PORTUGAL

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Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2016

MEMÓRIA DE FLORBELA ESPANCA

Florbela Espanca (1894-1930), a poetisa da melancolia e das emoções magoadas, partiu na mesma data em que nascera, em Vila Viçosa, no dia 8 de dezembro..., através do suicídio. Não conheceu, desde a sua infância, uma harmonia familiar.

A mãe era uma mulher do povo e empregada do proprietário João Maria Espanca que só reconheceria a paternidade da filha muitos anos após a morte de Florbela. O seu mundo interior, dorido pela falta da mãe e de afetos dos pais, cedo foi preenchido pela poesia.

Aos nove anos, escreveu o seu primeiro poema, intitulado "A Vida e a Morte". Casou-se, pela primeira vez, em 1913, no próprio dia do seu aniversário natalício.

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Concluiu um curso de Letras, em 1917, inscrevendo-se a seguir em Direito, sendo a primeira mulher a frequentar este curso na Universidade de Lisboa.

Aos 25 anos, publica o "Livro de Mágoas" e começa a dar sinais de algum "desequilíbrio mental". Segue-se o divórcio e um segundo casamento...; a publicação de "O Livro de Soror Saudade" e um terceiro casamento... Entretanto, a morte do seu único irmão, Apeles (num acidente de avião), abala-a profundamente e dá-lhe razões para escrever "As Máscaras do Destino."

Tentou o suicídio por duas vezes (em outubro e novembro de 1930), na altura de publicar a sua obra-prima, "Charneca em Flor"... Padecia então de um edema pulmonar e resolve acabar com a vida no dia do seu aniversário, 8 de dezembro de 1930.

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"Precursora do movimento feminista em Portugal, teve uma vida tumultuada, inquieta, transformando os seus sofrimentos íntimos em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotização e feminilidade", referem os especialistas.
Um dos poemas de Florbela Espanca mais conhecidos é "Perdidamente!", cantado por Luís Represas.

>>>

Eu quero amar, amar perdidamente! / Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente... / Amar! Amar! E não amar ninguém! Recordar? Esquecer? Indiferente!... / Prender ou desprender? É mal? É bem?  Quem disser que se pode amar alguém  Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida: / É preciso cantá-la assim florida, / Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!  E se um dia hei de ser pó, cinza e nada / Que seja a minha noite uma alvorada, /Que me saiba perder... pra me encontrar...

(Florbela Espanca, in "Charneca em Flor")

Música > https://www.youtube.com/watch?v=LyQ0ISLJh_U

publicado por j.gouveia às 09:48

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Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2016

NATAL É SEMPRE NATAL

É fácil dizer que o Natal está a chegar, que não há natais iguais nem natais diferentes e que, em todos os lugares, o Natal é sempre Natal, igual para todos. No mundo há mais de sete mil milhões de pessoas e a mensagem natalícia tem tanto de livre alvedrio como de sonhador.

Não há um Natal pobre nem um Natal rico. Saber viver o momento, não exaurir nem ambicionar impossíveis, porque havemos sempre de viver num espaço comum onde há os bons samaritanos mas outrossim os demoníacos fariseus. Para todos existe um destino, um fim.

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O Natal está em nós... com uma mensagem que perdura há mais de dois mil anos. Tudo o mais é passageiro, materialismo e mediocridade... sem valor. Viver o Natal é viver a Vida sem complexos.

Natal é saltar, correr, sorrir, criar, recriar, renovar sem parar. Natal é acção, é crer, é ser capaz, é ter fé e ir sempre mais além, em paz e sem falsas utopias sobre um mundo que não existe. Como diz o Papa Francisco "Natal está dentro de cada um, em renovação e fraternidade".

publicado por j.gouveia às 08:57

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Terça-feira, 6 de Dezembro de 2016

MEMÓRIA DE MARIA LAMAS

Neste dia 6 de dezembro, assinala-se mais um aniversário da morte da escritora, pedagoga e jornalista Maria Lamas, em 1983, aos 90 anos de idade, autora de "O Mundo dos Deuses e dos Heróis", e "As Mulheres do Meu País", livro de relatos, crónicas, novelas, folhetins, reportagens, escritos entre 1947 e 1950.

Obra notável na bibliografia de Maria Lamas é também o livro "Arquipélago da Madeira, Maravilha do Atlântico", de 1956, região que visitou várias vezes, entre 1935 e 1971, e que classificou de "um pequeno mundo de beleza, onde apetece ficar, sem prazo nem programa". No Funchal conviveu com personalidades inesquecíveis, como Maria Mendonça, Aníbal Trindade, Maria do Carmo Rodrigues, César Augusto Pestana, Bernardete Falcão, entre outros.

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Maria Lamas nasceu em Torres Novas (Ribatejo), com o nome de batismo - Maria Conceição Vassalo e Silva (mas ficou para a história com o apelido do marido); era filha de pai republicano e maçon, que a orientou nas leituras e na formação intelectual, e de mãe católica, muito piedosa, e irmã do General Vassalo e Silva, último governador da Índia portuguesa.

Estudou em colégios privados como aluna interna. Traduziu, entre outras obras, "As Memórias de Adriano", de Marguerite Yourcenar. No jornalismo, dirigiu a "Revista Modas e Bordados" (1928-1947), um suplemento semanal do Jornal "O Século", e trabalhou para a "Revista Civilização" dirigida por Ferreira de Castro.

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(Da esquerda para a direita, os escritores): Alves Redol, Maria Lamas, Jorge Amado e Ferreira de Castro.

Desde cedo esteve ligada à contestação ao Estado Novo, em nome dos direitos cívicos e em defesa dos direitos da mulher; pertenceu ao MUD (Movimento de Unidade Democrática) e ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, onde desenvolveu intensa atividade política e cultural; apoiou a candidatura presidencial do general Norton de Matos (eleições de 13 de fevereiro de 1949) e foi presa sob a acusação de difundir notícias falsas e pedir a libertação dos presos políticos.

publicado por j.gouveia às 09:23

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PRIMEIRO REI DE PORTUGAL

Faz, hoje, 831 anos (6 de Dezembro de 1185-2016), que faleceu o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. Inicialmente conhecido pelo nome de Afonso, nasceu a 25 de Julho de 1109 e, aos 30 anos de idade (em 1139), subiu ao poder com o cognome de “O Conquistador".

