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Sexta-feira, 18 de Junho de 2021

MEMÓRIA DE JOSÉ SARAMAGO

O nosso Nobel da Literaturano.jpg

José Saramago (1922-2010), o escritor português distinguido com o Nobel da Literatura em 1998, morreu há 11 anos, no dia 18 de Junho.  A memória da sua vida e obra permanece incólume, com motivos de interesse, não só pelos temas personificados pelo autor e desenvolvidos em diferentes livros, mas, sobretudo, pelo questionamento e provocação que deixa junto dos leitores, num tom de autocrítica e responsabilidade.

Ler e reler Saramago, por estes dias, é mais do que uma simples escolha literária; trata-se de uma atitude de cidadania que não recua face às permanentes ameaças de morte, como é o contexto da pandemia, e aponta caminhos de solidariedade efectiva entre governantes e governados, no respeito e defesa da liberdade, independentemente das ideologias.

O centenário do seu nascimento, em 2022, já está a ser preparado. Mas, até lá, decorrem eventos que lembram a actualidade do saudoso escritor, como a inauguração, no início deste mês, de uma sala na Livraria Lello, no Porto. Um espaço junto a um outro não menos famoso: de um lado, os escritores que foram laureados com o Nobel, como Rudyard Kipling, William Faulkner, Winston Churchill e Toni Morrisson; do outro, o nome de personalidades da Literatura eleitas pelos visitantes da Lello, personalidades que nunca foram galardoadas, mas que o mereciam igualmente, como é o caso de Federico Garcia Lorca ou William Shakespeare.

Por seu lado, a Fundação José Saramago, em Lisboa, também inaugurou há poucas semanas um “sítio” na Internet e uma aplicação para telemóvel com um roteiro literário que propõe uma viagem pelos episódios mais marcantes do romance "Levantado do Chão", do Nobel da Literatura, publicado há 41 anos. Também “A Viagem do Elefante” vai ser o mote para “uma nova rota turístico-literária, alicerçada na tecnologia, que pretende destacar, no mapa nacional, os territórios de baixa densidade. Conquistando turistas e visitantes através do património cultural e literário, o projecto, que será lançado em 2022, irá alavancar o reconhecimento dos territórios que não se querem esquecidos.”

Ainda em relação às comemorações do centenário de José Saramago, haverá muitas iniciativas  culturais, desde publicações, conferências, expressões artísticas, das artes visuais ao cinema, ao teatro, à dança e à ópera. Em todas elas encontram-se oportunidades para explorar «a figura e a biografia do escritor», adiantou Carlos Reis, Professor jubilado da Faculdade de Letras de Coimbra, e comissário designado pela Fundação para coordenar o programa que terá lugar entre 16 de Novembro de 2021 e de 2022, dia em que o escritor completaria 100 anos.

publicado por j.gouveia às 11:02

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Quinta-feira, 17 de Junho de 2021

MUNDO, RACISMO NA REALEZA BRITÂNICA

Testemunhos polémicosra.jpg

Não é de agora que a família real britânica é acusada de racista, entre aspas, nada que seja desconhecido noutras realezas europeias e mundiais. Documentos recentes revelam que o Palácio de Buckingham proibiu “imigrantes de cor ou estrangeiros” de servir em funções clericais na casa real, embora estes tivessem permissão para trabalhar como empregados domésticos. Na década de 1960, os ministros do governo introduziram leis que tornariam ilegal a recusa de empregar um indivíduo com base na sua raça ou etnia. O Palácio de Buckingham negociou cláusulas polémicas que isentam a rainha e a família real de leis que evitam a discriminação racial e sexual.

A rainha permaneceu isenta dessas leis de igualdade durante mais de quatro décadas. A isenção tornou impossível que as pessoas de minorias étnicas que trabalhassem para a sua família não pudessem alegar discriminação perante a justiça. Ao longo dos anos, foram surgindo várias críticas à casa real, acusando-a de empregar poucos negros, asiáticos ou pessoas de minorias étnicas. Grande parte da história da família real está intimamente ligada ao império britânico, que subjugou pessoas em todo o mundo.

O tema do racismo tem pairado frequentemente em Buckingham. Em março, Megahn Markle, a Duquesa de Sussex – o primeiro membro mestiço da família –  alegou que um membro da família expressou preocupações sobre a cor da pele do seu filho. Estas afirmações levaram o mundo inteiro a questionar que membro dos Windsor, em pleno século XXI, ainda poderia fazer este tipo de comentários. Estas alegações da esposa de Harry obrigaram o príncipe William a afirmar que a família real não era racista.

publicado por j.gouveia às 13:00

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Quarta-feira, 16 de Junho de 2021

TECNOLOGIA, PAGAMENTO AUTOMÁTICO

Super pioneiro em Portugalsonae.jpg

Equipado com 230 câmaras e com 400 sensores, a Sonae Continente abriu, em Lisboa, o primeiro estabelecimento sem caixas em Portugal. O cliente entra, percorre as diferentes áreas, retira o que lhe interessa e sai sem ter de submeter-se ao pagamento nas caixas. Aquele que é o primeiro supermercado sem caixas em Portugal está localizado na rua D. Filipe de Vilhena, perto do Arco do Cego, em Lisboa, é dos poucos no mundo que fazem uso deste tipo de tecnologia avançada que permite ao cliente entrar, pegar no que quer levar e sair sem que esse processo implique passar os produtos por um leitor.

