mesma "casa" para ditadores e democratas. É estranho, é. Mas é assim mesmo.

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publicado por j.gouveia às 11:47

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Domingo, 7 de Outubro de 2018

AS FORÇAS DO MAL

O escândalo dos abusos sexuais

Dados recentemente divulgados dão uma ideia mais nítida da dimensão dos abusos sexuais praticados por sacerdotes em vários países ao longo das últimas décadas. São números impressionantes e tenho dificuldade em encontrar uma explicação razoável para este fenómeno.

Convém sublinhar que este fenómeno não se verifica do mesmo modo noutros países, que não se verifica entre os sacerdotes mais do que noutras profissões (embora destas se fale menos) e que as medidas preventivas entretanto tomadas pelas Igrejas de vários países (e que poderão servir de modelo para outros âmbitos onde medidas como essas não têm sido adotadas) vêm surtindo efeito (a ponto de serem hoje raras os casos denunciados).

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As situações mais frequentes não são de abusos sexuais de crianças (pedofilia), mas antes de atos homossexuais com adolescentes (efebofilia). São sempre reveladoras de abuso do poder clerical e de completo menosprezo dos princípios da ética sexual cristã.

Diante deste fenómeno, alguém verá abalada a sua fé na Igreja. Um dos motivos que é apontado como razão da quebra acentuada da prática católica na Irlanda nos últimos anos será, precisamente, o destes escândalos.

Outros, porém, recordarão outras épocas da história, em que os escândalos de membros da Igreja que traíram a mensagem de Jesus não eram menores. Nessas épocas, Deus não abandonou a sua Igreja, não deixou de a presentear com grandes santos (São Francisco e São Domingos na Idade Média, Santa Teresa de Ávila e Santo Inácio de Loiola, no Renascimento), que lhe deram novo vigor. Por isso, a Igreja resistiu a todos os escândalos e todas as crises, como não resistiria qualquer instituição humana.

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Até há quem sublinhe, a propósito, que esses escândalos serviram a muitos para reforçar a sua fé na Igreja, para descobrir como a força e a vitalidade desta não reside nas qualidades humanas dos seus membros, mas na assistência divina.

O escândalo dos abusos sexuais praticados por sacerdotes também deve servir para assim raciocinar. Não há que minimizar a gravidade do fenómeno, dizendo que os abusos sexuais de crianças se verificam mais em outros âmbitos sociais (onde também têm sido ocultados). É que eles, pura e simplesmente, não deveriam existir, pois representam a perversão completa da missão do sacerdote.

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Não podemos esquecer que também hoje Deus presenteia a sua Igreja com santos sacerdotes. Alguns deles dão a sua vida nos lugares mais pobres e esquecidos, lá onde não chega o trabalho (também meritório) de funcionários bem pagos de organizações internacionais. Recordou-o um sacerdote de Angola numa carta publicada no New York Times e que circulou na internet.

Disse que não consigo encontrar explicação para este fenómeno dos abusos sexuais praticados por sacerdotes. Há certamente que procurar razões psicológicas ou sociológicas que possam ajudar a compreendê-lo. Mas talvez a explicação resida numa intervenção demoníaca que a mentalidade contemporânea tem dificuldade em reconhecer.

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O Papa emérito, Bento XVI, disse, quando veio a Portugal, que os ataques à Igreja muitas vezes não vêem dos seus inimigos exteriores, mas do seu interior. Disse Jesus, a respeito da sua Igreja, que as forças do Mal não prevalecerão sobre ela (Mt 16, 18) – o que quer dizer que essas-forças hão-de-atacar.

É à luz desta promessa de que essas forças não prevalecerão, que os maiores escândalos não poderão nunca abalar a nossa fé na Igreja e não poderão fazer-nos perder a esperança de que esta (também com o contributo de cada um de nós) se há de purificar e regenerar sempre.
> Pedro Vaz Patto

publicado por j.gouveia às 08:10

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Sábado, 6 de Outubro de 2018

"FEIRA DO LIVRO" EM BRUXELAS

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"Haverá sempre razão para o abrir", é o que diz a frase em francês. Abrir o jornal belga LE SOIR ou outra publicação editada sob a chancela do prestigiado orgão de comunicação social tem sempre uma razão! É o jornalismo descorrentado de ideologias e despegado dos poderes políticos, económicos e financeiros.

Aqui está mais uma edição da "Feira do Livro" bruxelense, com intervenção dos autores (escritores), editores, críticos literários e jornalistas. O leitores podem intervir, sem limite de tempo. O pavilhão com capacidade para mais de 700 pessoas está cheio. A Feira do LIvro é um abrir de páginas, pouco ou nada comparável com as feiras do livro em Portugal que mais parecem balcões avulsos de livros em exposição.

