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Sábado, 25 de Março de 2017

O MAIOR PORTUGUÊS DE SEMPRE...

Foi há dez anos que, no dia 25 de Março, através do concurso da RTP "Os Grandes Portugueses", António de Oliveira Salazar foi eleito "o maior português de sempre".

Com mais ou menos perplexidades, a eleição revelou, por um lado, alguns desconhecimentos sobre a História de Portugal que já conta com 990 anos...; e por outro, alguma "provocação" ou "protesto" por certas situações político-sociais recentes ou actuais.

A votação foi mobilizadora e colocou a "nu" algumas "doutrinas" fundamentalistas que gostam de rotular este e aquele com base nas ideologias e poderes dominantes.

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Os "grandes portugueses", se bem observarmos, não cabem num único concurso, precisam de muito tempo para serem descobertos e reconhecidos, pois, há também os que já caíram no anonimato ou foram manifestamente proibidos de aparecer em público.

Há muitos mais à espera de saírem a terreiro, basta que conheçamos apenas o mais falado em cada século para, depois, seguirmos as instruções ou indicações que deixou em relação aos seus contemporâneos. A partir daí muitos e muitos "grandes" verão a luz do dia, sem sectarismos ou populismos de qualquer espécie. Parafraseando um clássico, "se te pões à procura, encontras sempre".

publicado por j.gouveia às 11:12

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Sexta-feira, 24 de Março de 2017

ENFADONHO TEMPORAL

Os pseudo-puristas saltaram como gatos assanhados sobre Jeroen Dijsselbloem. O holandês, presidente do Eurogrupo, disse o que outros não dizem mas sabem-no tão bem quanto ele. Não só de "copos e mulheres" como de obscenidades e corrompimentos. Em Portugal, a frase é mais límpida: "putas e vinho verde", como escreveu Ramalho Ortigão. Dijsselbloem disse e confirmou o que disse, mas poucos foram os que leram o texto completo:

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> "O pacto na zona euro baseia-se na confiança. Com a crise do euro, os países do norte na zona euro mostraram a sua solidariedade para com os países em crise. Como social-democrata considero a solidariedade extremamente importante. Mas quem a exige, também tem obrigações. Não posso gastar todo o meu dinheiro em álcool e mulheres e continuar a pedir ajuda. Este princípio aplica-se a nível pessoal, local, nacional e, inclusivamente, europeu" < (Jeroen Dijsselbloem).

Ao ler o texto na íntegra, pergunta-se: Onde está a ofensa? As reacções partem sempre da parte para o todo e vice-versa. O enfadonho temporal muda à medida do nosso conhecimento. Não obstante, tudo tem limites!

publicado por j.gouveia às 11:33

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Quinta-feira, 23 de Março de 2017

CANONIZAÇÃO DOS VIDENTES DE FÁTIMA

São Francisco e Santa Jacinta

O Papa Francisco aprovou, hoje, o milagre necessário para a canonização dos beatos Francisco e Jacinta Marto, videntes de Fátima. A canonização de Francisco (1908-1919) e Jacinta Marto (1910-1920), beatificados a 13 de maio de 2000 pelo Papa João Paulo II, em Fátima, dependia do reconhecimento de um milagre atribuído à sua intercessão.

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A data e local para a cerimónia de canonização serão decididos num próximo consistório (reunião de cardeais), no Vaticano, marcado para 20 de abril.

A divulgação do decreto que reconhece um milagre atribuído à intercessão dos Beatos Francisco e Jacinta Marto foi feita  após uma reunião do Papa com o cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos.

A canonização é a confirmação, por parte da Igreja, que um fiel católico é digno de culto público universal (no caso dos beatos, o culto é diocesano) e de ser dado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.

publicado por j.gouveia às 16:31

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CHINESES FASCINADOS PELO PORTO

O Porto foi eleito como o melhor destino turístico europeu. É a cidade portuguesa e europeia a registar a maior taxa de crescimento de turistas, não apenas os provenientes do continente europeu mas de outras partes do mundo. O número de turistas chineses surge acima das expectativas.

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No ano transacto, os cidadãos da China que visitaram Portugal, entre os quais muitos seniores, despenderam mais de 72 milhões de euros, mais 10,5 milhões face a 2015, ou seja, um acréscimo de 16,2 pontos percentuais. O voo directo entre Lisboa e Beijing está a contribuir para que mais turistas chineses venham a Portugal.

Lin e Zhang, ambas cidadãs chinesas, visitaram o Porto em 2016 e 2017, respectivamente, e aconselham: “Para visitar o Porto e Portugal é necessário algum tempo, para ser possível conhecer mais profundamente a cultura, a gastronomia, e visitar os vários locais cheios de história”.