Para que isso seja possível, a loja, de cerca de 150 metros quadrados, dispõe de câmaras e sensores que, estrategicamente colocados nas prateleiras, permitem identificar sempre que um produto é retirado. O pagamento é feito automaticamente à saída da loja sem que tenha de abrir a carteira ou passar cartões em leitores. Como? Associando o seu cartão bancário à aplicação Continente Labs, criada especificamente para o efeito.

publicado por j.gouveia às 11:31

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Terça-feira, 15 de Junho de 2021

LIVROS, VELHO NUNCA SERÁ SER, MAS ESTAR

Uma dura experiência de vida

Os Velhos”, é o título do mais recente livro de Vítor Serpa, jornalista e director do Jornal A Bola, com um conteúdo autobiográfico e atento ao que se vai passando ao redor das próprias vivências do autor, no meio das consequências da “pandemia” que continua a deixar marcas num mundo “agitado pela modernidade tecnológica e pelas violentas quebras geracionais.”

“Devia ter sido, apenas, uma simples consulta de rotina. Foi o começo de um inesperado internamento. Uma dura experiência de vida, contada na primeira pessoa, onde também se revela o mundo dos doentes em isolamento hospitalar e se alerta para o drama escondido do sofrimento dos velhos que nem têm quem os queira de volta”, pode ler-se na sinopse da obra editada pela Cultura Editora.

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Vítor Serpa nasceu em Lisboa, em 1951. Chegou a frequentar o curso de medicina, nos finais dos anos 60, mas o jornalismo desviou-o, muito cedo, da Universidade, tendo entrado para o quadro de jornalistas colaboradores do Diário Popular em 1969. Em 1974, foi contratado para os quadros profissionais do jornal A Bola, onde desempenhou vários cargos de chefia, até ter sido nomeado director em 1992, responsabilidade que ainda hoje assume; é, também, vice-presidente da European Sports Media.

Na sua longa carreira de jornalismo, Vítor Serpa “cobriu oito Campeonatos do Mundo de Futebol, cinco Jogos Olímpicos e muitos outros grandes eventos desportivos, que o levaram a viajar pelos cinco continentes e a conhecer todos os grandes protagonistas do futebol mundial nestes últimos 50 anos.”

O seu primeiro livro de ficção – Salão Portugal (D. Quixote, 2008) foi considerado um dos melhores livros de contos daquele ano. Dois anos depois, publicou o seu primeiro romance, Tanta Gente em Mim (D. Quixote) e, em 2012, destaque para aquele que é o seu romance de maior sucesso, O Segredo dos Pássaros (Clube do Autor). Escreveu em parceria diversos livros sobre desporto e é conferencista em várias universidades.

publicado por j.gouveia às 10:11

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Segunda-feira, 14 de Junho de 2021

SAÚDE, DIA MUNDIAL DO DADOR DE SANGUE

Dádiva humanitária

Assinala-se, hoje, 14 de junho, o Dia Mundial do Dador de Sangue. Para este ano (2021), o slogan é: «Dê Sangue e mantenha o mundo a pulsar» e reforça um pedido global para que mais pessoas em todo o mundo deem sangue e contribuam para melhorar o estado de saúde daqueles que precisam da administração de componentes sanguíneos e derivados do plasma.

O destaque especial da campanha deste ano vai para o papel dos jovens em garantir o fornecimento de sangue seguro, apelando ao seu altruísmo, entusiasmo e criatividade. Nomeadamente, encorajando-os a aderirem aos pedidos de dádivas de sangue e inspirar outros jovens a fazerem este gesto humanitário; e o reconhecimento do seu potencial enquanto parceiros na promoção da Saúde.sfoto (2).jpg

O Dia Mundial do Dador de Sangue foi instituído pela Organização Mundial da Saúde, em maio de 2005. A escolha da data da efeméride, 14 de junho, tem por objetivo homenagear Karl Landsteiner, nascido na mesma data. Karl Landsteiner foi um médico e biólogo norte-americano, de origem austríaca, precursor da transfusão sanguínea e agraciado com o Nobel de Fisiologia/Medicina de 1930, pela classificação dos grupos sanguíneos, sistema AB0, e descobridor do fator RH.

publicado por j.gouveia às 10:05

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Domingo, 13 de Junho de 2021

SANTOS POPULARES, PARA ALÉM DAS FESTAS

13 de junho, dia memorável

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"O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela", escreveu Fernando Pessoa (1888-1935), o poeta português que rivaliza em popularidade com Santo António de Lisboa, neste 13 de Junho. De facto, neste dia, em 1231, Santo António de Lisboa despediu-se da vida, em Pádua, aos 39 anos de idade. Enquanto Pessoa via a luz do dia em 1888, em Lisboa.

Um e outro, afamados autores e portugueses de renome mundial, conhecidos em toda a parte, e celebrados em particular pelos “alfacinhas” que nesta data (13 Junho de 2021) estão condicionados quanto aos festejos, às marchas, ao cheiro dos manjericos pelas ruas, às sardinhas assadas, às quadras, por causa do “Covid-19”…

Data histórica 

Ao dia 13 de Junho, em termos de “vida e morte”, de fama intemporal, ligam-se também outras personalidades que interessa lembrar sempre. Por exemplo: o padre António Vieira que, em 1654, pregou o "Sermão de Santo António aos Peixes", em Lisboa, antes da viagem de regresso ao Brasil com as instruções do rei sobre o estatuto dos índios nas missões do Maranhão; o cantor popular António Variações, que morreu em 1984, com 39 anos; a fadista Hermínia Silva, falecida em 1993, aos 81 anos; o poeta Al Berto, pseudónimo de Alberto Raposo Pidwell Tavares, que morreu em 1997, aos 49 anos de idade; Eugénio de Andrade, poeta, escritor, e Álvaro Cunhal, resistente antifascista, líder histórico do PCP, ex-deputado, artista plástico e escritor, ambos falecidos no dia 13 de Junho de 2005, aos 82 anos e aos 91 anos, respectivamente.

