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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017

DOÇARIA CONVENTUAL EM ALCOBAÇA

Uma pista de gelo e o lançamento do pão-de-ló de Coz são as principais novidades da XIX Mostra Internacional de Doces e Licores Conventuais que decorrerá no Mosteiro de Alcobaça, entre hoje, dia 23, e o próximo domingo (26 de Novembro).

A antiga receita das monjas que ocuparam o Mosteiro de Santa Maria de Coz “vai ser recriada numa parceria entre a Casa do Pão de Ló de Alfeizerão e o projeto Coz’Art”.

O evento, onde cerca de 40 expositores mostrarão doçaria conventual das ordens de Cister, Santa Clara e São Bento, ficará  ainda marcado pelo regresso do Mosteiro de Santa Maria do Sobrado, um mosteiro cisterciense de fundação medieval localizado na Galiza. Durante o certame serão ainda apresentados três livros em torno da culinária e doçaria e da história de Alcobaça.

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A Doçaria Conventual em Alcobaça deve-se às tradições gastronómicas deixadas pelos monges de Cister que ali permaneceram por mais de sete séculos.

Os doces conventuais sempre estiveram presentes nas refeições que eram servidas nos conventos e os muito apreciados licores, destilados a partir de bagas e de várias plantas, eram inicialmente usados para fins medicinais.

O Mosteiro de Alcobaça, “um dos pontos altos em termos de visitação” do monumento eleito pela UNESCO Património da Humanidade e uma das Sete Maravilhas de Portugal.

publicado por j.gouveia às 17:24

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ATENTADO PARA MATAR SALAZAR

O historiador António Araújo acaba de publicar (editora Tinta-da-China), o ensaio “Matar Salazar”, que aborda a “história de um atentado falhado” sobre o ditador, em Julho de 1937.

Neste livro, o autor dá a conhecer como “o grupo do Alto Pina”, apesar de inocente na autoria do atentado, confessou o crime; e expõe “as fragilidades, a força do Estado Novo e as tensões existentes no país” naquela altura.

Os inocentes, detidos, não foram “de imediato devolvidos à liberdade, permanecendo na prisão cerca de um ano”, tendo os responsáveis pelo atentado sido capturados mais tarde e levados a Tribunal Militar, onde foram condenados a “pesadas penas de prisão”.

O autoritarismo favoreceu, em larga medida, que um grupo de inocentes, de poucas ou nenhumas letras, fosse preso e apresentado à imprensa e ao país ultrajado como autor de uma tentativa de atentado contra o chefe do Governo”, afirma o autor.

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O historiador assinala que este imbróglio revela como neste caso concreto as duas forças policiais - a Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE), antecessora da PIDE-DGS, e a Polícia de Investigação Criminal (PIC) - demonstraram uma “clara diferença de métodos” e “duas formas muito distintas de apuramento dos factos, uma [a PVDE] baseada na tortura e na coação, outra [a PIC] visando a reconstrução da realidade dos factos com apoio em testemunhos prestados de modo inteiramente livre”.

Só em 1996, os contornos da história da investigação foram conhecidos, graças à descoberta, pelo jornalista Valdemar Cruz, do relatório do juiz Alves Monteiro Júnior, que descreve “ao pormenor os métodos que a polícia política [PVDE] utilizava para obter confissões dos presos pertencentes aos estratos sociais mais baixos”.

Por outro lado, evidenciou “um conflito surdo entre dois ministérios – o do Interior e o da Justiça –", e que terá sido “o maior feito político da acção bombista”, segundo um dos verdadeiros implicados na conjura, Emídio Santana (1906-1988).

A tentativa de assassinato do então presidente do Governo, António de Oliveira Salazar, ocorreu a 4 de julho de 1937, quando este saia da viatura oficial para assistir à missa dominical, numa capela particular, em Lisboa.

“O fracasso da tentativa” deveu-se ao amadorismo dos seus autores. “A deficiente instalação” do engenho, uma bomba de dinamite colocada num colector na avenida Barbosa du Bocage, fez com que a “explosão, apesar de estrondosa” não tenha causado mortos, e Salazar saído incólume.

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À propaganda do regime, segundo o historiador, interessou “acentuar o rotundo fracasso do plano homicida, mas também a absoluta impassibilidade do chefe do Governo perante todas as ameaças, físicas ou políticas", pois, o seu "caminho" era "edificar" o Estado Novo e "restaurar" a pátria.

A obra divide-se em cinco partes: contextualização da época; tendências políticas oposicionistas; a divisão entre polícias; os vários ambientes de Lisboa; e o "desfecho".