Afonso Henriques (1109-1185) era filho do conde D. Henrique e de D. Teresa de Leão. Após a morte de seu pai, Afonso entrou em litígio com sua mãe, vindo a vencê-la na batalha de São Mamede, em 1128. Posteriormente, em 1140, com a vitória sobre aos mouros na batalha de Ourique, D. Afonso Henriques passa a ser o primeiro Rei de Portugal. Está sepultado no mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra.

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publicado por j.gouveia às 09:05

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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2016

MEMÓRIA DE ANDRADE CORVO

Nunca é demais recordar um dos grandes políticos do Portugal oitocentista - João de Andrade Corvo (1824-1890), ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros, da Marinha e do Ultramar, no tempo do Governo de Fontes Pereira de Melo.

Autor de textos analíticos sobre os acontecimentos mais importantes do seu tempo, com elevado grau de competência, patriotismo e empenho na resolução dos problemas, como prova o seu livro "Perigos: Portugal na Europa e no Mundo", que continua a ser publicado, dada a sua actualidade temática.

Personalidade culta, andou no Colégio Militar e estudou Medicina, Engenharia, Matemática, Ciências Naturais... Tal era a sua curiosidade enciclopédica. Vale a pena ler este livro - "Perigos..." nos nossos dias. A edição actual conta com o prefácio do Professor Adriano Moreira.

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João de Andrade Corvo, por muitos considerado o pai da moderna diplomacia portuguesa, revela nesta obra, escrita em 1870, "uma capacidade invulgar para analisar os principais desafios político-estratégicos" que se colocam ao nível, por exemplo, das relações internacionais. Atentemos nalguns excertos:

"É grave a situação de Portugal. Confusão e incoerência nos princípios; grande desordem nas finanças; enfraquecimento deplorável da autoridade; falta de confiança na vitalidade do país, e nas suas faculdades políticas e económicas; um desalento injustificável, atrás do qual se esconde um perigoso indiferentismo… Como ter confiança no futuro, em vista destas grandes lições da História?

A força, dominando o mundo, não pode senão arrastá-lo a sucessivos e dolorosos cataclismos. Levantam-se os impérios, para caírem depois. Vacila tudo, tudo é efémero. Só as angústias das nações não têm um termo”.

publicado por j.gouveia às 08:12

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Domingo, 4 de Dezembro de 2016

FUNCHAL AO ENTARDECER

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A Madeira - melhor destino turístico insular do mundo - é um desafio para os "realizadores" de filmes que põem em evidência o que de melhor a natureza oferece.

A Pérola do Atlântico, pela sua orografia e belezas naturais, está registada em milhentas fotografias, videos e filmes que representam um património de enorme valor histórico-cultural. No video que se segue, realizado por estes dias, o "Funchal ao Entardecer" dá-nos imagens nunca vistas! Parabéns ao autor.

Video > https://www.youtube.com/watch?v=E1J3kaa5G8k

publicado por j.gouveia às 18:49

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PEREGRINAÇÕES NATALÍCIAS

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Durante todo o ano há peregrinações por caminhos de todo o mundo e todas têm por destino chegar a lugares santos. Por devoação ou promessa, encontramos por estes dias natalícios peregrinos em direcção ao Santuário de Fátima que, no proximo ano, assinala o centenário das aparições.

A chuva, neve, vento e frio são presenças por esta altura do ano, mas também há sol e algum conforto para os caminheiros. A fé supera obstáculos e a peregrinação está coberta de vontades irrecusáveis. O trilho está a ser continuamente renovado.

publicado por j.gouveia às 12:03

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LIVROS COM HISTÓRIAS

Livros marcantes, referências para todos os tempos, alguns com séculos de História, cuja leitura se torna indispensável para se compreender a realidade actual, assim se podem considerar algumas obras antigas: "História da Guerra do Peloponeso", do grego Tucídides; e "Consequências Económicas da Paz", do inglês Keynes.

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A "História da Guerra do Peloponeso foi, é e será uma fonte de sabedoria militar, política, moral e filosófica cristalina onde se podem beber ensinamentos sobre como se movem e o que motiva os homens na acção criadora da História”, dizem os entendidos.

As "Consequências Económicas da Paz", trata-se também de um "clássico", ainda que redigido no final da I Guerra Mundial e a propósito do “Tratado de Versalhes”, assinado, em 1919 entre os países aliados e a Alemanha, em que se imputava à Alemanha vencida "toda a responsabilidade sobre as causas da guerra" e a obrigação de reparar todos os prejuízos causados aos vencedores.

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Se os políticos e os principais decisores da actualidade ouvissem mais estes autores e absorvessem mais o conteúdo destas obras..., com certeza, o mundo estaria melhor, sem serem necessárias imposições drásticas de uns sobre os outros, humilhações e "castigos severos", como se viu recentemente com a Grécia e a austeridade a qualquer preço em Portugal.

publicado por j.gouveia às 11:34

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Sábado, 3 de Dezembro de 2016

ECONOMIA GLOBAL DEBATE-SE EM ROMA

O Papa Francisco vai acolher, em Roma, vários responsáveis económicos mundiais, numa iniciativa da Revista ‘Time’ sobre economia global e desenvolvimento, que decorre este sábado.

Os participantes neste fórum são os diretores-gerais das 500 empresas mais bem-sucedidas no mundo actual, membros da lista das 100 pessoas mais influentes do mundo, e vários líderes económicos, académicos e religiosos.

O debate vai centra-se em diversas questões que preocupam a comunidade internacional, como a eliminação da pobreza, a  criação de emprego, a crise de refugiados e a busca de prosperidade para todas as nações.

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O Papa Francisco é destacado como uma figura que “tem abordado com regularidade” estes temas, “apontando para a crescente desigualdade” e “criticando a ditadura de uma economia impessoal e desprovida de um objetivo verdadeiramente humano”.

A "Time" recorda, a este propósito, um discurso que o Papa fez na Bolívia, em 2015, em que frisou que “trabalhar pela distribuição justa dos bens da terra e do trabalho humano não é mera filantropia” mas sim “uma obrigação moral”.

publicado por j.gouveia às 09:36

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O MELHOR DESTINO INSULAR DO MUNDO

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A Madeira foi distinguida, pelo segundo ano consecutivo, com o prémio do "melhor destino insular do mundo". Já em 2013 e 2014, foi reconhecida como o melhor destino insular da Europa, tendo ganho, em 2015, o galardão de melhor destino insular do mundo.

Este ano (2016), a Madeira tinha como concorrentes destinos turísticos, o Bali (Indonésia), os Barbados, as Cook Island, Creta (Grécia), Jamaica, Maldivas,  ilhas Maurícias, Santa Lucia, Sardenha, Seycheles, Ilhas Turcas e Caicos e Zanzibar (Tanzânia).