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publicado por j.gouveia às 11:32

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Quarta-feira, 22 de Março de 2017

CONÍMBRIGA PASSA A MUSEU NACIONAL

Povoação romana em Portugal

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O Museu Monográfico de Conímbriga, em Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra, passa a denominar-se Museu Monográfico de Conímbriga - Museu Nacional, de acordo com o despacho do ministro da Cultura publicado hoje (22 de março) em Diário da República.

Abertas ao público, em 1930, as ruínas de Conímbriga recebem anualmente quase 100 mil visitantes e são o "ex-libris" do município de Condeixa-a-Nova, que, em 2016, abriu o museu multimédia Portugal Romano e Sicó (POROS), que é uma valência complementar àquele complexo.

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Classificada como monumento nacional, é uma das maiores povoações romanas de que há vestígios em Portugal, a mais estudada no país, localizada a 16 quilómetros de Coimbra, capital de distrito, embora apenas um sexto esteja a descoberto.

Povoada desde tempos pré-históricos, a localidade de Conímbriga foi ocupada pelas tropas romanas em 139 a. C., tornando-se então a próspera capital da província da Lusitânia.

No século seguinte, durante o governo do Imperador Augusto, a cidade cresceu em vários sentidos, datando desta época a construção de estruturas fundamentais à vivência do quotidiano de uma urbe romana, como o "forum, o anfiteatro e as termas". Mais tarde, "uma basílica de três naves era edificada no centro da povoação".

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A arquitectura doméstica de Conímbriga, que se desenvolveu e renovou sobretudo entre os últimos anos do século I e o início do século III, notabiliza-se pela edificação de "insulae" e de sumptuosas "domus".

Segundo os especialistas, "o encanto de Conímbriga reside precisamente nestas casas que guardam na pedra as memórias do esplendor de outros tempos".

Video > https://www.youtube.com/watch?v=-NtoHCCD3kc

publicado por j.gouveia às 17:47

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EM DEFESA DA MEMÓRIA COLECTIVA

Entre o presente e o futuro, impõe-se, necessariamente, o passado, porque a "memória colectiva" só pode continuar com todas as personalidades e o trabalho de todos. Mesmo com entendimentos diferentes, o conhecimento geral de cada um é o resultado de muitos e outros saberes que, desde o passado, estão compilados em testemunhos, livros e outros vários contributos.

Nas palavras de José Régio (1901-1969), por exemplo: "A leitura é um vício, mas um belo e excelente vício! Como tal há-de ser cultivado e desenvolvido", defendia o poeta e escritor que muito enobreceu a literatura portuguesa com temas e obras ainda hoje inesquecíveis, como "Poemas de Deus e do Diabo", "Fado", "O Príncipe com Orelhas de Burro", além da Revista "Presença", de que foi um dos principais fundadores.

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Falando de coisas "inesquecíveis", ou seja, que permanecem na "memória colectiva", entre "ventos e marés", é justo lembrar também, nesta oportunidade, a pessoa e os feitos do General António de Spínola, nascido há 107 anos.

Começou a ser conhecido como atleta hípico premiado, na década de 1950; depois, como antigo governador da Guiné e líder na actividade militar na guerra colonial de Angola (1961-63). Mais tarde, foi Vice-chefe do Estado-maior General das Forças Armadas, entre 1973 e 1974. Escreveu o livro "Portugal e o Futuro", que deu muito que falar.

Após o golpe militar de 25 de Abril de 1974, assumiu a presidência da Junta de Salvação Nacional, por vontade do Movimento dos Capitães, e, por inerência, a Presidência da República, até 28 de Setembro de 1974. Envolveu-se ainda na célebre conjura militar de 11 de Março de 1975. Em Dezembro de 1981, foi nomeado chanceler das Antigas Ordens Militares. Morreu em 1996.

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Para que a "memória colectiva" não acabe torna-se imperativo conhecer o passado, pois, só a partir de outros factos e personalidades conseguimos viver o presente e construir o futuro..., muito mais e melhor do que a celeridade dos nossos dias e a "memória curta" das notícias, informações em catadupa, saberes efémeros, que nos envolvem a toda a hora e instante, sem tempo para saborear ou aprender.

publicado por j.gouveia às 08:10

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Terça-feira, 21 de Março de 2017

RECORTES DA IMPRENSA - "MILAGRE DO SOL"

“O que é que vossemecê nos quer?.