António Araújo é mestre em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e doutor em História Contemporânea, com uma tese sobre a Capela Rato, onde um grupo de católicos questionou e se opôs à guerra colonial.

publicado por j.gouveia às 12:12

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Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017

O ALBERGUE ESPANHOL

Está agendada para amanhã, 23 de Novembro, pelas 18h30, no Grémio Literário, em Lisboa, a sessão de apresentação do livro ‘O Albergue Espanhol’, da autoria de Jorge Carlos Fonseca, presidente da República de Cabo Verde.

O livro, com chancela Rosa de Porcelana Editora, será apresentado pelo escritor e poeta Arménio Vieira, Prémio Camões 2009, e pelo professor doutor Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República de Portugal.

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"O albergue espanhol", de Jorge Carlos Fonseca, constituído de textos híbridos e fluídos, desafia todos quantos defendem esgotado o género romanesco.  Não se definindo como romance, o livro centra-se sobre a procura incessante por uma ficção de longo alcance, onde a descontinuidade vence a linearidade dos descritivos, ora em prosa, ora em verso. A história, que se compõe de estórias, tem amparo de remissivas intertextuais, de notas de rodapé e doutras sinalizações de escrita ensaística.

Há neste livro referências sinfónicas de quase toda a literatura universal (da clássica à contemporânea).

De todo, um sabor cabo-verdiano que não se recusa (nalguns cenários, tramas e personagens) em portar uma cosmovisão, fio de Ariadne com o que o autor encaminha o leitor para fora do labirinto".

publicado por j.gouveia às 07:20

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Terça-feira, 21 de Novembro de 2017

A LUTA ARMADA DE UMA REVOLUCIONÁRIA

Isabel do Carmo, médica, 77 anos de idade, considera que “tem havido um défice de informação sobre os factos relacionados com acções armadas que ocorreram antes do 25 de Abril, na luta contra a ditadura”. Diz que “a nossa história contemporânea deverá incluí-los como parte dessa luta”.

Foi uma activista na luta armada, a actuar na clandestinidade, perseguida e presa pela Pide/DGS, por combater a ditadura. Empunhou armas e usou-as sem vacilar, vindo a liderar as Brigadas Revolucionárias. Foi há pouco mais de meio século (50 anos) e já poucos se lembram. O livro que acaba de escrever (A Luta Armada) é um testemunho vivo e de quem viveu activamente momentos rebeldes e audazes. A ideologia política não é aqui ponto de honra.

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Isabel do Carmo não esconde a sua ficha de guerrilheira. “Pertenci a uma organização armada. Este facto faz-me reflectir sobre a matéria, tanto no que diz respeito ao nosso país como a outros países europeus. A reflexão estende-se à questão da violência em geral e os antecedentes históricos dos que se reclamam do socialismo nos últimos dois séculos, com continuidade que vem até aos nossos dias”.

Uma mulher de armas… que pegou em armas para combater a ditadura em Portugal. Caso único!? Uma história recente, verídica, que nos ajuda a compreender melhor as lutas travadas para derrubar uma ditadura e conquistar a liberdade. Recomenda-se.

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publicado por j.gouveia às 11:31

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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017

LIVRO SOBRE "1640"

O novo livro de Deana Barroqueiro, "1640 – O Poeta, a Professa, o Prosador e o Pregador" (publicado Casa das Letras), tem sessão de lançamento agendada para a próxima quinta-feira (23 de Novembro), às 18h30 , no Palácio Galveias – Biblioteca Municipal. A apresentação estará a cargo do escritor Miguel Real e de Hélder Fernando.

>1640 é um marco fundamental na História de Portugal, o da Restauração da Independência, após 60 anos de domínio espanhol, quando os portugueses se revoltaram e elegeram um rei natural, D. João I", recorda a autora.

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Revela Deana Barroqueiro que o seu "novo romance, «1640», retrata a luta de Portugal contra o domínio de Espanha. A acção decorre entre 1617 e 1667, período riquíssimo em factos, dramas e personagens, que lutam pela sua libertação e sobrevivência, face a uma crise social, económica e política, imposta por Filipe IV/Olivares, coadjuvados por Diogo Soares e Miguel de Vasconcelos, um triunvirato que só terá paralelo na Troika de 2011.

Quatro guias singulares conduzem o leitor nesta viagem ao passado, através dos seus dramas pessoais e colectivos: o poeta proscrito Brás Garcia de Mascarenhas, autor da epopeia Viriato Trágico; a professora Violante do Céu, a Décima Musa da poesia barroca, enclausurada no convento; D. Francisco Manuel de Melo, o maior prosador ibérico do Século XVII, prisioneiro na Torre; e o P.e António Vieira, o mais brilhante pregador do seu tempo, a contas com a Inquisição".