Trata-se, na verdade, de um dia 13 memorável, entre “a vida e a morte”, entre “a alegria e a tristeza”, livre de “azares” e superstições, apenas recordado como reconhecimento aos maiores que engrandeceram a nossa História. Como já diziam os antigos: “somos fruto da História e precisamos de conhecer o passado para nos conhecermos melhor”.

publicado por j.gouveia às 10:14

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Sábado, 12 de Junho de 2021

MEMÓRIA DE ANTÓNIO TORRADO

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Um "nome maior" e uma "referência incontornável" da Literatura portuguesa, assim falou a Ministra da Cultura de António Torrado, que morreu esta sexta-feira (11 de Junho), aos 81 anos de idade (1939-2021). Poeta, ficcionista, dramaturgo e “nome maior da literatura infanto-juvenil portuguesa", é para Graça Fonseca uma “referência da literatura portuguesa das últimas décadas", com uma "notável obra" que é testemunho "do valor transformador da imaginação e da fantasia" e da memória, constituindo ainda um repositório da tradição literária portuguesa. "Através dos seus textos, o passado, o presente e o futuro da literatura portuguesa comunicam permanentemente, numa obra que ensinou muitos a ler e, mais do que isso, a sonhar e acreditar na realidade mágica dos mundos criados a partir das páginas e da tinta", acrescentou a Ministra da Cultura em nota oficial.

Também o Presidente da República se referiu a António Torrado “um dos poucos autores” que todos associavam à literatura infantil, notando que o escritor revelou um “gosto pelo lúdico, o lírico, o histórico e o didáctico, bem como um especial interesse pelos contos tradicionais”.

Formado em Filosofia pela Universidade de Coimbra, começou por se dedicar   ao ensino na década de 1960, até ser afastado por motivos políticos. Trabalhou depois, como pedagogo, na Fundação Calouste Gulbenkian, professor na Escola Superior de Teatro e Cinema,  colaborou como dramaturgo com o Teatro da Comuna e foi jornalista.  Autor de mais de uma centena de obras literárias, em particular para a infância, morreu em Lisboa, de onde era natural, na sequência de doença prolongada.

Os seus livros não acabam com a sua morte e podemos dizer que escrevia para crianças adultas, onde transmitia o saber inesgotável, a curiosidade da vida e incutia à vivência de grandes valores.

publicado por j.gouveia às 11:04

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Sexta-feira, 11 de Junho de 2021

CANÇÕES, VOZES ECUMÉNICAS

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Andrea Bocelli vai atuar pela primeira vez em Portugal num estádio de futebol, depois de, em 2017, ter esgotado o Altice Meo Arena, em Lisboa. A atuação do tenor italiano em Coimbra estava prevista para 2020, mas o concerto foi adiado para junho deste ano (2021) devido à pandemia.

O tenor italiano Andrea Bocelli vai atuar no Estádio Cidade de Coimbra em 25 e 26 deste mês (junho), em dois concertos que contam com a participação da fadista Mariza. Com mais de 90 milhões de discos vendidos e 10 óperas gravadas, Andrea Bocelli vai atuar em Coimbra em dois dias, em concertos com lugares sentados, “devidamente marcados e com distanciamento”.

Andrea Bocelli, italiano, 62 anos de idade, é um dos mais notáveis tenores do mundo, compositor e produtor musical Vencedor de cinco BRIT Awards e três Grammys, Bocelli gravou nove óperas completas (entre as quais: La bohème, Il trovatore, Werther e Tosca), além de vários álbuns clássicos e populares.

Música> https://www.youtube.com/watch?v=Po4o085rilI

NB: Andrea Bocelli nasceu em 1958. Aos seis anos de idade, iniciou aulas de piano e depois de flauta, saxofone, trompete, harpa, violão e bateria. Andrea Bocelli nasceu com glaucoma congênito que o deixou parcialmente cego. Com doze anos, durante uma partida de futebol, levou uma pancada na cabeça que fez com que a sua cegueira fosse total.

publicado por j.gouveia às 10:02

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Quinta-feira, 10 de Junho de 2021

PORTUGAL, COMEMORAÇÕES EM LIBERDADE

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Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades” – O 10 de Junho deste ano é um símbolo que se celebra desde 1977, apesar de se comemorar o autor de “Os Lusíadas” - Luís Vaz de Camões, há muito mais tempo, conforme ditaram certos interesses e as razões. O poeta - que se supões ter morrido a 10 de Junho de 1580, já tinha alertado: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,/ muda-se o ser, muda-se a confiança;/ todo o Mundo é composto de mudança,/ tomando sempre novas qualidades”.

A primeira referência em homenagem a Camões, em forma de “Dia de Festa Nacional e de Grande Gala”, data de 27 de abril de 1880, através de um “decreto das Cortes Reais em que o rei D. Luís I acedeu a que se assinalassem os 300 anos da data apontada pelos historiadores para a morte de Luís de Camões”, ocorrida provavelmente a 10 de Junho de 1580.

Na sequência da implantação da República (Outubro de 1910), o Governo de então, através de um decreto de 1919, consagrou o “10 de Junho” como feriado. Depois do golpe militar do “28 de Maio de 1926”, as celebrações passam a ter como motivação acrescida o “Dia da Raça”. E depois do “25 de Abril” de 1974, a data é assinalada com maior abrangência e significado.