Questionavam os três pastorinhos - Jacinta (7 anos), Francisco (9) e a Lúcia (10) - sempre que Nossa Senhora lhes aparecia. Era Lúcia, a mais velha, quem mais questionava a “Senhora mais brilhante do que o Sol” que, pela primeira vez, lhes terá aparecido, a 13 de maio de 1917, na Cova da Iria. As chamadas aparições ter-se-ão sucedido.

Mas é o 13 de outubro desse ano que maior repercussão teve na imprensa, quando milhares de crentes dizem ter testemunhado o Milagre do Sol, num dia em que chovia copiosamente.

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Os pastorinhos mandaram fechar os milhares de guarda-chuvas" e, coisa estranha, segundo testemunho de milhares e milhares de pessoas, "o sol apareceu com uma cor de prata fosca, numa agitação circular, como se fosse tocado pela electricidade, segundo a expressão empregada por pessoas ilustradas que presenciaram o facto.” Foi assim que o Diário de Notíias (Lisboa), dois dias depois (15 de Outubro de 1917), descreveu o acontecimento.

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A irmã Lúcia, falecida em 2005, contou que a Senhora que lhes apareceu – a ela e os primos, que cedo morreram de pneumónica – lhes pediu para rezarem muitos terços e todos os dias 13 se deslocarem ao mesmo local. E que ao fim de seis meses faria um milagre, para que todos acreditassem.

Na véspera desse 13 de outubro já ranchos de pessoas, “com toda a devoção e crença, entoando cânticos e rezando o terço”, se dirigiram ao local. Escreve o correspondente do DN em Ourém: “Para se poder imaginar a afluência de pessoas, vamos dar uma nota dos veículos que nos foi possível contar: carros, 240, bicicletas 135, automóveis para cima de 100.

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Milhares de pessoas “sugestionadas, e quem sabe mesmo ofuscadas pela própria luz do sol que durante o dia aparecia pela primeira vez, caíram por terra, chorando e levantando para o alto as mãos que instintivamente juntavam. Nos seus rostos notava-se um embevecimento estático que denotava um absoluto alheamento da vida”.

> Ap. Nossa Senhora de Fátima, In "Diário de Notícias, 15.10.1917.

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Mais informação > http://www.fatima.pt/pt/news/i-jornadas-de-comunicacao-social-do-santuario-de-fatima

publicado por j.gouveia às 16:10

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Segunda-feira, 20 de Março de 2017

O REGRESSO DA PRIMAVERA

Estação de mil flores e paisagens coloridas, a "Primavera vai e volta sempre" em cada ano, no hemisfério Norte, por esta altura..., com sugestões de vida nova, encantos, e cumplicidades entre a natureza e o ser humano. Para Vinicius de Moraes (1913 - 1980), jornalista, poeta e compositor, a primeira estação do ano tem tons e sons marcantes em todas e por todas as vidas.

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É PRIMAVERA!!!

> Poderia dizer da beleza da estação, dos dias quentes e ensolarados mas sem aquele calor escaldante de morte. Podia falar das flores e borboletas nos jardins, das cores a se espalhar por tudo, mas não...

Queria mesmo falar é da sensação que me invade a cada novo começo de primavera. É como a música onde as boas novas andam nos campos

Primavera me remete, irremediavelmente, ao mito de Perséfone e Hades e, por quê não dizer, de Deméter…

É a alegria dos bichos e o canto dos passarinhos a cada manhã de sol…

É um sopro profundo de vida.

Pra mim não é a toa que essa seja a época de maior inspiração < (Vinicius de Morais).

publicado por j.gouveia às 19:08

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POLÍCIA REPRESSIVA NASCEU COM A REPÚBLICA

Neste mês de Março, há 90 anos, foi criada a Polícia de Informações do Porto. As Polícias de Informações de Lisboa e Porto deram depois origem à PVDE/PIDE/DGS. Em ciclos e contextos diferentes, sempre houve a necessidade e a preocupação de promover a segurança dos cidadãos, ainda que à custa de certas contrariedades e excessos.

Em todos os regimes, sempre existiram medidas repressivas, em nome da defesa dos países e dos Estados, nada de novo neste campo. Agora, o que é curioso é o facto da PIDE ter resultado das "Polícias de Informações" já existentes na I República, ou seja, muito antes da criação do "Estado Novo" ou do "salazarismo".

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De acordo com a historiadora Irene Pimentel: "Embora a polícia política já tivesse sido criada anteriormente em Portugal e a violência já fosse uma das características da actuação desta e de outras forças policiais, foi a partir do regime de Salazar, chegado à chefia do governo em 1932, e em particular desde 1933, com a criação da Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE), que a Ditadura portuguesa - Estado Novo -, se muniu verdadeiramente desse instrumento para vigiar, reprimir e neutralizar os seus principais adversários políticos".