Recomenda-se.

publicado por j.gouveia às 16:14

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PELO MUNDO

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Uma baleia, com cerca de 15 metros de comprimento, amanheceu, morta, na praia de Ipanema (Rio de Janeiro). Uma imagem chocante que emocionou todos aqueles que viram o gigante dos mares já sem vida. A imagem foi captada no dia 15 deste mês (novembro). Fossem Vinicius de Moraes e Tom Jobim ainda vivos e uma nova poesia surgiria na imortalizada praia de Ipanema.

Música > https://www.youtube.com/watch?v=lg_afqmeZoE

publicado por j.gouveia às 08:43

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Domingo, 19 de Novembro de 2017

DIA INTERNACIONAL DO HOMEM

O Dia Internacional do Homem é celebrado desde 1999. Portugal é um dos países que aderem a este evento reconhecido pela ONU. A mensagem do Dia Internacional do Homem visa a valorização do dia-a-dia em todos os capítulos e contribuições em que intervém o homem. Um dia que desperta para a reflexão sobre tudo quando rodeia o homem e da sua intervenção na sociedade, a começar pela defesa dos seus direitos.

Hoje, 19 de Novembro, o Dia Internacional do Homem é para ser celebrado sem sublimação antes com a dignidade que deve ser reconhecida à escala mundial. A história do homem não é diferente de toda a história do ser humano.

DIA FELIZ.

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Faça frio ou calor, haja chuva ou neve, o homem como produto da natureza facilmente se adapta ao meio ambiente. Como escreveu Fernando Pessoa "o caminho faz-se caminhando".

publicado por j.gouveia às 12:42

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PORTUGAL VISTO POR ESCRITORES ESTRANGEIROS

Ler alguns autores estrangeiros que escrevem sobre Portugal leva-nos para planos que, enquanto naturais e nacionais, parecem pouco relacionáveis com o que temos, o que somos, o que cultivamos e como vivemos. Um Portugal diferente! Eles vêem de fora para dentro, nós temos uma visão mais circunspecta, interiorizada, enraizada na herança do passado. A nossa história é a verdadeira? A deles talvez nem tanto!? Nós somos sangue do nosso sangue.

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O império português é abordado com algum desdém, como se as descobertas fossem uma epopeia do inconsciente que outros povos não quiseram arriscar. Para alguns escritores traduzidos em várias línguas, Portugal sempre foi um país pequeno, dependente de terceiros, com uma economia frágil e um povo pouco instruído.

São matérias para aprofundar e “pôr a limpo”. A literatura estrangeira é tão discutível como a portuguesa, apenas nos apresenta análises e planos desenvolvidos a partir do conhecimento teórico e empírico de cada autor.

Da nossa experiência mais recente, se quisermos conhecer a guerra que Portugal travou nas ex-colónias em África as publicações estrangeiras dão-nos a conhecer (escrita, filmagens e imagens fotográficas) uma dimensão que nos parecem mais cruéis (verdadeiras) que as obtidas por autores portugueses. As mais genuínas reportagens da guerra na Guiné (por exemplo), no nosso entender, foram realizadas por jornalistas belgas.

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Acabámos de ler o livro “As Relações Luso-Alemãs antes da Primeira Guerra Mundial”, com alusões específicas à Ilha da Madeira”, da autoria de Gisela Medina Guevara. É curioso verificar o que escreve a autora sobre Portugal e as relações com a Alemanha, num contexto nunca dantes visto. O mais intrigante é que a autor apresenta “cartas”, mensagens, fotos, fontes, líderes e entidades credíveis. Portugal era a modos de “um lacaio da Alemanha”.

Fica a sugestão: Sempre que possível lêem também autores estrangeiros.

publicado por j.gouveia às 10:19

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Sábado, 18 de Novembro de 2017

FALTA DE CULTURA

Um turismo inculto e analfabeto

O escritor espanhol Arturo Pérez-Reverte, que recentemente esteve em Portugal, na apresentação do seu livro “Falcó”, considera que o "mundo actual" padece da "falta de cultura".

Questionado sobre o futuro de Espanha caso a Catalunha declare a independência, o escritor foi taxativo: “Isso não vai acontecer, é impossível”. “A curto ou médio prazo é impossível, é um processo absolutamente contrário a qualquer lei da lógica, então não pode acontecer”, acrescentou. O processo em causa “transcende a Catalunha, é um problema da Espanha atual e do mundo atual, que é a “falta de Cultura”.

Em declarações à lusa Arturo Pérez-Reverte observou: “Quando se criam gerações de jovens sem memória histórica, quando a História desaparece das escolas, os jovens são presas fáceis e manipuláveis pelos sem-vergonha e medíocres e canalhas da política. É um problema de cultura.