Outras datas estão associadas ao nosso grande épico, por exemplo: em 1880, realizou-se a primeira grande manifestação republicana em Lisboa que assinalou o tricentenário da morte de Camões; em 1988, foi instituído o Prémio Camões, destinado a escritores de língua portuguesa; e em 2021, de acordo com um decreto-lei aprovado ontem (9 de Junho) pelo Governo, a “Ordem de Camões” -  criada em 1985 com o objectivo de distinguir quem “preste serviços relevantes à língua portuguesa”, passa a integrar a Lei das Ordens Honoríficas Portuguesas.fx (2).jpeg

Entretanto, até ao final do próximo ano será elaborado um programa para as “comemorações do quinto centenário de Luís de Camões, de 12 de Março de 2024 a 10 de Junho de 2025”. De acordo com uma resolução do Conselho de Ministros, pretende-se assinalar o nascimento de Luís Vaz de Camões (1524-1580), “expoente maior da literatura portuguesa e símbolo da vocação universalista da língua e da cultura [portuguesas]”, com pompa e circunstância: “Os 500 anos do nascimento de Camões são, assim, uma oportunidade única para pensar o legado de um poeta omnipresente, tanto na literatura como na identidade portuguesas, um dos maiores vultos da literatura universal, cujo génio é reconhecido como fundador de uma ideia de universalidade que hoje nos surge como revolucionária na escrita, na vocação e no pensamento”, lê-se no documento oficial, publicado no Diário da República. Neste contexto, para organizar as comemorações, a resolução determina a “criação de uma comissão de honra, de um comissariado consultivo que será presidido pela catedrática Rita Marnoto, da Universidade de Coimbra, especialista em Literatura.

Por último, refira-se que as comemorações oficiais do Dia de Camões deste ano decorrem na Madeira, com cerimónias públicas centradas no Funchal, e presididas pelo Chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa.

publicado por j.gouveia às 12:48

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Quarta-feira, 9 de Junho de 2021

PORTUGAL, MARCELO REBELO DE SOUSA

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“Nós, portugueses, somos muito bons. Temos a tendência para nos minimizarmos, falta-nos, às vezes, amor próprio e autoestima", observa Marcelo Rebelo de Sousa. O presidente da República sublinha que a língua portuguesa é um dos "ativos grandes" do país. E acrescenta: "O português é cada vez mais uma língua, formal ou informalmente, oficial de organizações em todo o mundo, governamentais e não governamentais."

"Temos um ativo óbvio que é o mar, que nos leva a todo o mundo. Temos outro ativo, que é a língua, que nos leva a todo o mundo, está presente em todo o mundo", vincando que o português é mais uma "língua oficial de organizações" ao nível mundial”.a (2).png

publicado por j.gouveia às 09:47

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Terça-feira, 8 de Junho de 2021

PORTUGAL, UM PAÍS (IN)DEPENDENTE

Fadário português

Entre 2009 e 2018 nunca tantos barcos com turistas estiveram em Portugal. Passávamos horas junto ao mar a ver navios de cruzeiro lá longe. Os grandes transatlânticos passavam em frente da Caparica e de Cascais, invadiam o Tejo e atravessavam em silêncio o mar da palha até atracarem no terminal de cruzeiros de Lisboa. Alguns daqueles gigantes dos mares mas parecem blocos de apartamentos flutuantes. As caravelas dos descobrimentos e a saga seguinte da construção naval que deram forma aos navios Carvalho Araújo, Ana Mafalda, Niassa, Império e outros , evoluídos nos anos 50 para os paquetes Vera Cruz, Infante Dom Henrique, Santa Maria, Príncipe Perfeito e outras coroas da marinha mercante portuguesa, são morfemas que apenas prevalecem na memória do tempo.

A distância temporal encurta mas o destino é sempre o mesmo e alcançado. Quando em 1413 o Conselho Régio presidido por D. João I toma a decisão do retangular país português avançar para as descobertas, por via marítima, sabia que para além mar havia outras terras só ninguém sabia nada ou quase nada sobre a sua ordem social. Ceuta, em 1415, foi a primeira descoberta e conquista dos navegadores do Infante. Um marco histórico. Perdeu-se… passou para a soberania espanhola. Como canta o inesquecível MAX (madeirense de gema), a ilha do Porto Santo foi a primeira joia portuguesa conquistada pelos navegadores lusitanos em 1417 e que ainda hoje (2021) permanece como território de Portugal. Em dezembro de 2019, os navios entram em paragem súbita, uma pandemia obriga-os a mudar os azimutes. Um retumbante “afundanço” como nunca visto e que faz enorme rombo na economia mundial. Param os navios mas não param as viagens… para alguns (os mesmos de sempre).TT (2).jpg

Em quase nove séculos de história Portugal, na sua raiz humanista, pouco mudou e pouco muda, a política continua obscura, a governação confusa, tudo muito difícil de compreender. Os que mais têm mais continuam a ter, os que menos têm mais pobres vão ficando. A pandemia tem sido aproveitada para criar muita sombra. Proclama-se a independência mas cada vez mais Portugal vai ficando na dependência de outros países e do dinheiro que vem da UE. Um país não pode ser “independente” quando a sua economia vive da vinda ou não dos turistas estrangeiros. O governo  britânico decide encerrar as ligações aéreas com Portugal e os clamores e súplicas são dramáticos. Imploração. E o fadário português mantém a trajetória do sim e do não, do nim e do talvez!