Um espaço da feira, com cadeiras, mesas e pequeno bar (águas, sumos, cafés, chás e pouco mais), é destinado aos leitores que queiram ler qualquer livro, sem limitações. Só paga se decidir comprar. Primeiro consulta-se o produto, aprende-se a ler e como ler determinado escritor, e só depois compramos, se for nosso desejo. A leitura é acto cultural para belgas e franceses!

publicado por j.gouveia às 13:39

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Sexta-feira, 5 de Outubro de 2018

GERAÇÕES ESQUECIDAS

Viver na clandestinidade no seu próprio país

Como começar… Os clandestinos na política são “operários” corajosos e mentalizados para todas as adversidades. Cumprem uma vida disciplinada, desassossegada e perigosa. Os clandestinos na política tanto operam na esquerda como na direita, aceitam os princípios rígidos e ideológicos, são incapazes de denunciar camaradas. Têm uma conduta discreta e sabem que à menor falha podem ser apanhados (presos e encarcerados).

Em Portugal os registos de políticos na clandestinidade vamos encontrar na esquerda antifascista, sob as traves do clandestino partido comunista, até 1974. Não há registos de clandestinos de partidos da direita em Portugal. A história está escrita, contém e narra factos.

 Cla.1.JPGAtribuíamos condecorações aos verdadeiros políticos que viveram na clandestinidade. E porquê? Porque no sábado passado (29 de setembro) fomos visitar seis “casas clandestinas” em Lisboa, residências de quem, durante o estado novo salazarista, tinha por missão instalar uma rudimentar tipografia, com letras em chumbo e textos compostos à mão até dar forma de impressão e posterior distribuição de jornais e panfletos em locais estratégicos da cidade. Montar todo este esquema e conseguir escapar à PVDE/PIDE/DGS era um feito heroico.

A iniciativa louvável foi promovida pelo Museu do Aljube e contou com a presença do antifascista Adelino Silva (79 anos) que durante vários anos viveu na clandestinidade e esteve preso durante cerca de oito anos nas cadeias de Peniche, Caxias e Aljube. O próprio a contar as peripécias por que passou, como arrendavam as casas, como transportavam e montavam as tipografias, como se relacionavam com a vizinhança (atentos aos bufos do regime), situações e factos sempre no “fio da navalha”.

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Ouvir Adelino Silva (um entre muitos clandestinos na política) é passar para o outro lado da política que o povo desconhece. Uns colhem os louros da luta que outros perigosamente travaram. Uns sobem ao palco montado por outros então desconhecidos. Adelino Silva rejeita louvores, mas sabe (nós sabemos) que sem a luta travada na clandestinidade muito mais difícil seria derrubar a ditadura e abrir Portugal à democracia.  

Todos fomos clandestinos num qualquer momento da vida. Se não fomos estivemos, pelo menos, na antecâmara da clandestinidade. É um sentimento que nos ocorre mas que não vamos intrincar por factos emocionais.

A verdade, é que viver na clandestinidade no seu próprio país, na ilegalidade e em fuga permanente na sua própria terra, imbuído por ideais da democracia e liberdade, num país onde a ditadura fascista impõe regras, é uma destemida aventura. Dói, claro que dói!

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NB: Os n/agradecimentos ao Adelino Silva (pela informação dada sobre a vida-vivida na clandestinidade), à Vanessa Almeida (coordenadora da oportuna visita) e ao Luís Farinha (diretor do Museu do Aljube).

publicado por j.gouveia às 18:52

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LISBOA DOS "PRESOS POLÍTICOS"

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Estender os olhos para além do Museu, explorando as redondezas de Lisboa de onde vinham muitos dos presos políticos operários que eram depositados no Aljube – esse o objetivo do itinerário à zona oriental da cidade, conduzido por um dos protagonistas das lutas operárias clandestinas ou semi-clandestinas do período final do regime ditatorial.

Dia 20 outubro 2018 − sábado, 14h30-18h00
Museu do Aljube - Resistência e Liberdade

Telef: 21 581 85 35 > Rua de Augusto Rosa, 42 - Lisboa

publicado por j.gouveia às 09:39

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Quinta-feira, 4 de Outubro de 2018

MONARQUIA CAIU DE PODRE

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Momento do embarque da família real, em fuga para a Inglaterra. 

A queda da Monarquia e a consequente implantação da República em Portugal foi o acontecimento que mais preencheu o noticiário nacional, na primeira década do século XX. Das muitas publicações editadas (imprensa e em centenas de livros), são mais as unanimidades que as divergências de opinião. A Monarquia caIu de podre!

A República recebeu um “poder” em decadência, distante da realidade social, não foi capaz de acompanhar os chamados ventos da mudança por toda a Europa e no Mundo. O poder da Rainha e do Rei estava praticamente no respeito que o povo aceitava e não pela ligação governativa.

Quem quiser aprofundar conhecimentos sobre este acontecimento ocorrido no dia 5 de outubro de 1910 tem à disposição informações para todos os níveis culturais, intelectuais, como por mera curiosidade. Apenas recordamos que, amanhã, faz 108 anos que a família real embarcou para o exílio, na praia da Ericeira (Lisboa), pelas 15 horas. Primeiro rumo a Gibraltar e daqui para a Inglaterra.