É um problema de cultura, porque sem cultura, sem jovens e nações cultas é impossível que algo funcione bem na Europa, falo de Portugal, de Espanha e do resto da Europa”, disse.

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Mostrando-se “pessimista” em relação ao futuro, o escritor considera que Lisboa é mais um exemplo de como a cultura da Europa “está a morrer”, em grande parte devido ao excesso de turismo.

"Portugal entrou nessa dinâmica diabólica do turismo e creio que no futuro, culturalmente, Lisboa está condenada. Um turismo inculto, massivo, analfabeto, que só produz algum dinheiro, mas que acaba por destruir muito, e Portugal entrou nessa dinâmica diabólica do turismo e creio que no futuro, culturalmente, Lisboa está condenada como estão outras cidades de Europa”, vaticina.

publicado por j.gouveia às 09:23

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Sexta-feira, 17 de Novembro de 2017

OS RICOS E OS POBRES REVOLUCIONÁRIOS

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José Relvas, na varanda da C.M. de Lisboa

O que motiva os ricos a incentivar o povo - arraia miúda - às contestações? Uma questão com respostas díspares! O poder conquista-se pela competência, por meio de sufrágio universal, com revoluções ou através da luta armada. Os sistemas regimentais e ditatoriais são conhecidos à posterior. Os ricos continuam ricos ou mais ricos; os pobres continuam pobres ou mais pobres!  

É bom saber que muitos políticos que lutaram e ascenderam ao poder, por via de revoluções e atentados, pertenciam a castas sociais muito acima da média da maioria dos cidadãos. Tanto lá fora como cá dentro. Álvaro Cunhal e Mário Soares entre outros “revolucionários” tinham uma “rede de apoio” bem confortável. Fora deste contexto, e em oposição às boas mordomias familiares, há os que chegaram ao poder por via da muito testada e escrutinada idoneidade intelectual, como os catedráticos professores Oliveira Salazar e Marcello Caetano. Uns ricos, outros pobres.

A história (leitura sobre a evolução política e governamental) diz-nos que em todos os regimes há democracia e ditadura. Defeitos e virtudes há em todos os sistemas, por muito que se tente fazer crer que não. Um revolucionário rico não é o mesmo que um revolucionário pobre.

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José Relvas está no registo dos primeiros. Ele foi a voz que, na varanda da Câmara Municipal de Lisboa, clamou em voz alta “Viva a República”, a 5 de Outubro de 1910. Era o fim do reinado secular da monarquia, à data chefiado pelo rei D. Carlos, assassinado, em Lisboa. José Relvas era um dos líderes do partido republicano, filho de abastados agricultores alentejanos (Golegã) que veio a desempenhar vários cargos no governo.

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Herdade da família de José Relvas, no Alentejo.

publicado por j.gouveia às 11:30

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Quinta-feira, 16 de Novembro de 2017

JOSÉ SARAMAGO E O MEMORIAL DO CONVENTO

José Saramago, se fosse vivo, faria nesta quinta-feira (16 de Novembro) 95 anos de idade.

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O Nobel de Literatura, em 1998, com obras históricas de referência, está associado ao Convento de Mafra que, também por estes dias, 17 de Novembro de 1717, está a celebrar os 300 anos do lançamento da primeira pedra, no reinado de D. João V. A obra de Saramago (1922-2010) que tem por tema este Monumento Nacional, classificado em 1910, intitula-se "O Memorial do Convento".

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Este Convento integra-se num vasto espaço, com destaque também para o Palácio ou Paço real e outras construções:

Uma basílica, um hospital monástico, um jardim e uma tapada, e uma das mais notáveis bibliotecas do século XVIII; ainda, a mais importante coleção de Escultura Barroca em Portugal e os dois carrilhões maiores do mundo, constituídos por 98 sinos, afinados musicalmente entre si.

publicado por j.gouveia às 17:18

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DIA LITERÁRIO RAUL BRANDÃO

A sala Sophia de Mello Breyner Andresen, no Centro Cultural de Belém (CCB), acolhe, no próximo sábado (18 de Novembro), das 15h às 19 horas, a iniciativa "Dia Literário Raul Brandão", organizada por António Valdemar, com leitura e interpretação de textos por José Fanha.

>A personalidade e a obra de Raul Brandão estão associadas, em 2017, a duas efemérides: os 150 anos do nascimento do escritor e o centenário da publicação de Humus. Trata-se de um dos livros mais significativos da literatura portuguesa de todos os tempos, várias vezes reformulado (1.ª versão é de 1917, 2.ª versão de 1921 e 3.ª versão de 1926) e com forte impacto em sucessivas gerações.