Tudo isto leva-nos a concluir que a Polícia Repressiva nasceu com a República. A PIDE-DGS cumpria uma missão republicana, em Portugal como noutros países. "Matava-se" à nascença quaisquer que fossem as tentativas de desestabilizar o país, incluindo o terrorismo. O mal é que no meio de tanto zelo e segurança, por vezes, "pagava o justo pelo pecador".

publicado por j.gouveia às 09:41

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Domingo, 19 de Março de 2017

HIPÉRBOLES

O escritor Fernando Pessoa (1888 - 1935), com todo o mérito que se lhe reconhece, foi o português mais bafejado pela mudança sócio-política em Portugal. A sua obra "Desassossego" saíu da gaveta para a vitrina e, a modos de meteorito, elevada ao mais alto endeusamento. De um momento para outro passou a haver mais pessoanos do que Pessoa, citado em todas as alturas da conveniência ideológica e intelectual.

As exagerações atingem o seu cume com as "chapas" afixadas em Lisboa, nas paredes da casa onde nasceu, na igreja onde foi baptizado e no escritório onde trabalhou, para além da estátua de bronze na esplanada do café "A Brasileira" e a mesa eternamente reservada no café-restaurante "Martinho da Arcada"..

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publicado por j.gouveia às 10:42

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Sábado, 18 de Março de 2017

LIBERDADE LIBERTINA

O que se lê, ouve e vê. Todos os dias, em todos os lugares, nos jornais, nas rádios e nas televisões, fazem eco de tanta coisa que levam-nos, por vezes, a pensar naquilo que tanto pode ser como não ser. Esquerda, direita, centro, esquerdo-centro, centro-direita, partidos, blocos, democracia, ditadura, tudo a dar para o estrabismo. 

Os corruptos, trapaças, ladrões, aldrabões, mentirosos, gatunos, bandidos, marginais, gays, pedófilos, barões da droga, gurus da alta finança, gabarolas e de um interminável rol de fanfarrices. Apontam o dedo mas fogem na hora de falar verdade. A justiça os persegue e os perdoa. Socráticos e tribunais há muitos, musicais para todos os gostos. É a liberdade libertina no seu máximo ruído. Corrupção, sim... não!

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Os políticos fazem o fato à sua medida. Vestem outras roupas, são aves de outra plumagem. O mais é fumaça. Bem dizia o anterior presidente da República, Anibal Cavaco Silva, "não leio jornais"... o contraditório era que não lia mas ficava zangado quando os jornais não falavam dele (dele, presidente).

"E a fanfarra está a passar", dizia João Villaret.

publicado por j.gouveia às 09:56

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Sexta-feira, 17 de Março de 2017

ARTE FLAMENGA EM PORTUGAL

O Museu de Arte Sacra do Funchal (MASF) está a realizar a primeira edição das "Conferências do Museu 2017", sobre "A Pintura Flamenga dos séculos XV e XVI-Arte e Ciência".

A iniciativa conta com a participação de especialistas, como o Prof. Fernando Baptista Pereira da Universidade de Lisboa, que proferiu a primeira conferência intitulada: "Pintura Flamenga importada para a Madeira, dos finais do século XV a meados do século XVI: oficinas, mecenas, devoções".

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O Museu de Arte Sacra do Funchal (instituído em 1955) é uma referência no tocante à Arte Flamenga em Portugal, por via das riquezas geradas pela produção açucareira que permitiu aos seus proprietários importantes encomendas de quadros, painéis e trípticos, pinturas religiosas, em geral, aos mais considerados mestres de então, estabelecidos na Flandres (Bruges, Antuérpia...).

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As "Conferências" visam "não apenas dar um sinal público da existência deste Museu, como polo incontornável da oferta cultural da cidade, mas fazer uma afirmação centrada na singularidade única desta coleção", subinha João Henrique Silva, director do museu.

A história do Museu de Arte Sacra cruza-se com a história da Madeira e do País. Uma coleção relevante no panorama cultural europeu e mundial.

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Museu de Arte Sacra do Funhal tem pinturas flamengas únicas no mundo.

publicado por j.gouveia às 11:19

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Quinta-feira, 16 de Março de 2017

AUTO-RETRATO DO ENVELHECIMENTO

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Capturar uma foto de si próprio todos os dias, ou anos, para registar as suas mudanças não é facto novo, pelo menos na China.

Ye Jinglv, decidiu registar um auto-retrato todos os anos. A última foto foi tirada antes do seu falecimento, aos 88 anos de idade.