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publicado por j.gouveia às 09:18

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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2016

PORTUGAL PAGOU PARA ENTRAR NA GUERRA

Portugal pagou para participar na I Grande Guerra (1914-1918) e não teve apoio do seu mais velho aliado, a Inglaterra.

Entrou no conflito por questões políticas e ideológicas que marcaram os primeiros anos do regime republicano, tendo de um lado os "guerristas", por exemplo, que "pretendem que Portugal entre na guerra através de um pedido da Grã-Bretanha feito em nome da Aliança e que participe nos combates na França, a frente mais intensa e exigente de todas" e, por outro lado, os "anti-guerristas", que significavam a maioria da população.

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A tese foi, hoje, explicada pelo Prof. António José Telo, especialista nesta temática e autor do livro "Grande Guerra - Um Século depois", num colóquio realizado na Universidade da Madeira.

Vários motivos fizeram eclodir a posição portuguesa, desde logo as tentativas da Grã-Bretanha e da Alemanha em dividirem entre si as colónias portuguesas (em 1898 e 1912); e a pressão de Espanha junto de Londres e Paris para "organizar uma intervenção militar em Portugal, de modo a restabelecer a "ordem"  e a monarquia"; e, sobretudo, no decorrer do conflito, os dois "bombardeamentos" sobre o Funchal por submarinos alemães e contra navios ingleses ancorados no porto.

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O primeiro bombardeamento ocorreu a 3 de Dezembro de 1916, passam agora cem anos (o segundo bombardeamento aconteceu no dia 12 de Dezembro de 1917). Apesar de tudo isto, a Grã-Bretanha afasta-se de Portugal, não apoia os seus "programas de armamento, não lhe dá créditos e não apoia as suas pretensões em África".

Quanto ao "bombardeamento" de há um século, sabe-se que durou quase "11 horas" e atingiu zonas periféricas da cidade, as ruas da Queimada de Cima, do Bispo, Calçada de Santa Clara, Quinta Vigia, Cemitério das Angústias e o Jardim Municipal. Não houve vítimas em terra, apenas no mar.

O interessante é que Portugal, ao entrar na I Grande Guerra por uma questão de honra, orgulho e brio político, ficou à margem do clube dos mais poderosos e influentes; foi ignorado pelos acordos internacionais, contraiu uma grande dívida, passou fome pelo embargo feito pelos ingleses e outros, nomeadamente os EUA.

Os americanos "decidiam" sobre o arquipélago dos Açores sem gerar contrapartidas, e à mercê de planos para derrubar a toda a força o governo de Lisboa, o que veio a acontecer, em 1918, com Sidónio Pais e a implantação da "ditadura" apoiada pelos ingleses...

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Mais, enquanto os demais países entravam na guerra para a "partilha" e "divisão" de territórios entre si, com o objetivo de "conquistar" grandes despojos, Portugal, nem isso poderia aspirar e esteve sujeito às ameaças de voltar a ser de novo território espanhol, dado como "oferta da guerra".

Faltou uma liderança forte e, no meio da confusão, Portugal foi mais uma "presa" apetecida, muito disputada, do que herói para ficar na História da I Guerra Mundial... A tragédia, já se sabe, continuou depois na Batalha de La Lys...

publicado por j.gouveia às 15:32

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FUNCHAL ENCHE-SE DE LUZ

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Desde a noite de ontem (1 de Dezembro) que o Funchal apresenta as suas iluminações de Natal e Ano Novo. Imagens sempre deslumbrantes sobre um anfiteatro natural excepcional.

Nesta quadra festiva, milhares de turistas invadem a capital madeirense. Uma invasão natalícia que terá começado no século XIX, quando os ingleses tiveram o poder da ilha durante oito anos, com o consentimento dos réis de Portugal.

Música > https://www.youtube.com/watch?v=E8gmARGvPlI

publicado por j.gouveia às 12:32

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NATAL NAS ALDEIAS DE PORTUGAL

As seculares aldeias portuguesas são patrimónios extraordinários no mundo. São depositárias de um passado que fertilizou e enriqueceu não só o país como para além das suas fronteiras. Piódão, no concelho de Arganil, distrito de Coimbra, a cerca de 300 kms de Lisboa, é considerada a aldeia mais típica de Portugal.

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Os seus cerca de 178 habitantes, em casas de xisto, dedicam-se essencialmente à agricultura, criação de gado e à apicultura. Na flora vamos encontrar oliveiras, castanheiros e pinheiros, entre outras espécies. Na fauna predominam lebres, raposas, javalis, perdizes e coelhos. Aqui o tempo parece não ter tempo nem o moderno ofusca o soberano passado.

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Em Piódão, o Natal tem o calor das lareiras das aldeias, lenha nos fornos, cozinhar em panelas de ferro, nos cheiros típicos, no aquecimento da casa, na luz sombria que a todos ilumina. Piódão, como bem dizem, é a “Aldeia Presépio de Portugal”.

(Recomenda-se)

Música > https://www.youtube.com/watch?v=xMtuVP8Mj4o

publicado por j.gouveia às 11:31

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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2016

POLITICAGEM

Assunção Cristas, ex-ministra da Agricultura e do Mar, no governo PSD-CDS/PP, escreveu no seu Facebook que voltar a instituir o feriado de 1 de Dezembro é bastante positivo. Acontece que foi durante o seu governo, entre 2011-2015, que o feriado de 1 de Dezembro foi retirado. Não é erro, é uma realidade.

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Assunção Cristas é presidente do CDS-PP, desde 13 de Março de 2016. Foi solidária na suspensão do feriado do dia 1 de Dezembro (Restauração da Independência) bem como de outros feriados (Implantação da República, Corpo de Deus e Dia de Todos os Santos), e tem agora o desplante de “elogiar” o regresso dos feriados recuperados pelo governo PS. Uma Intervenção no mínimo hipócrita e muito pouco escrupulosa.

publicado por j.gouveia às 18:52

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UM ATEU TAMBÉM CRÊ

Um dos mais conceituados cientistas da actualidade, um físico teórico e cosmólogo britânico, professor nas mais consagradas universidades, Stephen William Hawking, encontrou-se esta semana no Vaticano com o Papa Francisco.

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Um encontro possível no decorrer da sessão plenária da Academia Pontifícia das Ciências (considerada a mais antiga do mundo), de que Hawking é membro desde 1986, e em que participaram cerca de 60 investigadores, entre crentes, pertencentes a diferentes confissões religiosas, várias personalidades distinguidas com o prémio Nobel e outras declaradas ateias.