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Raul Brandão nasceu a 12 de Março de 1867, na Foz do Douro, estudou no Colégio São Carlos e no liceu do Porto; frequentou o Curso Superior de Letras (1888); matriculou- se na Escola do Exército em 1891. Concluiu o curso em 1894, tendo sido colega dos futuros Presidentes da Republica Sidónio Pais e Óscar Carmona.

Exerceu funções em Lisboa, Porto e Guimarães. Quando se encontrava nesta cidade, casou com Maria Angelina, em 1897. Reformou-se do posto de capitão em junho de 1911. Adquiriu, em 1912, a casa do Alto da Nespereira, na periferia de Guimarães, onde passava parte do ano (dedicando-se à agricultura) e a outra parte em Lisboa, primeiro na York House, depois em casa própria na Rua de São Domingos à Lapa, onde faleceu a 5 de Dezembro de 1930.

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Desde 1902, ao radicar-se em Lisboa, teve intensa actividade no jornalismo, no Correio da Manhã, no Dia, e no República, dirigido por António José de Almeida. Muitos dos textos das suas memórias foram redigidos, em forma definitiva, a partir de notícias, reportagens e crónicas inicialmente publicadas naqueles e noutros jornais e revistas.

A sua relação com Teixeira de Pascoaes data de 1914 colaborando na revista Águia e no movimento Renascença Portuguesa; fez parte do Grupo da Biblioteca, quando Jaime Cortesão era diretor da Biblioteca Nacional; pertenceu ao núcleo dos fundadores da Seara Nova; frequentou o atelier de Columbano, que lhe fez vários retratos, e as tertúlias da Brasileira do Chiado e da Livraria Bertrand, durante muitos anos a sua editora<.

publicado por j.gouveia às 13:47

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Quarta-feira, 15 de Novembro de 2017

AO SABOR DA BÍBLIA

Alimentação na história judaica e cristã

Está agendada para amanhã (16 de Novembro), pelas 18 horas, na Escola de Hotelaria de Lisboa, a apresentação do livro ‘Ao Sabor da Bíblia’, da autoria de Luís Lavrador, com chancela Alêtheia Editores. A obra será apresentada por Maria Helena da Cruz Coelho e Paula Barata Dias.

"Ao sabor da Bíblia apresentar-se-á ao leitor como um duplo convite: primeiro, a um percurso pela história da comensalidade desde os primeiros tempos até ao início do Cristianismo, e, de seguida, como uma convocação à experiência gastronómica da confeção e degustação de menus onde imperam alimentos, temperos e sabores que marcam o itinerário da história judaica e

cristã.

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Da autoria de Luís Lavrador, docente na Escola de Hotelaria de Coimbra, primeiro chef português a tirar o doutoramento em Portugal e chef da Seleção Portuguesa de Futebol. Ao sabor da Bíblia revive alguns dos banquetes, ceias e bodas retirados dos principais relatos escritos da história humana; os intervenientes, os motivos e os objetivos que levaram à realização destes episódios.

Com base na Bíblia Sagrada, a obra evidencia as marcas diferenciadoras e também a base comum entre as mesas dos judeus e dos cristãos e, antes disso, a vivência da refeição como experiência de paixão e de afeto, de bênção e de punição, isto para mostrar também a sua componente simbólica e espiritual. Nas palavras do autor, citando Eça de Queiroz, depois de um percurso histórico e de contexto mais teórico.

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Sabor da Bíblia entregará o discurso às caçarolas."Porque o texto bíblico é rico e descreve um grande número de refeições, Luís Lavrador propõe um conjunto de ementas inspiradas nas mais importantes refeições bíblicas, com propostas de ementa para o Natal, para a Páscoa, para um banquete, ou mesmo para um dia de lazer, entre outras".

Os alimentos, os temperos, as formas de confeção propostas são as descritas na Bíblia, naturalmente com um trabalho de reconstituição que respeita o rigor histórico, com o livro sagrado como guia, no caso como guia gastronómico". 

Recomenda-se

publicado por j.gouveia às 18:08

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TROCAR AÇÚCAR POR OBRAS DE ARTE

Madeira - A ilha do ouro branco

A arte adquirida com o dinheiro do açúcar produzido na Madeira, entre os séculos XV e XVI, desde pintura, escultura e ourivesaria, está em exposição, a partir de hoje (quarta-feira, 15 de novembro),  no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, para assinalar os 600 anos do achamento da Madeira pelos portugueses (em 1419).