Nascido em Fuzhou, em 1881, Ye Jinglv foi trabalhar para Londres quando tinha 15 anos. Durante a sua estadia de cinco anos no Reino Unido, estudou e desenvolveu grande interesse pela fotografia. 

As suas fotos foram recentemente descobertas pelo colecionador Tong Bingxue.

Os 63 auto-retratos estão em exposição em Shanghai, documentando as mudanças de vida de um homem durante um longo período. Chinesices. In “Diário do Povo”. 

publicado por j.gouveia às 12:04

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Quarta-feira, 15 de Março de 2017

ESCRITORES E MÚSICOS HOMENAGEADOS EM BELÉM

O escritor português António Lobo Antunes vai receber, hoje, o prémio "Vida e Obra da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA)", no âmbito dos Prémios Autores 2017, cuja gala irá decorrer, esta noite, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

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Na cerimónia serão também homenageados os escritores Natália Correia, David Mourão-Ferreira e Vitorino Nemésio, os actores João Villaret e Raul Solnado, e ainda o músico José Afonso (Zeca Afonso).

Tozé Brito, que comemora 50 anos de carreira, Paulo de Carvalho, Mariza, Joana Amendoeira e Virgílio Castelo são outros participantes na gala, que vai contar com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes.

publicado por j.gouveia às 18:25

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TEMPO CONTADO

A propósito das eleições na Holanda, sobre os receios de uma grande votação "à direita"..., é bom ler quem há mais de sessenta anos vive neste país, apesar de ser português, um sénior escritor e professor universitário que se chama José Rentes de Carvalho (nasceu em 1930, em Vila Nova de Gaia), e seguir diariamente o seu blogue: http://tempocontado.blogspot.pt/

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Fica a sugestão, com a certeza de que o seu pensamento lúcido e experiente terá mais seguidores. Um sénior da "Nossa Escola" primária com bancos de madeira, ardósia e giz... de um outro Portugal patriótico.

publicado por j.gouveia às 18:06

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A POLÍTICA É PARA TODOS

As situações complicadas da política, mas explicadas de forma simples, é o que se poderá dizer do livro - "Pacto Donald", de Nuno Rogeiro, reconhecido especialistas em questões internacionais.  "Este livro procura analisar as causas, profundas e visíveis, longínquas e próximas, provadas e prováveis, do triunfo de Donald Trump", recentemente eleito presidente dos EUA.

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Este livro investiga também as consequências dessa eleição, para a América e para o mundo, incluindo Portugal. E traça um retrato histórico da civilização dos EUA.

"Com fontes, documentos e testemunhos inéditos, eis a primeira obra mundial sobre um fenómeno que dará que falar, quer seja vitorioso até 2021, quer morra pelo caminho", assim se apresenta a obra que procura responder a muitas e delicadas interrogações do nosso mundo contemporâneo, por exemplo:

> "Pode um bilionário ser arauto e servidor de um povo revoltado?

> E esta revolta é real ou fabricada?

> O populismo triunfante durará?

> E é Trump um revolucionário, um contra-revolucionário ou um reaccionário?".

publicado por j.gouveia às 10:23

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Terça-feira, 14 de Março de 2017

FESTIVAL LITERÁRIO INTERNACIONAL

LITERATURA E A WEB...

ENTRE O MEDO E A LIBERDADE 

Organizado pela Eventos Culturais do Atlântico, começou, hoje, no Teatro Municipal do Funchal, o "Festival Literário da Madeira", este ano dedicado ao tema "Literatura e a Web -- entre o medo e a liberdade". Um naipe de escritores do mais alto nível no panorama nacional e internacional.

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Svetlana Alexievich, jornalista e escritora, Nobel da Literatura em 2015. Svetlana é autora de vários livros sobre a participação da Rússia em conflitos bélicos recentes, com grande sofrimento para as populações, como se destaca na sua última obra editada em português - "Rapazes de Zinco". Natural da Ucrânia (n. em 1948), Svetlana Alexievich é ainda autora de guiões, documentários, tendo recebido  muitos outros importantes galardões internacionais, como o Prix Medicis Essai 2013, o premio Ryszard Kapuscinski 2011 e o Book Critics Circle Award 2006.

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O encerramento do festival, no dia 18, conta com o escritor norte-americano Adam Johnson, numa conversa com o jornalista e escritor português Miguel Sousa Tavares. Adam Johnson venceu o Prémio Pulitzer de Ficção, em 2013, pelo romance "Vida Roubada" ("The Orphan Master's Son").