> Mário V. Lacerda

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Segunda-feira, 7 de Junho de 2021

HISTÓRIA, TRATADOS ENTRE PORTUGAL E ESPANHA

O grande império portuguêstratado (2).jpg

A vida dos países e dos povos rege-se por muitas relações, permutas, conquistas mútuas e acordos de interesse comercial. Por exemplo, entre os povos da outrora Península Ibérica ficaram para a História dois tratados – o de Tordesilhas e o de Badajoz, ambos assinados do dia 7 de junho, em séculos diferentes: século XV e século XIX, respectivamente.

Assim, a 7 de Junho de1494 (faz hoje 527 anos), Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas que dividia as terras “descobertas e por descobrir” por ambas as Coroas, fora da Europa. Este tratado (assinado na pequena cidade de Tordesilhas, às margens do rio Douro, na província espanhola de Valladolid), surgiu na sequência da contestação portuguesa às pretensões da Coroa de Castela, resultantes da viagem de Cristóvão Colombo que, um ano e meio antes, chegara ao chamado Novo Mundo.

As maiores riquezas 

O tratado definiu como linha de demarcação o “meridiano 370 léguas a oeste da ilha de Santo Antão no arquipélago de Cabo Verde. Esta linha estava situada a meio caminho entre estas ilhas e as ilhas das Caraíbas, descobertas por Colombo. Os territórios a leste deste meridiano pertenceriam a Portugal e os territórios a oeste, a Castela.”

O Tratado de Tordesilhas, segundo o historiador José Manuel Garcia, «foi o momento mais importante a nível de comércio para Portugal e para o mundo.» «Como consequência da assinatura desse tratado, Portugal não só conseguiu o acesso ao Brasil - que só viria a ser oficialmente descoberto uns anos mais tarde (1500) - como também reservou para si a área do globo com mais riquezas para trocar, do Brasil até à China (na verdade vai até às Molucas, que Fernão de Magalhães tanto buscava)».

O historiador que é autor de livros com personalidades da época dos Descobrimentos, como Afonso de Albuquerque, D. João II, Vasco da Gama e Fernão de Magalhães, considera que: «O Tratado de Tordesilhas foi aquele que teve maior impacto mundial, inclusive até ao dia de hoje, nunca houve nada assim tão global e permitiu a Portugal ter o exclusivo da zona mais desejada, das especiarias, durante 100 anos». Essa conquista está relacionada com o «avançado conhecimento dos mares e do Atlântico por parte dos portugueses, bem superior aquele que os castelhanos tinham».

A perda de Olivença

O mesmo já não se pode dizer em relação ao Tratado de Badajoz, assinado a 7 de Junho de 1801, e pelo qual Portugal perdeu a cidade Olivença. O tratado pôs fim à chamada Guerra das Laranjas, embora tenha sido assinado por Portugal sob coação, já que o país se encontrava ameaçado pela invasão de tropas francesas estacionadas na fronteira, em Cidade Rodrigo. “Pelos seus termos, bastante severos para Portugal, estabeleceu-se ainda que Portugal fecharia os seus portos à Grã-Bretanha, e a Espanha restituía a Portugal Jerumenha, Arronches, Portalegre, Castelo de Vide, Barbacena, Campo Maior e Ougela.”

publicado por j.gouveia às 10:12

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Domingo, 6 de Junho de 2021

EMPREGO, NO LABIRINTO DA CRISE

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O Papa incentiva os jovens a construir "um modelo económico alternativo ao consumismo, que produz desperdícios", que seja baseado na partilha, fraternidade e gratuitidade. "A dignidade das pessoas não provém do dinheiro, nem das coisas que se sabem, mas sim do trabalho. O trabalho é a unção de dignidade. Quem não trabalha não é digno", afirmou o sumo pontífice, perante uma audiência composta por um grupo de jovens do "Projeto Policoro", durante um evento no palácio do Vaticano.

Francisco sublinha que "lidar com o trabalho é promover a dignidade da pessoa", apontando que o trabalho surge do "engenho e da criatividade do homem". O Papa destaca a importância de fomentar o "desenvolvimento do empreendedorismo ao serviço do bem comum", de forma a permitir "o acesso de todos ao emprego".

Francisco lembra as dificuldades para aceder ao mercado de trabalho, que muitas vezes levam os jovens a entrar em desespero, e lamentou o facto de muitas mulheres por medo a perder os seus postos de trabalho optem por não ter filhos. O sumo pontífice sublinhou que as crises são oportunidades para que as pessoas possam "sair mais fortes" e "trabalhar unidas, ou saímos juntos ou não podemos sair. Permaneceremos no labirinto da crise", observa.

publicado por j.gouveia às 10:25

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Sábado, 5 de Junho de 2021

DIA MUNDIAL DO AMBIENTE

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Celebra-se hoje, 5 de Junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente. A efeméride tem por base uma conferência sobre questões ambientais realizada em Estocolmo, no ano de 1972, com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU). A partir de então apresentam-se propostos temas, análises oportunas, para uma consciencialização, a importância da “aproximação do ser humano ao meio ambiente”; uma chamada de atenção para que cada cidadão, sociedade, país, continente, possa realizar acções a favor da saúde ambiental do Planeta.

Neste ano de 2021, o Paquistão é o anfitrião das principais comemorações e o tema é «A Restauração do Meio Ambiente». Nesta oportunidade, dar-se-á também início à «Década para a Restauração dos Ecossistemas, 2021 - 2030», uma iniciativa da ONU.