Trata-se de um conjunto de de 86 obras que o chamado "ouro branco" comprou naquele período de grande prosperidade económica, como diz o título da exposição: "A ilhas do ouro branco - Encomenda Artística na Madeira (séculos XV-XVI)". As mais valias financeiras do açucar produzido na Madeira foram, na época, as principais receitas do governo português, a encher os cofres do estado.

Os mercadores que levavam o açúcar da Madeira para Bruges e Antuérpia, entre outras cidades da Flandres, regressavam regularmente à ilha com muitas obras de arte, sobretudo de carácter religioso, nomedamente pintura, escultura, artes decorativas e ourivesaria.

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Na exposição, o público poderá ver, "a mais importante e emblemática escultura da Madeira, com extraordinária qualidade do entalhe escultórico", uma Virgem e o Menino do século XVI, proveniente da Flandres.

Outras obras em destaque, da Flandres, são o Retábulo dos Reis Magos, de uma oficina de Antuérpia, de 1530, um óleo sobre madeira dourada e policromada, e o tríptico de Jan Provost, da escola flamenga, de 1529, com Nossa Senhora da Misericórdia ao centro, ladeada pelos santos Cristóvão, Paulo, Pedro e Sebastião.

Proveniente da Ásia, a cana-de-açúcar terá começado a ser importada da Sicília pelo Infante D. Henrique, que introduziu o seu cultivo na Madeira, um projecto de rápida expansão.

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O consumo do "ouro branco" aumentou, assim, por toda a Europa, alterando hábitos alimentares e algumas práticas medicinais, bem como o fabrico do famoso "bolo de mel" muito apreciado, em particular no tempo de Natal.

Esta exposição estará aberta ao público até 18 de Março de 2018.

Recomenda-se.

publicado por j.gouveia às 09:09

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Terça-feira, 14 de Novembro de 2017

VIDA LONGA NUM CORPO SAUDÁVEL

É possível viver até aos 120 anos

Será possível o ser humano viver 120 ou mais anos? A resposta a esta possibilidade foi dada por cientistas/geneticistas que participaram no recente "Web Summit", realizado em Lisboa.

Segundo a opinião dos especialistas, a longo prazo será possível vivermos bem mais de 100 anos com a ajuda da tecnologia aplicada à saúde e com a mudança de hábitos de vida.

"Quem tem agora 50 anos e for saudável, e praticar um estilo de vida saudável, tem 50 por cento de possibilidades de chegar aos 90 anos, mas a tendência é para aumentar a longevidade".

O "segredo" da longevidade está na genética, mas também em cuidar do corpo diariamente, adoptar um estilo de vida saudável, ter uma ação proativa, em suma, "fazermos um pacto de não agressão ao organismo", banindo "venenos como açúcar, gorduras, hidratos de carbono" e praticando exercício física desde a infância.

Recentemente, uma equipa de cientistas analisou dados demográficos de 40 países e sugere que há um limite máximo natural para a vida humana, fixado em cerca de 125 anos.

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Os cientistas da faculdade de Medicina Albert Einstein, em Nova Iorque, fixam o limite médio da vida humana nos 115 anos.

"Para atingir a longevidade é importantíssimo o estudo da genética humana e a tecnologia tem permitido enormes avanços nos últimos anos. Porém, ainda há muito a fazer. Temos uma base de dados de três milhões de amostras de ADN e há sete mil milhões de pessoas", explicaram.

"O estudo da genética associado às novas tecnologias está a revolucionar a vida humana e fizeram-me imensos progressos nos últimos anos" em relação, por exemplo, ao "combate dos vírus VIH e da Malária"; mas, tenhamos consciência, "é uma utopia viver num mundo sem doenças", alertam os entendidos na matéria.

publicado por j.gouveia às 09:22

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Segunda-feira, 13 de Novembro de 2017

MEMÓRIA DE ODETE SAINT-MAURICE

O seu 99.º aniversário de nascimento quase passou despercebido a muita gente, mas, talvez, a sua obra não esteja tanto esquecida. Falamos de Odete (Passos y Ortega Más) de Saint-Maurice, escritora portuguesa, que nasceu a 12 de Novembro de 1918, em Lisboa.

Ainda criança começou a manifestar uma excepcional vocação literária, tendo publicado o seu primeiro conto infantil antes dos dez anos, num jornal. Aos dezoito anos, escreveu o primeiro livro, intitulado "O Canto da Mocidade", que foi recebido com elogios. Seguiu-se a publicação de vários romances, destinados a um público adulto, e de obras para crianças, todos rapidamente esgotados, que foram consolidando as suas qualidades de escritora.