Os angolanos Pepetela, Prémio Camões em 1997, e Ondjaki, Prémio José Saramago e Prémio Jabuti Juvenil, são também presenças confirmadas. Valter Hugo Mãe, Prémio José Saramago e Grande Prémio Portugal Telecom 2012. No último dia de encontros (sábado), além da sessão de encerramento com Adam Johnson, há mais duas sessões com escritores.

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A primeira reúne Frederico Lourenço, Prémio Pessoa 2016, ao sociólogo Viriato Soromenho-Marques, numa conversa a partir de um versículo das epístolas de São Paulo aos Coríntios, "tudo me é permitido, mas não me deixarei ser controlado por nada".

A segunda junta a escritora irlandesa Eimear McBride, prémio Goldsmith 2016, autora de "Uma rapariga é uma coisa inacabada", a Tatiana Salem Levy, nascida em Lisboa, que escreveu "A Chave de Casa" e o "Paraíso", para conversarem a partir da certeza do escritor de origem argentina Julio Cortázar de que "a linguagem é uma das prisões mais terríveis e está sempre à nossa espera".

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publicado por j.gouveia às 18:59

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PEREGRINO DA PAZ

Fátima prepara-se para receber

Papa Francisco a 12 e 13 de Maio

O Papa Francisco, que ontem completou quatro anos de pontificado, vai visitar o Santuário de Fátima dentro de dois meses, numa viagem que tem como lema "Com Maria peregrino na esperança e na paz".

A convite do presidente da República e dos bispos portugueses, por ocasião do Centenário das Aparições, Francisco vai assim tornar-se o quarto Papa a visitar a Cova da Iria.

Entretanto, já foi divulgado o hino para a visita do Papa nos dias 12 e 13 de maio, com letra do padre José Tolentino Mendonça e música de João Gil, produzido pela Agência ECCLESIA. Com o título "Deus em mim", o hino é interpretado pelo grupo "Vocal Emotion", no ambiente de Fátima.

O padre e poeta José Tolentino Mendonça manifestou a sua satisfação por construir uma letra para o hino da visita do Papa, onde quis expressar “uma das experiências mais vitais” que Fátima proporciona, a condição de peregrino.

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“Fiquei muito contente quando me disseram que construísse uma letra em torno de um refrão estabelecido, que tem a ver com a proposta do centenário e com a visita do Papa Francisco: "Com Maria, peregrino da esperança e da paz". Essas seriam as palavras centrais”, disse José Tolentino Mendonça.

“Eu só teria de contar como é que se chega a elas; como é que dos múltiplos caminhos, pertenças e procuras (ou não-pertenças ou não procuras) descobrimos, no fundo do coração, que uma das experiências mais vitais que Fátima proporciona é a possibilidade de nos descobrirmos peregrinos”, acrescentou.

Para o vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa, o “grande património de Fátima” reside na possibilidade que todas as pessoas têm de descobrir a sua condição de peregrinos.

Nos caminhos de Fátima descobrimos que a nossa humanidade passa a valer mais”, sublinhou o padre Tolentino Mendonça, natural da Madeira.

publicado por j.gouveia às 11:03

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Segunda-feira, 13 de Março de 2017

MELHOR MUSEU DO MUNDO... EM BRONZE

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O Museu Militar de Lisboa tem a melhor colecção do mundo de peças de artilharia, em bronze. Um riquíssimo espólio que nos leva a percorrer a fabulosa epopeia portuguesa de aquém e além mar. Os museus militares nasceram de depósitos de armas.

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> O Museu Militar de Lisboa está instalado num edifício onde era o antigo Arsenal Real do Exército. As suas origens remontam ao séc. XVI. Do tempo de D. Manuel I, existem ainda aqui caves que estão na origem desta construção. Aqui estavam instaladas as tercenas, velho local de construção naval onde se guardavam os canhões dos barcos.

O edifício sofreu vicissitudes ao longo dos tempos, um grande incêndio, em 1726, e o terramoto, de 1755, que destruiu grande parte. A construção principal é posterior ao terramoto. Tem lindíssimas fachadas. O Marquês de Pombal protegeu especialmente o edifício.

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Aqui foi criado um museu, em 1842, pelo Barão de Monte Pedral, para guardar modelos de máquinas e objectos curiosos. Os museus militares nasceram de depósitos de armas. Em 1852 é instituído o Museu de Artilharia, por decreto real de D. Maria II. É dos museus mais antigos de Lisboa.

Além de muitas armas, tem a maior concentração de pinturas de Columbano. Foi este artista que originalmente decorou as salas. O general Castelo Branco, primeiro director do Museu, encomendou trabalhos aos melhores artistas, tais como Malhoa, Veloso Salgado e Carlos Reis. Também a escultura e a azulejaria estão bem representadas.