O tema deste ano da Academia foi sobre a "Ciência e Sustentabilidade. Impacto dos conhecimentos científicos e da tecnologia sobre a sociedade humana e sobre o meio ambiente".

Conhecido pelas suas posições radicais de ateu, Hawking disse numa entrevista, em 2015, que antes de se "compreender a ciência, é natural acreditar que Deus criou o universo". Mas, agora "a ciência oferece uma explicação mais convincente. Quando digo que conheceríamos a mente de Deus quero dizer que conheceríamos tudo o que Deus conheceria, se houvesse um Deus, que não existe. Sou um ateísta", explicou, situação que não o impede de participar nos mais importantes espaços de discussão e diálogo promovidos pela Igreja católica, como se viu esta semana.

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O cientista, de 74 anos, acredita que a ciência resolverá tudo, em termos de saber, por exemplo, o início e o fim do cosmos, prescindindo do ser divino e transcendente às capacidades e possibilidades meramente humanas. Numa conferência que proferiu este mês em Oxford, disse mesmo acreditar que o planeta Terra vai existir (apenas) durante mais mil anos...

"Não acho que sobreviveremos mais do que os próximos mil anos sem escapar a esse planeta tão frágil. Eu quero que as pessoas tenham interesse em estudar o espaço, assim como eu tive desde cedo", afirmou.

Enfim, é a "fé" de um cientista. Porque, no tocante a outras explicações, como a fé religiosa, há cada vez mais a convicção de que o "diálogo divino" com a humanidade e o cosmos em geral é ilimitado e infinito, desde que a consciência humana evoluiu para os mais difíceis e profundos patamares de saberes e conhecimentos, sem nunca chegar até agora a uma conclusão definitiva, conforme alertou o Papa que interveio neste encontro da Academia das Ciências, tendo falado do "equilíbrio ecológico global", sem sentenças conclusivas ou catastrofismos inevitáveis, mas apelando ao respeito pela "casa comum", como já sublinhou na encíclica "Louvado Sejas".

Alguns excertos do seu discurso: "Na modernidade, crescemos a pensar que éramos os proprietários e os donos da natureza, autorizados a saqueá-la sem qualquer consideração das suas potencialidades secretas e leis evolutivas, como se se tratasse de um material inerte à nossa disposição, produzindo, entre outras consequências, uma gravíssima perda de biodiversidade".

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> Na realidade, não somos os protetores de um museu e das suas obras-primas a que devemos tirar o pó todas as manhãs, mas os colaboradores da conservação e do desenvolvimento do ser e da biodiversidade do planeta, e da vida humana nele presente".
> Em resumo, direi que cabe antes de tudo aos cientistas, que trabalham livres de interesses políticos, económicos ou ideológicos, construir um modelo cultural para enfrentar a crise das alterações climáticas e das suas consequências sociais, de modo que as enormes potencialidades produtivas não sejam reservadas apenas a alguns".

publicado por j.gouveia às 10:39

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MEMBROS ILUSTRES DA IGREJA

Pe. João de Freitas Ferreira, membro ilustre da igreja.

> Foi com grande contentamento que li os testemunhos de Paulo Rangel no "Público", do Dr. Ricardo Costa e do presidente da República Dr. Marcelo Rebelo de Sousa, sobre o falecimento do Pe. Freitas.

Na época dos anos quarenta, a paróquia do Faial, na Madeira, produziu uma plêiade de filhos ilustres no sacerdócio, até alguns da mesma família, devido também à ação pastoral do seu pároco. Entre eles destaco os Cónegos Ernesto de Freitas e Tomé Velosa, e os religiosos que conheci, tendo um deles estudado em Roma, Pe. Freitas que foi Administrador Apostólica de São Tomé e Príncipe, e estava para ser nomeado bispo desta diocese, tendo falecido em Luanda num acidente de viação, quando se dirigia para uma reunião dos bispos em Angola.

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(Pe. João de Freitas Ferreira)

Pelos anos quarenta, passou pela Madeira um padre da Ordem dos Missionários do Coração de Maria (Claretianos, nome derivado do seu fundador), que dirigiu um retiro espiritual no Seminário do Funchal, no qual participei, dirigindo-se depois para uma Missão popular no Faial. Tinha um dom especial para retiros e o carisma para descobrir vocações sacerdotais. Após a Santa Missão levou consigo quatro jovenzinhos, o que de bom e prometedor tinha a paróquia nesse tempo.

O último deles a falecer foi o Pe. João de Freitas Ferreira que, durante décadas, dirigiu o Colégio dos Carvalhos, como se exprimiu o Presidente da República, “como pedagogo brilhante e humanista de exceção, a herança do Padre Freitas será para sempre indissolúvel da luta pela liberdade de ensino em Portugal”.

O Pe. Freitas estudou na Alemanha com ótimos mestres que o marcaram para toda a vida. Regressando a Portugal, passou a sua vida a educar jovens no Colégio dos Carvalhos, durante 27 anos, até 2001. O seu Colégio segundo o deputado europeu Paulo Rangel, era uma instituição lendária, famoso em todo o país, pelo rigor da sua disciplina e pela excelência do seu ensino.

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 (Igreja do Faial - Madeira)

Com ele o Colégio abre um tempo novo, ciente de múltiplas resistências, conseguiu aos poucos erradicar a prática da aplicação de castigos físicos, encetar um processo de modernização, aproveitando a plêiade extraordinária de professores que por ali tinha e que, verdade seja escrita, pelo seu saber e pela sua pedagogia, mais pareciam universitários.

Foi sem dúvida em todos os campos do conhecimento e da ação com que fui lidando - seja a religião, seja a vida empresarial - a pessoa mais carismática que conheci... A sua cultura era poderosa, a sua inteligência era fulgurante, a sua palavra era penetrante, o seu exemplo era desconcertante, a sua simplicidade era desarmante.”

Não tive relação especial com o Pe. Freitas, o Cónego Ernesto falava-me dele e dos primos, sempre com admiração. Por vezes, a imprensa não trata bem os bispos e padres, algumas vezes com razão, portanto é preciso realçar quando são modelos de ciência, pedagogia e bondade.

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O mais importante é que este grupo de padres é da Madeira, e até do mundo rural que, ainda hoje, continua a produzir seres excecionais, embora na sua terra raramente encontrem educadores dignos deste nome e, neste caso, com matéria prima nas mãos desperdiçam, mesmo nos lugares onde todos colocam muitas esperanças. Diz um ditado antigo do tempo dos romanos: “Caveant consules” responsabilizem-se os chefes.