D.Manuel II (1889-1932), foi o último rei de Portugal, cujo mandato durou apenas dois anos. Ascendeu ao poder devido à morte de seu pai, o rei D.Carlos, vítima do atentado ocorrido em 1908, no Terreiro do Paço, em Lisboa.

PS: Em 1910, cerca de 80 % da população era analfabeta.

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O navio que fundeou junto à vila piscatória da Ericeira, na tarde de 1910, e que transportou a última família real portuguesa para o exílio.ra 1.jpgra 3.jpg

Imagem actual da vila-praia da Ericeira.

publicado por j.gouveia às 10:52

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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2018

MAR DE LAMENTAÇÕES

O Planeta Terra está rodeado pelos oceanos que lhe oferece, como numa placenta, todos os nutrientes necessários à sua existência e sobrevivência. Do mar surgiram os primeiros sinais de vida e as "explosões" (vulcões) que deram lugar à divisão dos continentes, ao aparecimento de ilhas, etc.

O mar foi ainda responsável, desde os tempos primordiais, pelas constantes migrações que paulatinamente se concentraram em certas zonas do globo e criaram civilizações com características específicas, fruto dos contextos em que surgiram, e orientados pelos interesses sociais, culturais e económicos da época.

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O tema está mais que estudado e investigado e, em termos gerais, é legítimo concluir que se trata de uma evolução normal, até hoje; e que as ferramentas de que dispomos, as possibilidades infinitas que temos para se conhecer e vasculhar sobre o passado histórico não devem servir como critério para avaliar, condenar, atacar e incriminar os povos que há muitos séculos pensaram de maneira diferente, consoante o que era válido e promissor na altura, sob pena de agirmos com preconceitos, "racismos" e outros "ismos". Mas, é o que ainda acontece, infelizmente, em pleno século XXI...

E, então, quando se fala das "descobertas marítimas" empreendidas pelos portugueses, há 500 anos, levanta-se um "mar de lamentações" e um conjunto de "tempestades" que visam atingir o feito heróico de um povo (então com pouco mais de um milhão de habitantes), que abriu novos caminhos e deu conhecimento ao mundo do que havia sobre a terra, em termos populacionais, culturais e científicos, e agiram conforme as práticas civilizacionais do seu tempo.

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O que se propõe, hoje em dia, não é exaltar e reconhecer o feito épico, mas apontar falhas, erros, responsabilidades na "escravatura", na "discriminação", etc., como se hoje em dia nada disso existisse através de outros meios...; e com este tipo de mentalidade, importa falar cada vez mais dos aspectos negativos e menos dos grandes avanços que a humanidade conseguiu dar ao longo do sua caminhada civilizacional.

Pondo em questão o que de mais notável foi feito pelos nossos antepassados, na sequência de muitos outros que mereciam também ficar na História... Sem querer "branquear" o passado, o que se exige é que sejam respeitados os acontecimentos de outrora, de acordo com as referências vigentes e não proceder a julgamentos à luz de critérios actuais que só resultam em "anacronismos" e mais ignorância.

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Em suma, se pensarmos ainda que temos pouco anos de vida material, individualmente falando, para ajuizar a História de séculos e milénios, não nos podemos deixar invadir  por um "mar de lamentações" quando se pretende construir um "Museu das Descobertas" ou sublinhar nos manuais escolares o grande feito levado a cabo por Portugal, o primeiro país europeu a rasgar novos horizontes e a provar que o mar é a "placenta" de tudo quanto existe, ligando lugares e populações como nunca se tinha visto. E talvez se possa desabafar que só por inveja e vingança é que nos querem tanto mal.

Como afirma Camões em Os Lusíadas: "A verdade que eu conto, nua e pura, vence toda a grandíloqua escritura!" (Canto V, 89). Ou como escreveu o Prof. Hernâni Cidade, "Lisboa", naquele tempo (das Descobertas),foi um "cais dos mundos velho e novo, encruzilhada de raças, trepidante do alvoroço que, durante muito tempo, quase não aportava nau que não trouxesse notícia de novos espaços da Terra arrancados à treva que a envolvia".

publicado por j.gouveia às 14:32

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TESTEMUNHOS

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Para lá dos 70 anos? Não houve “fractura” nos dias seguintes… Deus permitiu que não me sentisse “reformada”… Assim, arriscava, reformando e apoiando o que  me parecia justo e viável, combinando o mundo urbano com o rural, o nacional com o internacional. Desejo que hoje, na minha vida, seja poder manter as energias ou sinergias mais úteis à sociedade, a organizações com que me fui relacionando e de que tanto aproveitei... Considero cada vez mais necessária a solidariedade entre as gerações…”

> Maria Raquel Ribeiro, nasceu no Cadaval a 16 de março de 1925 (93 anos), entre outras funções sociais e profissionais que desempenhou ao longo dos anos, foi deputada na Assembleia Nacional, de 1969 a 1973.

publicado por j.gouveia às 10:06

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