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O Museu Militar depende do Estado Maior do Exército. Tem vários aspectos pelos quais vale a pena visitá-lo: pelas pinturas, pelas esculturas e tem a melhor colecção do mundo de peças de artilharia em bronze.

*texto > coronel Ribeiro de Faria, director do Museu Militar.

publicado por j.gouveia às 11:40

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Domingo, 12 de Março de 2017

BÍBLIA TRADUZIDA DIRECTAMENTE DO GREGO

O segundo volume da Bíblia traduzida do grego para português, pelo Professor de literatura clássica Frederico Lourenço, estará disponível nas livrarias, a partir do próximo dia 24, anunciou  a editora Quetzal, que acaba também de publicar o livro inédito póstumo do escritor Roberto Bolaño.

Com a “Bíblia Volume II, Novo Testamento: Apóstolos, Epístolas e Apocalipse”, fica concluída a publicação do Novo Testamento.

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Trata-se do segundo de uma série de seis volumes que disponibiliza, pela primeira vez em Língua Portuguesa, a tradução integral da Bíblia grega, esclarece a editora.

A obra inclui prefácio, notas e comentários de Frederico Lourenço. No outono, serão publicados os quatro volumes que reúnem os textos do Antigo Testamento.

publicado por j.gouveia às 10:41

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Sábado, 11 de Março de 2017

"A MATANÇA DA PÁSCOA" - 11 MARÇO 1975

A 11 de Março de 1975, regista-se uma tentativa de "golpe de Estado da direita", em Portugal, por oficiais próximos do General António de Spínola. A derrota do grupo radicalizou a acção do MFA (Movimento das Forças Armadas).

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No jornal "O Diabo", fundado por Vera Lagoa, jornalista militante das grandes causas, podia ler-se que:"Em Março de 1975, as ilusões criadas nos primeiros meses a seguir ao golpe de 25 de Abril de 1974 tinham dado lugar a um clima de pré-guerra civil em Portugal. Ao ponto de se terem tornado credíveis boatos que davam como certa a existência de uma lista de políticos e militares a fuzilar, num massacre antecipado com nome de filme de terror: a “Matança da Páscoa”.

Todos os protagonistas político-militares da época prometiam liberdade e democracia – mas o significado dessas palavras era muito diferente de partido para partido. "A unanimidade em torno da Junta de Salvação Nacional, presidida pelo general Spínola, e do programa do Movimento das Forças Armadas (MFA) era apenas aparente. A própria composição da Junta de Salvação Nacional deu origem à primeira dissensão do novo poder (...).

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E o resultado já é conhecido. Momentos históricos, vividos em "alta tensão", próprios de um país a dar os primeiros passos nos caminhos da democracia que só com a Constituição de 2 de Abril de 1976 viria a serenar e a estabelecer os direitos fundamentais, a favor de todos.

Video > https://www.youtube.com/watch?v=Gw7GOoHTtxA

publicado por j.gouveia às 15:59

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LIÇÕES PARLAMENTARES - DO BOM AO PÉSSIMO

A discussão parlamentar está na "massa do sangue dos portugueses", não é de agora; a única diferença talvez esteja na categoria, no nível ou na aparente educação dos que usam a palavra em nome do País e falam para a opinião pública com a maior das autoridades, num gesto de que "eu é que tenho razão", e como se tudo fosse permitido em termos de linguagem ou vocabulário, sem respeito pelo "adversário político", representante máximo do governo, etc.

Tudo parece valer para atingir certos fins, mas uma vez espremendo o discurso nada de essencial subsiste, apenas malcriações que devem ser repudiadas, como se verificou por uns momentos no recente "debate quinzenal" na Assembleia da República...

Mas, isto não é novo nos debates parlamentares em Portugal, só que noutros tempos havia mais "polidez", mais nível intelectual, como se pode ver pelo célebre discurso de Almeida Garrett, então Deputado pela Terceira (Açores), na discussão da Resposta ao Discurso da Coroa, pronunciado na Sessão de 8 de Fevereiro de 1840:

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> "Porque solene e gravemente começada sobre o primeiro parágrafo do projecto, e parecendo querer estender-se à amplíssima generalidade dele, afectando entrar nesse vasto, importante e imenso assunto, toda desandou, em viciosíssimo circulo, à roda de uma palavra; para se contrair, por fim, no mais pequeno dos objectos, no mais insignificante, no mais baixo; o das acusações e recriminações pessoais, o das injúrias, dos convícios, dos apodos; palavras que deveriam riscar-se do dicionário de todas as línguas que têm a honra de ser faladas num parlamento.