Retornando ao deputado P. Rangel, ele escreve: “Tinha a paixão pela literatura e por Camões, o amor ao evangelho de São João que era fonte inesgotável da sua meditação, disposição para receber pais e aquietar as suas angústias, orgulhava-se de os alunos ditos problemáticos singrarem na vida. ”A paróquia do Faial podia colocar numa parede da sala de catequese esta frase de Rangel: “O Pe. Freitas foi Igreja, foi carisma, mas não quis ser poder. Preferiu ser serviço”.

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Um outro testemunho foi do Dr. Ricardo Costa, Professor de Direito da Universidade de Coimbra: “No Colégio aprendi alguns valores essenciais do ensino que transportei para a docência universitária, o rigor, a exigência, o método, o detalhe, a tolerância para com a diferença, o concreto, a cooperação com as famílias dos alunos, a atualização pedagógica... O homem que apenas com o seu olhar e o seu carisma empreendia, visionava e garantia o sistema”.

Aos familiares do Senhor Pe. João de Freitas Ferreira envio as minhas sinceras condolências pelo falecimento, e as minhas felicitações por um membro tão ilustre da vossa família e da Madeira <.

D. Teodoro de Faria, Bispo Emérito do Funchal

(In JM, 1 de Dezembro 2016)

publicado por j.gouveia às 09:48

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1.º DE DEZEMBRO DE 1640

Foi há 376 anos - 1 de Dezembro de 1640 - que a Nação portuguesa recuperou a sua independência face ao domínio espanhol de mais de 50 anos, na sequência da morte do jovem rei D. Sebastião, na Batalha de Alcácer Quibir, em 1580.

A data foi sempre celebrada com o "patriotismo" que se exigia para tão grandioso feito. Durante todos estes séculos, as celebrações decorreram com muita pompa e circunstância, nomeadamente com um "soleníssimo Te Deum" na Catedral de Lisboa, dia festejado com um feriado. Feriado que foi abolido, em 2012, pelo governo do PSD, mas que volta a ser cumprido, neste ano de 2016, pelo governo PS.

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 A  "Restauração da Independência" ainda continua a ser querida, talvez como uma "magia", até porquê já não vivemos na Monarquia, mas de qualquer modo a memória e o património da nossa identidade histórica jamais poderão ser menosprezados, para além da homenagem que se presta aos "Quarenta Conjurados" que protagonizaram uma revolução contra a governação castelhana e que viria a dar origem à quarta dinastia portuguesa, com a aclamação de D. João IV.

publicado por j.gouveia às 09:20

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Quarta-feira, 30 de Novembro de 2016

MEMÓRIA DE FERNANDO PESSOA

Fernando Pessoa, um dos maiores poetas da Literatura no século XX e um dos poucos escritores portugueses conhecidos e divulgados mundialmente, morreu há 81 anos, no dia 30 de novembro de 1935. Morreu no hospital de São Luís dos Franceses, no Bairro Alto (Lisboa), após ter entrado, na véspera, por causa de uma crise de fígado.

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Tinha 47 anos de idade. Sobreviveu a doenças que no seu tempo eram mortíferas, como a tuberculose (o seu pai morreu desta doença) e a gripe espanhola. Nasceu em Lisboa, em junho de 1888, de uma família com origens judias; aos 7 anos partiu para a África do Sul com a mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, com resultados brilhantes, e adquiriu vasta bagagem literária.

Aos 15 anos regressa a Lisboa e por cá fixa residência definitiva, desenvolvendo uma produção poética incomparável, incluindo a criação dos famosos heterónimos: Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, e o semi-heterónimo Bernardo Soares (autor do célebre Livro do Desassossego).

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Participa nas principais iniciativas literárias do seu tempo, como a revista "Orpheu", que dá origem ao Modernismo, ao lado de Mário de Sá-Carneiro, José de Almada-Negreiros, entre outros.

À data da sua morte, publicara apenas um livro em português, "Mensagem" (em que exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou uma "arca" cheia de textos inéditos que, ainda hoje, continuam a ser estudados e publicados graças ao trabalho de vários especialistas nacionais e estrangeiros.

A Morte Chega Cedo

A morte chega cedo,
 Pois breve é toda vida
 O instante é o arremedo
 De uma coisa perdida.

 O amor foi começado,
 O ideal não acabou,
 E quem tenha alcançado
 Não sabe o que alcançou.

 E tudo isto a morte
 Risca por não estar certo
 No caderno da sorte
 Que Deus deixou aberto.

(Fernando Pessoa, in "Cancioneiro")

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publicado por j.gouveia às 11:17

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AMERICANOS SEM HISTÓRIA...

A civilização europeia, com toda a sua grandiosidade e antiguidade, sempre abriu as fronteiras a outros povos, entre confrontos bélicos, perseguições religiosas, combates ideológicos e restrições de toda a espécie. Apesar de tudo, da Europa nasceram outros mundos e povos que sentiram a necessidade de expandir o seu horizonte geográfico e usufruir das riquezas da terra sem disputas próximas.

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Foi assim com o nascimento desse grande país que se chama Estados Unidos da América (EUA), entre outros. Acontece, porém, que aos descendentes de europeus falta "o sentido da história". E porquê? Na opinião do escritor italiano Italo Calvino (1923-1985), no livro "Um Otimista na América":

"Quando lhes fazes esta pergunta, dizem: 'Eh, sim, sim, tem razão', como que atingidos por um complexo e inferioridade, e depois dizem-te que a Europa teve a Idade Média, teve romanos e gregos e eles não, e põem-se a invejar-te os velhos castelos e as ruinas dos aquedutos. Tentas fazê-los compreender que não é isto, que sentido da história é um certo modo de considerar o futuro, mais ainda que o passado; mas é difícil de explicar, não se percebem um ao outro. O facto é que este é o país dos homens que escolheram a geografia em vez da história. (...)

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A própria história nacional dos Estados Unidos, em grande parte, é uma procura de soluções geográficas dentro do país: os seus heróis são os pioneiros, que deslocaram a "fronteira", que procuraram noutros lugares possibilidades de vida maiores do que as teriam ficando onde estavam, que procuraram uma América dentro da América".

Pois é, parafraseando Calvino, continuamos a perguntar: qual é o problema, qual é a surpresa, em relação ao vencedor das recentes eleições presidenciais norte-americanas, Donald Trump?