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A sua consagração como autora de referência no campo da literatura juvenil, aconteceu na década 50, com dezenas de títulos sucessivamente esgotados e reeditados. Ao mesmo tempo, desenvolve intensa actividade na antiga Emissora Nacional, com a produção de programas juvenis e de folhetins radiofónicos de grande audição.

Nos últimos anos, Odete de Sainte Maurice viveu em Óbidos, onde conheceu o cantor Frei Vicente (natural da Madeira), que viria a ser o seu segundo marido. A escritora faleceu em 1993.

Música - Frei Vicente > https://www.youtube.com/watch?v=CES7fjltZR4

publicado por j.gouveia às 10:57

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Domingo, 12 de Novembro de 2017

INOCÊNCIA CONQUISTADORA DOS CHINESES

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Os portugueses foram conquistadores aventureiros na saga das descobertas que vieram "dar novos mundos ao mundo", como escreveu o épico Camões. Na era actual são os chineses a darem "asas ao mundo" com conquistas de inocência expansionista. Há cidades portuguesas onde o comércio já é mais chinês do que português. 

Eles (chineses) sabem como chegar e conquistar sem alaridos. Eles (chineses) vêem potencialidades onde os portugueses vêem fracassos.

Na imagem (acima), os habitantes de Guanxi (China) celebram o Festival Yifan, em Luocheng, a 7 de novembro. Um festival, cujo nome significa "gratidão" e "celebração por uma boa colheita" na língua da etnia Mulam, um dos grupos étnicos da China, foi listado como patrimônio imaterial nacional.

TIrar do baú e dar um nova roupagem dá sempre origem a algo de novo. Assumir o passado é valorizar o futuro e, neste novo mundo, das imparáveis tecnologias que fazem do virtual uma realidade (que não é), quanto mais imbuídos estivermos nos factos, reais e concretos, mais fortes ficamos para a caminhada do saber.

A inocência conquistadora e expansionista dos chineses é um exemplo para o mundo.

publicado por j.gouveia às 10:02

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Sábado, 11 de Novembro de 2017

PORTUGAL "OFERECE" A MADEIRA À ALEMANHA

"Madeirasache" para o império alemão 

Em 1903, Portugal autorizou a Alemanha a explorar a Ilha da Madeira. Um decreto do Governo concedia ao príncipe alemão Hohenlohe-Oehringen autorização para expropriar terrenos e explorar a edificação de sanatórios, sem quaisquer custos. “A esta concessão levantaram-se reclamações por parte de alguns proprietários que não queriam ceder os seus terrenos”.

A pretensão da Alemanha visava ficar com a ilha então considerada ponto estratégico no atlântico, à entrada do mediterrâneo e próximo de África. Ante a cobiça alemã e ao tomar conhecimento da cedência de Portugal, a Inglaterra faz ameaças ao governo português e pôs em causa a “velha aliança”. Acabou por ser a Inglaterra a abortar a decisão de Portugal, o que veio a criar sérios conflitos com a Alemanha.

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Quem veio a sofrer com a incongruência do governo português foram os madeirenses. “A 3 de Dezembro de 1916, os alemães fazem o primeiro ataque à Ilha da Madeira, através de um torpedeamento de navios fundeados na baía do Funchal e de um bombardeamento à cidade.

Os prejuízos matérias e humanos foram elevados, saldando-se no afundamento de quatro navios, a canhoneira francesa "Surprise" de 680 toneladas, o porta-submarinos francês "Kanguroo" de 2.493 toneladas pertencente à casa Scheneider, o lança cabo submarino inglês "Dacia" de 1.856 toneladas e a barcaça portuguesa que estava a abastecer o "Surprise" de carvão.

Neste ataque morreram 33 membros das tripulações estrangeiras e 8 portugueses que trabalhavam na empresa Blandy que detinha o negócio do carvão. O ataque alemão teve início às 8:30 horas da manhã com o torpedeamento dos três navios das forças aliadas e uma barcaça de transporte de carvão, respectivamente, por ordem de torpedeamento, a "Surprise", a barcaça, o "Kanguroo" e o "Dacia", quando estes se encontravam ancorados no Porto do Funchal.

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Na cidade instalou-se o pânico. Muitas famílias abandonaram as suas casas dirigindo-se para os subúrbios do Funchal. Outros ficaram porque não quiseram abandonar os seus bens a possíveis pilhagens, ou porque tinham familiares doentes e não queriam deixa-los. Receou-se que o submarino voltasse à noite, mas tal não aconteceu. O comércio fechou cedo e durante a noite as ruas foram patrulhadas por unidades do RI-27 e guardas cívicos.

Treze dias depois, a 16 de Dezembro de 1916, o submarino U38 voltou a bombardear o Funchal, não causando qualquer estrago nos navios que se encontravam fundeados na baía, causando o pânico entre a população.