São inúmeras as instituições e entidades que têm promovido actividades à volta do ambiente em geral, ao mesmo tempo que se multiplicam conteúdos, doutrinas e publicações sobre o assunto. Ainda há pouco (no mês de Maio), por exemplo, concluiu-se “um ano especial” lançado pelo Papa Francisco, no quinto aniversário da publicação da sua encíclica “Laudato si” – “Casa comum”. E também recentemente realizou-se uma “Cimeira de líderes sobre o Clima”, organizada pelos EUA, em que o Papa interveio por vídeo-conferência, com alguns alertas: 

«É cada vez mais importante que sejamos “zeladores da Natureza”,  devido ao desafio que enfrentamos no pós-pandemia. Precisamos de continuar a seguir em frente, porque não se sai de uma crise igual ao que se entrou, ou se sai melhor ou pior. Temos que garantir que temos um ambiente mais limpo, mais puro. Temos que o preservar, temos que cuidar da Natureza para que ela possa cuidar de nós», disse Francisco.

publicado por j.gouveia às 09:56

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Sexta-feira, 4 de Junho de 2021

LITERATURA, A ESCRITA KAFKIANA

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A obra de Franz Kafka, reconhecido como um dos maiores escritores do século XX, passa a estar disponível ao público online. A coleção digitalizada inclui três versões preliminares da história das preparações para o casamento no país de Kafka, um caderno no qual o autor praticava o hebraico e centenas de cartas pessoais, esboços e diários de viagem.

Franz Kafka descobriu o seu talento para desenhar no seu primeiro ano de universidade. Os seus desenhos são principalmente caricaturas grotescas de pessoas que conheceu, ou esboços de si mesmo, refere a BBC. A coleção foi deixada à Biblioteca Nacional de Israel por Max Brod, um amigo em quem Kafka confiou para queimar os seus escritos após a sua morte na década de 1920.

Kafka morreu em 1924, aos 41 anos, após uma luta de sete anos contra a tuberculose. Os investigadores procuraram os documentos na Alemanha, Suíça e em cofres de bancos em Israel e conseguiram localizá-los há dois anos. Recomenda-se.

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Quinta-feira, 3 de Junho de 2021

RELIGIÃO, CORPO DE DEUS

Semana de bênçãos

Ouvem-se com frequência convites aos jovens que sonhem e se animem. Nesta semana de bênçãos, temos um dia de visitação de duas mães e o dia dos irmãos (31), o dia da criança (1) e a festa do Corpo e Sangue de Jesus (3). Não será tarde evocar o sonho de um santo educador de crianças e jovens. A maior parte dos leitores conhecerá o sonho de S. João Bosco na noite de 30 de maio de 1862. Rezou com os seus rapazes e sonhou. Contou o sonho e pediram que o interpretasse.

Aqueles tempos não eram muito animadores para os temas do sonho que hoje continuam atuais na Igreja. Envolvem verdades sublimes da fé cristã católica narradas na Bíblia, Antigo e Novo Testamento, da tradição cristã, mas associam-se a grandes borrascas de fazer estremecer a Igreja como hoje nalguns países. O sonho de João Bosco centrou-se nas “colunas” da Eucaristia e de Nossa Senhora, a Imaculada Virgem Maria, Mãe de Jesus, Filho de Deus. Colunas que impedem a Igreja de se afundar em mares revoltos de tempestades e guerras.

Símbolos da (de)união

A Madre Teresa em 3.02.1994 disse que a maior ameaça para a paz é “o aborto, porque o aborto é declarar guerra à criança inocente que morre nas mãos de sua própria mãe”. Preocupam a Igreja as crianças abusadas, vendidas e deixadas morrer à fome. O Evangelho evoca maravilhas de duas crianças na Visitação de Nossa Senhora (31 de maio): Maria, grávida do Menino Jesus, visita Santa Isabel, grávida de João Batista. Duas crianças de coração a bater antes de serem dadas à luz!

Não digam que a Bíblia não aborda o encanto dos nascituros; basta o que aí fica e a palavra de Jeremias: “antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado” (Jr 1,5). A Carta a Diogneto (séc. II) testemunha que os cristãos se casavam como todos, mas não se descartavam dos recém-nascidos (V,6). Paira o alarme sobre a Igreja na América em que alguns pretendem ser católicos, promover o aborto e continuar a comungar o Corpo de Cristo. Somam duas profanações: da vida humana infantil e da Eucaristia do Corpo de Cristo, celebrada neste dia.cc.jpg

Outra profanação sacramental está em querer benzer (dizer que é bem), o que não se pode benzer: a união sexual de dois homens ou de duas mulheres, parodiando o matrimónio cristão de que nascem as crianças. Este ato irreverente é muito grave e já levou um cardeal a chamar-lhe blasfémias e “contradições cínicas da santidade de Deus” sobre o símbolo da união de Cristo com a sua Igreja. Profanam assim o sacramento, símbolo da união nupcial de Cristo com a Igreja, geradora de filhos de Deus e irmãos adotivos de Jesus.

 As profanações do matrimónio cristão, da vida e da Eucaristia ameaçam a unidade da Igreja católica nos Estados Unidos; e na Alemanha, pondo-a à beira da divisão. A ideologia, demagogia e cientismo do género não estará a ameaçar a seriedade da ciência e a desonrar a academia? Nem tão pouco a aberração blasfema honra a teologia e a fé cristã. O Card. Mueller pede uma clarificação teológica para ajudar a reduzir confusões tendenciosas e a sair de erros pretensiosos contra a tradição milenar do matrimónio cristão.