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O mundo global ainda tem fronteiras ou é tudo uma questão de princípio, de origem, de começo, a partir do "velho" território europeu? A quem pedir responsabilidades? Onde estão as causas? Porquê antecipar consequências? A história não se repete, mas tem lições para todos os tempos.

publicado por j.gouveia às 08:28

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Terça-feira, 29 de Novembro de 2016

UNIVERSIDADES SENIORES NO DIÁRIO DA REPÚBLICA

Diário da República, 1.ª série, 29 de novembro de 2016. Resolução do Conselho de Ministros nº.76/2016. Em referência: "universidades seniores".

Pela importância do documento, hoje publicado no DR, cujo reconhecimento oficial se regista pela primeira vez em Portugal, ROINESXXI insere o referido despacho:

>>>

Foi ouvida a entidade representativa das instituições e a Associação Rede de Universidades da Terceira Idade. Assim: Nos termos da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:

1 — Reconhecer a importância das academias designadas «universidades seniores» como respostas socioeducativas que visam criar e dinamizar regularmente actividades nas áreas sociais, culturais, do conhecimento, do saber e de convívio, a partir dos 50 anos de idade, prosseguidas por entidades públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos.

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2 — Determinar que, na prossecução desse objetivo, o membro do Governo responsável pela área da solidariedade e segurança social reconhece e apoia o desenvolvimento de atividades das universidades seniores que visem:

a) Criar oportunidades que proporcionem um envelhecimento ativo e saudável;

b) Proporcionar atividades regulares de convívio, sociais, do conhecimento, do saber, desportivas, culturais, lazer e científicas;

c) Incentivar a formação ao longo da vida e estimular a troca de conhecimentos;

d) Promover a inclusão social, a participação e a cooperação cívicas;

e) Prevenir o isolamento, desenvolvendo a participação social.

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3 — Apoiar as universidades seniores que proporcionem aos seus utilizadores os seguintes serviços:

a) Iniciativas teóricas e práticas de diversas áreas do conhecimento e saber;

b) Seminários e cursos multidisciplinares;

c) Passeios e viagens culturais;

d) Grupos recreativos e artísticos;

e) Divulgação e informação de serviços destinados aos seniores;

f) Atividades sócio culturais em conformidade com os interesses dos utilizadores.

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4 — Determinar que a Associação Rede de Universidades da Terceira Idade é a entidade enquadradora das universidades seniores e parceira para o desenvolvimento das políticas de envelhecimento ativo e da economia social.

5 — Estabelecer que a aprovação das normas regulamentares é efetuada por despacho normativo do membro do Governo responsável pela área da solidariedade e segurança social.

(Presidência do Conselho de Ministros, 20 de outubro de 2016.

— O Primeiro -Ministro, António Luís Santos da Costa).

publicado por j.gouveia às 18:23

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CUBA COM E SEM FIDEL

Não há políticos eleitos por unanimidade, qualquer que seja o regime. A morte de FIdel de Castro fez sair da cartola um sem número de "opinadores" para quem tudo vale quando em causa está o alinhamento pelo poder. A história irá testemunhar uma Cuba do antes (1959), do durante (1960-2016) e do depois. 

Fidel foi combatente, ditador, democrata, libertador, maçónico, comunista, liberal, fascista, extremista, e muitas outras "coisas" que ouvimos e lemos nos últimos dias. Prós e contras com todas as excentricidades mentais. Muito acima de tanta "opinião" está a música cubana, interventiva e clarificadora, inapagável.

Video > https://www.youtube.com/watch?v=NwTIfVG1i_g

publicado por j.gouveia às 13:03

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CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Um dos antepassados (tetravô) do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade tem raízes madeirenses. Trata-se de António João de Freitas Carvalho Drummond. Nasceu por volta de 1752, no Funchal (Ilha da Madeira). No Brasil (ainda território português), foi "Guarda-Mor" das terras e águas minerais da freguesia de São Miguel de António Dias, em Minas Gerais.

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No ano de 1782 foi distinguido com o "brasão de armas" de D. Maria, Rainha de Portugal e dos Algarves. Adquiriu vasta propriedade agrícola em Itabira, denominada Fazenda Drummond. Casou com Maria Joaquina Gomes de Abreu, com quem teve vários filhos:

Francisco Henriques de Freitas, João Antônio de Freitas Carvalho Drummond, Inácia Micaela de Freitas, Maria Gomes de Freitas, Ana Claudina de Freitas Drummond e, o guarda-mor, Joaquim Gomes Drummond.

Carlos Drummond de Andrade (1902–1987) foi um dos maiores poetas de língua portuguesa no século XX. "No meio do caminho tinha uma pedra / tinha uma pedra no meio do caminho". Estes são alguns versos de um das poemas de Drummond, que marcou o II ciclo do Modernismo no Brasil.

O poeta nasceu em Itabira de Mato Dentro, interior de Minas Gerais, no seio de uma família numerosa, filho de Carlos de Paula Andrade e Julieta Augusta Drummond de Andrade (primos), proprietários rurais.

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VERBO SER

> Que vai ser quando crescer? Vivem perguntando em redor. Que é ser? É ter um corpo, um jeito, um nome? Tenho os três. E sou? Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito? Ou a gente só principia a ser quando cresce? É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?

Ser: pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas? Repito: ser, ser, ser. Er. R. Que vou ser quando crescer? Sou obrigado a? Posso escolher? Não dá para entender. Não vou ser. Não quero ser Vou crescer assim mesmo. Sem ser. Esquecer.

Carlos Drummond de Andrade

publicado por j.gouveia às 07:33

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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2016

MÚSICA E LITERATURA NO CCB

A música e a literatura destacam-se na programação do CCB (Centro Cultural de Belém) para 2017. Entre os destaques para o próximo ano, nas várias áreas, surge a ópera "Tristão e Isolda", de Richard Wagner, pela Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida pela maestrina Joana Carneiro, prevista para Março, no grande auditório, com a soprano Elisabete Matos, o tenor Erin Caves e o barítono Luís Rodrigues, anunciados como solistas, e o coro do Teatro do Nacional de São Carlos.

Também passarão pelo CCB os fadistas Carlos do Carmo, Joana Amendoeira e Ricardo Ribeiro, bem como o espetáculo do Teatro Praga "Despertar da Primavera, uma tragédia de juventude", de Frank Wedekind, com tradução de José Maria Vieira Mendes.