A12 de Dezembro de 1917, a cidade do Funchal foi novamente bombardeada. O ataque iniciou-se às 6h e 20mn e durou cerca de 30 minutos. O submarino bombardeou uma área dispersa da cidade com cerca de 50 tiros para terra e, ao contrário do bombardeamento do ano anterior, causou a morte de 5 pessoas e ferimentos a 30 outras”.

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Deste trágico e violento conflito, com prejuízos profundos e irreparáveis para os madeirenses, a Inglaterra saiu vencedora, ficando com as melhores parcelas de terrenos situados na zona sul da ilha. A "marca" inglesa na Madeira permanece até o presente.

A Ilha voltou a ser cobiçada por potências estrangeiras (americanos e russos), logo após a revolução de 1974. Portugal não cedeu mas nunca justificou de pleno direito os deveres que lhe assistiam (e lhe assistem) enquanto país colonizador. A Madeira cresce por si e em si, com os 260 mil residentes e os mais de 1,2 milhões de emigrantes.

PS: Textos compilados da imprensa madeirense e do livro "As relações luso-alemães antes da primeira guerra mundial".

publicado por j.gouveia às 12:01

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Sexta-feira, 10 de Novembro de 2017

FIM DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

O drama português na "batalha de La Lys"

Foi a 11 de Novembro de 1918: A Grande Guerra, de 1914 a 18, chegava ao fim com a assinatura do chamado "armistício", o cessar-fogo que entrou em vigor à "11.ª hora do 11.º dia do 11.º mês." Esta curiosidade, no entanto, não foi suficiente para apagar da memória as atrocidades cometidas, os milhões de vítimas mortais, a terrível destruição de vários países europeus.

O que inicialmente parecia um breve episódio ou umas simples escaramuças, tornou-se num conflito em larga escala, resultado de disputas "imperiais", potências económicas e militarizadas em ascensão, vencidos e expropriados de territórios desde os finais do século XIX.

Muitos portugueses participaram nesta "jornada" bélica, como uma "questão de honra" da República que tinha sido implantada há pouco tempo (5 de outubro de 1910), mas também com graves consequências (recorde-se, por exemplo, o drama da "batalha de La Lys).

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Para a história, ficou a "Liga dos Combatentes", isto é, de todos aqueles portugueses que combateram no conflito ao lado de grandes países, como a França. E é neste contexto que a delegação de Paris da Liga dos Combatentes vai inaugurar, amanhã, 11 de Novembro, uma exposição, seguida de um colóquio, para "lembrar aos franceses que Portugal foi um dos aliados durante a Grande Guerra".

Nesta data, vão estar afixados, nas grades do Square Ferdinand Brunot, em frente à Câmara Municipal do 14º bairro de Paris, quatro painéis intitulados "Chemin de Mémoire des commémorations centenaires de 1916, 1917, 1918 et 1919 du Corps Expéditionnaire Portugais en France et à Paris".

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Cemitério militar português de Richebourg l´Avoué.(França)

NB: O corpo português expedicionário em França era formado por 20 mil homens, dos quais mais de 6 mil foram feitos prisioneiros e 2.086 foram mortos. A maior tragédia de sempre das tropas portuguesas em palco de guerra.

publicado por j.gouveia às 09:23

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Quinta-feira, 9 de Novembro de 2017

PROVÉRBIOS ALUSIVOS A SÃO MARTINHO

Decorre esta semana, em Tavira (Algarve), o 11.º Colóquio Internacional de Provérbios, com mais de uma centena de peritos, entre economistas, linguistas, paremiólogos e outros especialistas.

Trata-se de um acontecimento que releva a importância da cultura popular em todas as épocas e situações, com vivências marcantes e identitárias de um povo. Assim, e porque estamos na semana em que se celebra o tradicional São Martinho (11 de Novembro), recordamos alguns provérbios populares portugueses relacionados com esta efeméride:

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- Não há bacorinho sem seu S. Martinho.
- No dia de S. Martinho, vai à adega e prova o vinho.
- No dia de S. Martinho, mata o teu porco e prova o teu vinho.
- No dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.
- Pelo S. Martinho todo o mosto é bom vinho.
- Pelo S. Martinho, deixa a água pró moinho.
- Quem bebe no S. Martinho, faz de velho e de menino.
- Queres pasmar o teu vizinho? Lavra e esterca p'lo S. Martinho.
- Se o Inverno não erra caminho, temo-lo pelo S. Martinho.

Música > https://www.youtube.com/watch?v=DuPUnOOnFpM

publicado por j.gouveia às 07:29

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