Há 500 anos

 As palavras de S. João Bosco naquela noite de 1862, precisamente, véspera da festa da Visitação, 31 de maio, podem dar, contudo, alguma esperança: “A Igreja já passou por grandes tribulações. As que já passaram, não têm comparação com aquelas que estão para vir” (in O boletim “Ao Largo” 22.09.2004). Mais que blasfémias de uniões inférteis irreverentes, no seu dia, as crianças precisam de carinhos e bênçãos para elas e para seus pais e mães, pois estes, no sacramento católico de pai e mãe, tornaram-se procriadores abençoados por Deus. Também não ajuda saber que alguns comungam o Corpo de Cristo, “carne da Virgem Mãe, por obra do Espírito Santo” e não se arrependem nem emendam de impedir o nascimento de criancinhas. Esquecem a bênção de Deus ao homem e à mulher: “sede férteis e multiplicai-vos” (Gen. 1,28).

E este “dia dos irmãos(ãs)”, criado em 2014 é ainda festa de família  para que nela pais e irmãos vivam o abençoado amor de uns pelos outros; e não, como Caim, o assassino de Abel: “acaso sou o guarda do meu irmão?” Os nascituros são predestinados por Deus como seus filhos de bênção familiar desde a conceção e batismo. Ao rezar o terço no dia 31 de maio com o Papa no jardim do Vaticano, também me associei a pedir que Nossa Senhora abençoe e “desate tantos destes nós” de violência nas famílias humanas e na família eclesial; e de divisões que duram há 500 anos! (G. Mueller). 

> Corpo de Cristo de 2021 Aires Gameiro

publicado por j.gouveia às 11:19

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PORTUGAL, NA AURORA DA II REPÚBLICA

Salazar, um enigmaC.Salazar.JPG

A casa de António Salazar no Vimeiro, em Santa Comba Dão: Duas portas, uma janela, dois bancos de cimento.

A casa onde Salazar nasceu e viveu a sua infância, no sítio do Vimieiro, mantém o frontispício original. O antigo presidente do conselho de ministros (que entre 18 de Abril de 1951 – 9 de Agosto de 1951, acumulou com as funções de presidente da República) veio ao mundo no seio de uma família pobre que vivia de uma agricultura de subsistência. Atravessámos a cidade de Santa Comba Dão para chegarmos ao lugar do Vimieiro, na periferia e com poucas habitações. Ninguém pergunta a um santacombadense onde fica a casa onde viveu o ditador Salazar, corre o risco de ser corrido e insultado; Senhor Doutor António de Oliveira Salazar, (1889-1970), Professor Universitário. Mas há os do contra, aqueles que se opõem à transformação da casa do estadista em museu. Um enigma.

Há quem tenha uma vasta coleção de recortes de jornais sobre a vida de Salazar. Curiosamente, ou não!, muitos são da imprensa estrangeira e da esquerda política, entre outros, O Libération (francês), The Guardian (inglês), ), El País, (espanhol) New York Times', 'Washington Post' e 'Wall Street Journal',(EUA). A imprensa portuguesa predomina com elogios da ideologia direitista e críticas da linha editorial de esquerda. Notícias quase antagónicas e de extremos noticiosos. Para a direita, Salazar foi o maior estadista português de todos os tempos; para a esquerda, Salazar foi o pior dos ditadores, atrasou e paralisou Portugal durante quase meio século.

Quando Salazar deixou a sua terra para exercer funções de primeiro-ministro, nos primeiros tempos da II República, poucos admitiam que viesse a ter a influência e o poder que veio a ter. Um poder absolutista, fascizante. A história está contada e recontada. Se comparado com Hitler, Franco e Mussolini, Salazar foi um aprendiz do fascismo, face às dimensões de barbaridade cometidas pelos líderes estrangeiros. Foram derrubadas as estátuas, arrancadas as lápides, mudaram-se nomes:(Ponte Salazar para ponte 25 de abril, em Lisboa); mas a presença de Salazar na governação de Portugal parece inabalável. Teve uma vida sem limites. A pequena casa do ditador lá continua pintada de fresco e a campa no cemitério de Santa Comba Dão, nesta quinta-feira santa (3 de junho 2021) com muitas e frescas flores. Uma atração turística… até porque Santa Comba Dão é uma "pequena" bela cidade.

C.Salazar 1.JPG

publicado por j.gouveia às 09:40

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Quarta-feira, 2 de Junho de 2021

LONGEVIDADE, ESPERANÇA DE VIDA

Vivemos mais ou sobrevivemos menos?idade 1 (2).jpg

A questão sobre a possibilidade de um ser humano ultrapassar os cem anos de vida não é de agora. Desde os tempos bíblicos que essa esperança tem sido abordada, consoante os entendimentos da cada época e as capacidades naturais. Em relação aos tempos antigos, é preciso ter ainda em atenção a linguagem e o pensamento simbólicos com que se explicava e justificava tal cenário; a mentalidade orientava-se muito pela crença em Deus todo poderoso que dotava o humano de todos os dons, desde que cumprisse com as regras espirituais e, desde que fosse “justo”, seria premiado com uma longa existência, pois tudo se passava num tempo em que havia poucos remédios  para combater as doenças então em alta.

Assim, na Bíblia Sagrada apresentam-se casos de pessoas com uma “longevidade impressionante”. Por exemplo, de acordo com o livro do “Génesis”, a pessoa mais velha naquele tempo foi o patriarca Matusalém, que teria morrido com 969 anos. Também os patriarcas Adão e Noé viveram, respectivamente, 969 e 365 anos. Agora, é preciso ter em conta que estas idades não correspondem a um “facto real”, mas um “entendimento religioso”, portanto, não são idades históricas; os exegetas indicam que “à medida que a humanidade se foi afastando de Deus, as pessoas passaram a viver menos tempo”. Seja como for, estes números têm que ser lidos com muita cautela e respeito porque estamos a lidar com textos e relatos que remontam a “quase vinte ou trinta séculos atrás, o que não deixa de levantar dificuldades”.