Imagem relacionada

Na área de Literatura e Pensamento, o CCB terá como ponto alto o Fórum Cidade Aberta, com conferências de oradores portugueses e estrangeiros, um ciclo de História da Europa, uma homenagem a Camilo Pessanha (150 anos sobre nascimento, em 2017) e também Aquilino Ribeiro, Agostinho da Silva e Herberto Helder, assinalando igualmente o Dia Mundial da Poesia com a vida e obra de Mário Cesariny, quando se assinalam dez anos da morte (ocorrida a 26 de Novembro de 2006).

Estão ainda previstos espaços especiais dedicados ao cinema, ao teatro e à dança.

publicado por j.gouveia às 07:47

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Domingo, 27 de Novembro de 2016

NATAL COM MILHÕES DE ESTRELAS

A campanha de Natal da Cáritas Portuguesa, com o tema "10 Milhões de Estrelas – Um gesto pela paz", tem este ano como embaixador o selecionador nacional de futebol, Fernando Santos. “Com ele fomos campeões da Europa e com a sua ajuda seremos todos campeões por ajudar o próximo”, disse o presidente da Cáritas.

Eugénio Fonseca anunciou que das verbas angariadas com a venda das velas, 65 por cento destinam-se às Cáritas Diocesanas e 35 por cento são para o apoio a famílias refugiadas integradas em projectos da Cáritas da Grécia.

As velas da campanha são vendidas pelo valor simbólico de 1 euro cada, ou um pack de quatro velas por 4 euros, nas Cáritas Diocesanas, escolas e paróquias aderentes, bem como numa cadeia de supermercados de âmbito nacional.

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Esta campanha de Natal decorre nos meses de novembro, dezembro e janeiro de 2017 e a Cáritas Portuguesa (instituição ligada à Igreja católica) sublinha que a Operação "10 milhões de estrelas – Um gesto pela paz" desafia todos os cidadãos, “independentemente das suas convicções religiosas ou políticas”.

Ao comprar uma vela e acendê-la “numa janela das suas casas”, na noite da véspera de Natal, a 24 de Dezembro, está a simbolizar o “desejo e compromisso de construir a paz no mundo”.

publicado por j.gouveia às 10:20

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Sábado, 26 de Novembro de 2016

MEMÓRIA DE FIDEL DE CASTRO

AS NOSSAS ARMAS

SÃO AS NOSSAS IDEIAS

Morreu, esta madrugada, Fidel de Castro (1926-2016). A notícia corre mundo. Em 2003, estivemos em Cuba, numa comitiva de jornalistas portugueses. À chegada, o primeiro facto foi ver grandes cartazes rectangulares com frases curtas: "As nossas armas, são as nossas ideias"; "O saber constrói, a ignorância destrói".

O acento tónico estava dado: 99,9 % dos cubanos tem, no mínimo, o equivalente ao 12.º ano de escolaridade, bacharelato, licenciatura, mestrado ou doutor. Ensino gratuito do 1.º ao último ano do curso superior.

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De Fidel basta dizer que “o mito se tornou realidade” numa “ilha” de “ideologias” extremadas. Considerado o “último dos grandes românticos revolucionários ou ditador implacável”, foi um dos líderes mais “polémicos e longevos do século XX.”

Fidel Castro nasceu em Birán, região do município cubano de Mayari, no seio de uma família da Galiza (Espanha). Estudou em Colégios de jesuítas e na Universidade de Direito de Havana, onde começou a participar em actividades de guerrilha contra o regime do então ditador cubano Fulgêncio Batista (1901-1973), aliado dos Estados Unidos da América.

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Na  sequência da “Revolução” levada a cabo por Fidel  Castro e seu companheiro de luta Che Guevara, Fulgêncio Batista deixou Cuba, a 1 de Janeiro de 1961, e veio para a ilha da Madeira, hospendando-se no luxuoso hotel Reid´s (Funchal), vindo mais tarde a fixar residência em Cascais.

Em 1961, Fidel – “El Comandante”,  declarou Cuba um “Estado socialista”, aliado da União Soviética, e os EUA cortaram relações diplomáticas com Havana, seguindo-se situações difíceis que fizeram “tremer” o mundo daquela altura, nomeadamente o episódio da “Baía dos Porcos”, com a ameaça de instalação de “ogivas nucleares” na ilha cubana com o apoio dos soviéticos…

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Capitólio de Havana, sede do governo cubano.

Apesar de tudo, Fidel resistiu aos “conflitos” entre as “grandes potências” e serviu de “satélite” ao “sol do comunismo”; enfrentou dez presidentes norte-americanos (Eisenhower, Kennedy, Johnson, Nixon, Ford, Carter, Reagan, Bush pai, Clinton e Bush filho), numa relação com os EUA que transportou a “Guerra Fria” para o continente americano, só “acalmando” um pouco a afronta com a queda do Muro de Berlim, em 1989, e  da União Soviética, em 1991.

Ao longo da sua governação (que durou até 2006, passando a chefia do país para o irmão Raúl de Castro), Fidel foi acusado pela comunidade internacional de “autoritarismo, radicalismo e violação aos direitos humanos, além de perseguição religiosa, entre outros aspectos".

"Desejo só combater como um soldado das ideias. Continuarei a escrever (...). Será mais uma arma do arsenal com que se poderá contar", escreveu Fidel. Na última década recebeu  personalidades de relevo, entre os quais o Papa Francisco. Em Outubro último, recebeu Marcelo Rebelo de Sousa, presidente português.

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Eça de Queiroz, cônsul de Portugal, em Cuba, era frequentador assíduo deste Café, no centro da cidade de Havana. 

Nos seis dias que permanecemos em Cuba (Havana, Varadero, Ilhas Cayo Guilherme e de Cayo Coco), nunca a nossa liberdade foi cerceada nem nunca deixamos de fofografar ou de falar com as pessoas sobre os mais diversos temas sociais, económicos e políticos. Che Guevara é o ídolo da liberdade do pensamento e Fidel o herói da liberdade do país.

Video > https://www.youtube.com/watch?v=7H3LpJiNss4

publicado por j.gouveia às 11:22

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Sexta-feira, 25 de Novembro de 2016

INÉDITOS DE EÇA DE QUEIROZ

Uma obra com desenhos e textos inéditos intitulada "Eça de Queiroz em Casa - Desenhos e Textos Inéditos", organizada por Irene Fialho, acaba de chegar às livrarias, para assinalar os 171 anos do nascimento do escritor e diplomata José Maria Eça de Queiroz. O celebrado autor de "Os Maias", "A Cidade e as Serras", e "A Ilustre Casa de Ramires", nasceu a 25 de Novembro de 1845, na Póvoa de Varzim.

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"Os textos e desenhos que aqui se publicam são, na sua maioria, inéditos, provenientes de álbuns que estiveram mais de cem anos escondidos do público. Mesmo nos poucos casos em que os textos e as imagens já se encontravam publicados, nunca foram coligidos numa edição que restituísse a sua forma original", diz na introdução Irene Fialho, mestre em Literaturas Comparadas e membro do Centro de Língua Portuguesa da Universidade de Coimbra.

José Maria Eça de Queiroz foi nomeado cônsul de Portugal em Bristol, em Julho de 1878, e, segundo Irene Fialho, a comparação que faz de si a uma cegonha deve-se "à (sua) magreza". "Simbolicamente - escreve a investigadora -, é a sua efígie enquanto criador de textos literários, mas também de muitos dos desenhos e poemas registados neste caderno".

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A obra revela ainda caricaturas do seu amigo, o escritor Ramalho Ortigão, entre elas, uma que ilustra um pequeno poema heróico-cómico, “A Ramalhada”, também reproduzido parcialmente, e uma outra em que Ramalho Ortigão (1836-1915) surge sentado numa sala com várias escovas e maletas, ou outras que o mostra como um galo, "que faz contraponto à cegonha Eça de Queiroz".

publicado por j.gouveia às 11:19

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LIBERDADE DO ENSINO EM PORTUGAL

Presidente da República recorda

Padre João de Freitas Ferreira

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“Tomei conhecimento com enorme pesar da morte do Padre João de Freitas Ferreira, pedagogo brilhante, um humanista de excepção, cujo nome ficará para sempre ligado ao Colégio Internato dos Carvalhos, onde exerceu como director durante várias décadas.

Missionário da Congregação dos Filhos do Sagrado Coração de Maria, é a toda a sua família e congregação que desejo apresentar as mais sentidas condolências.

A herança do Padre João de Freitas Ferreira será para sempre indissociável da luta pela liberdade do Ensino em Portugal.

Marcelo Rebelo de Sousa”.

PS > http://roinesxxi.blogs.sapo.pt/pe-joao-ferreira-um-pedagogo-criador-1244540

publicado por j.gouveia às 10:47

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Quinta-feira, 24 de Novembro de 2016

O SONHO COMANDA A VIDA

Desde sempre, "o sonho comanda a vida", reafirmou no poema "Pedra Filosofal" o saudoso poeta, professor, pedagogo e divulgador de obras científicas,  António Gedeão, nascido a 24 de novembro de 1906.

Natural da freguesia da Sé (Lisboa), teve como nome próprio Rómulo Vasco da Gama de Carvalho, mas em 1956, com a publicação do seu primeiro livro de poesia - "Movimento Perpétuo", escolheu o pseudónimo de António Gedeão. Continuou depois a publicar poesia, aventurou-se ainda no teatro, no ensaio e na ficção. Faleceu em 1997.

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> "Eles não sabem que o sonho
 é uma constante da vida
 tão concreta e definida
 como outra coisa qualquer (...)


Eles não sabem que o sonho
 é vinho, é espuma, é fermento(...)


Eles não sabem que o sonho
 é tela, é cor, é pincel,
 base, fuste, capitel,
 arco em ogiva (...)


Eles não sabem, nem sonham,
 que o sonho comanda a vida.

Que sempre que um homem sonha

 o mundo pula e avança
 como bola colorida
 entre as mãos de uma criança."

Música > https://www.youtube.com/watch?v=kGvY4tqcgUQ

(excertos do poema "Pedra Filosofal", musicado e cantado por Manuel Freire).

publicado por j.gouveia às 12:32

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OUTONO NA BÉLGICA

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Bruxelas, capital belga, amanheceu, esta manhã, com este cenário: Neve, frio, chuviscos e temperatura a registar 2 graus. Um Outono em nada semelhante ao Outono na capital portuguesa.

publicado por j.gouveia às 12:21

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REFLEXÕES DE UM FILÓSOFO SÉNIOR

"Houve muitas crises na história da humanidade, muitos períodos de interregno, nos quais as pessoas não sabiam o que fazer, mas sempre encontraram um caminho. A minha única preocupação é o tempo que levarão para achar o caminho agora. Quantas pessoas se tornarão vítimas até que a solução seja encontrada?"...

A questão é colocada por Zygmunt Bauman, um dos grandes pensadores da actualidade, com 91 anos de idade (n. a 19 de Novembro de 1925) e que acaba de publicar em português uma das suas obras mais recentes e emblemáticas: "Cegueira Moral". Um livro em forma de diálogo com outro filósofo e cientista político, Leonidas Donskis (1962-2016), falecido em Setembro deste ano, em que alerta para a perda do sentido de "comunidade" num mundo "individualista".

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Neste contexto, há muita crise e até a democracia está em perigo, considera o filósofo e professor emérito nascido na Polónia, no seio de uma família judia, mas que teve de fugir para a União Soviética para escapar ao nazismo. Mais tarde, renunciou à sua nacionalidade, emigrou para Israel e para a Inglaterra, onde desenvolveu a maior parte de sua carreira na Universidade de Leeds.

A sua obra, há mais de 50 anos que tem sido reconhecida com importantes prémios, como o "Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades" de 2010. Segundo Zygmunt Bauman, autor do conceito "modernidade líquida", apesar de todos os progressos materiais registados até agora, nada está seguro e cada vez mais nos debatemos com desafios pessimistas. Em relação à democracia, por exemplo, diz que o que está acontecer no mundo actual "é o colapso da confiança.

A crença de que os líderes não só são corruptos ou estúpidos, mas também incapazes. Para actuar, é necessário poder: ser capaz de fazer coisas; e política: a habilidade de decidir quais são as coisas que têm ser feitas. A questão é que esse casamento entre poder e política nas mãos do Estado-nação acabou.

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O poder globalizou-se, mas as políticas são tão locais como dantes. A política tem as mãos cortadas. As pessoas já não acreditam no sistema democrático porque ele não cumpre as suas promessas. É o que evidencia, por exemplo, a crise da migração.

O fenómeno é global, mas actuamos em termos paroquiais. As instituições democráticas não foram estruturadas para conduzir situações de interdependência. A crise contemporânea da democracia é uma crise das instituições democráticas", disse numa recente entrevista.

Em português, podemos ler as seguintes obras de Zygmunt Bauman: "Confiança e Medo na Cidade", "Amor Líquido", "A Vida Fragmentada", "Modernidade e Ambivalência" e "Estado de Crise".

publicado por j.gouveia às 08:03

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