Chegar aos 150 anos...

No tempo actual, com mais ou menos fé em relação aos tempos da Bíblia, também não faltam desejos e estudos que perspectivam essa capacidade humana de viver até, pelo menos, os “150 anos”. Segundo uma investigação recente, publicada na revista científica Nature Communications no passado mês de maio, concluiu-se que: “o máximo de longevidade que o nosso corpo biológico pode atingir é de 150 anos”;  e que “entre os 120 e os 150 anos atinge-se um ponto crítico que corresponde a uma total perda de resiliência”; ou seja, pode-se viver mais anos, mas com menos capacidade de resistência e de recuperação biológica, passando então a sobreviver conforme for possível, sem a qualidade que se deseja para uma existência em pleno.

Outros estudos, todavia, contrariam esta tese. Novas análises, nomeadamente estudos sobre a população de vários países do mundo, avançam que “apesar da esperança média de vida ter aumentado devido a melhores e mais eficazes tratamentos na área da saúde, os efeitos destes últimos tendem a declinar a partir dos 100 anos”. Uma prova disso, é o facto de “desde 1997 nunca mais ninguém ter ultrapassado os 120 anos: a francesa Jeanne Calment morreu nesse ano, alguns meses após ter celebrado o seu 122º aniversário. Na actualidade, a pessoa mais velha do mundo é a japonesa Kane Tanaka, com 118 anos. Conclusão, entre viver e sobreviver tem muito que se lhe diga.

publicado por j.gouveia às 11:17

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Terça-feira, 1 de Junho de 2021

LITERATURA, PRÉMIO PARA ANA LUÍSA AMARAL

Temos grandes poetas em Portugalpr (2).jpg

A poetisa Ana Luísa Amaral foi distinguida com o XXX Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana, um feito que coloca a sua obra entre as mais importantes da poética contemporânea e reafirma a vocação universal da poesia com toque português. É "uma felicidade sem nome", um reconhecimento de um trabalho que é "prazer, angústia e necessidade", disse numa primeira reacção.

Escritora e professora universitária, Ana Luísa Amaral, de 65 anos, é a terceira autora portuguesa a receber aquele prémio (42.000 euros), depois de Sophia de Mello Breyner (2003) e Nuno Júdice (2013), e a quarta escritora lusófona a ser distinguida, numa lista que inclui também o brasileiro João Cabral de Melo Neto (1994). "É uma grande honra, naturalmente. São tão poucos os portugueses que lá estão e, todavia, é um prémio ibero-americano. E temos grandes poetas em Portugal", sublinhou a escritora, citando ainda dois nomes também já distinguidos: A uruguaia Ida Vitale e o espanhol Antonio Gamoneda, "o maior poeta vivo de Espanha".

Ana Luísa Amaral admitiu que não lhe interessa muito o impacto do prémio na carreira, iniciada há três décadas com "Minha senhora de quê": "Ficamos sempre muito felizes quando o nosso trabalho é reconhecido. Ainda por cima no meu caso é um trabalho que não é trabalho, é prazer, por vezes angústia e é necessidade. Eu escrevo porque eu preciso de escrever".

Ana Luísa Amaral, cuja obra mais recente é "What's in a name" (2020), tem recebido múltiplas distinções ao longo da carreira, sendo as mais recentes o Prémio Vergílio Ferreira (2021) e o galardão espanhol Leteo (2020). Também no ano passado, a associação das Livrarias de Madrid atribuiu-lhe o prémio Livro do Ano, na área de Poesia, pela publicação em Espanha de "What's in a name".
Foi docente de Literatura Inglesa na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e doutorou-se em Literatura Norte-Americana com uma tese sobre Emily Dickinson (poetisa norte-americana do século XIX).

publicado por j.gouveia às 10:31

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Segunda-feira, 31 de Maio de 2021

CIÊNCIA, ASTRONAUTA NA ESTAÇÃO INTERNACIONAL

A primeira mulher no comando "Espacial"as.jpg

A Agência Espacial Europeia (ESA) nomeou a astronauta italiana Samantha Cristoforetti para a liderança da Estação Espacial Internacional (EEI), cujo início de funções terá lugar no próximo ano (2022). Trata-se da primeira mulher europeia no comando da Estação. Samantha – que seguirá para a EEI em 2022 a bordo de uma nave da SpaceX com os astronautas norte-americanos Kjell Lindgren e Bob Hines – resulta de um “acordo de princípio” estabelecido em 19 de maio pelos cinco parceiros da EEI (as agências espaciais europeia, americana, russa, japonesa e canadiana).

Samantha Cristoforetti, de 44 anos, faz parte do corpo ativo de sete astronautas da ESA e é a única mulher, tendo sido selecionada na campanha de recrutamento de 2008-2009. “Espero usar a minha experiência no Espaço e na Terra para liderar uma equipa particularmente brilhante em órbita”, afirmou a astronauta italiana, citada pela ESA, num comentário à sua nomeação como comandante da Estação Espacial Internacional em 2022.

A Estação Espacial Internacional é um laboratório científico e a “casa” de astronautas na órbita da Terra, de onde está a uma altitude de cerca de 400 quilómetros. Samantha Cristoforetti foi a primeira pessoa a fazer um café expresso com “vista” para o planeta, na EEI, onde esteve pela primeira vez entre 2014 e 2015 (cerca de seis meses). A ESA tem em curso uma nova campanha de recrutamento de astronautas, com a qual pretende aumentar o número de mulheres no espaço e ter um efetivo reforçado para futuras missões à Lua.

publicado por j.gouveia às 09:49

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