Nada tamanho e tão augusto como este primeiro acto de comunhão em sentimentos e vontade, que anualmente se celebra entre o Povo e o Soberano!

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Sessão da monarquia constitucional 1820 - 1910. Um hino à nobre função parlamentar. 

Esta primeira e solene consultação em que o Chefe da Nação por sua boca, a Nação pela dos seus representantes, mutuamente se vêm saudar ao Foro da Liberdade, e, postos em comum as suas observações, os seus pensamentos, os seus projectos, os seus meios, pausados acordam no mais seguro e eficaz para se promover a felicidade da república!

Nada tamanho, Senhores, nada tão sublime! E nada tão pequeno, nada tão mesquinho, nada tão miserável, tão indigno desta Câmara como a maneira por que o estamos celebrando!

Ainda mal! é verdade: é triste verdade que, junto com poucos argumentos, os ditérios, sós, os vitupérios sós parecem querer usurpar o lugar de todas as reflexões, substituir-se a todas as razões, darem-se por motivos suficientes de tudo, e negar-se tudo, provar-se tudo com eles! - A que triste campo nos trazem a pelejar...<. Sem mais comentários.

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O palavreado e a malcriação dos actuais deputados no parlamento da República, a começar pelo ex-primeiro ministro Passos Coelho, em nada estão ao nível dos parlamentares do século XIX nem dos que tinham lugar na  Assembleia Nacional, no século XX (até 1974). O grau educativo e cultural passou para a lama de nível miserabilista. As poucas excepções não dão para que o país alimente tanta pobreza intelectual. Passou-se do bom ao péssimo. Sentimo-nos ofendidos!

publicado por j.gouveia às 14:53

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Sexta-feira, 10 de Março de 2017

QUARESMA... UM NOVO COMEÇO

Em pleno tempo da Quaresma - período iniciado este ano no dia 1 de Março e que prepara a Páscoa cristã durante 40 dias - o Papa Francisco apela na sua mensagem à defesa dos mais "frágeis" e alerta para as consequências nefastas de uma vida centrada apenas no “dinheiro” e bens materiais.

“Cada vida que vem ao nosso encontro é um dom e merece acolhimento". A Palavra de Deus ajuda-nos a abrir os olhos para acolher a vida, sobretudo quando é frágil”, escreve no texto intitulado "A Palavra é um dom. O outro é um dom".

Francisco questiona em particular a utilização do dinheiro, contestando a “lógica egoísta” que dificulta a paz. “Em vez de ser um instrumento ao nosso dispor para fazer o bem e exercer a solidariedade com os outros, o dinheiro pode subjugar-nos, a nós e ao mundo inteiro, numa lógica egoísta”, alerta.  “O fruto do apego ao dinheiro é uma espécie de cegueira: o rico não vê o pobre esfomeado, chagado e prostrado na sua humilhação”, considera ainda o Papa.

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A Quaresma represente “um novo começo” e recomenda as práticas tradicionalmente ligadas a este tempo de preparação para a Páscoa, “o jejum, a oração e a esmola”, como forma de combater a “corrupção do pecado”.

“A Quaresma é um tempo propício para abrir a porta a cada necessitado e nele reconhecer o rosto de Cristo. Cada um de nós encontra-o no próprio caminho”, sublinha

A Quaresma, que começou com a celebração de Quarta-feira de Cinzas, é uma prática marcada pela vivência do "jejum, partilha e penitência", como preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão que, este ano, se vai celebrar a 16 de Abril.

Música > https://www.youtube.com/watch?v=2F4G5H_TTvU

publicado por j.gouveia às 10:48

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Quinta-feira, 9 de Março de 2017

OS INIMIGOS DA DEMOCRACIA

"Os Inimigos Íntimos da Democracia", é um dos título mais notáveis publicados em Portugal, há pouco mais de um mês, da autoria do pensador e teórico da literatura, Todorov, recentemente falecido (1939-2017).

A obra reflecte sobre os "paradoxos da liberdade", os grandes "inimigos da democracia" ao longo de vários momentos do nosso mundo actual, como a ascensão e guerra do comunismo, a guerra no Iraque e no Afeganistão, no centro da Europa, a defesa da Líbia, as "primaveras árabes", a justiça internacional, o  neoliberalismo, os EUA "armados" em único "salvador" e polícia exclusiva do planeta, a eficácia ou inoperância do Conselho de Seguranças da ONU...

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Enfim, temas tão concretos que desafiam qualquer um a pensar e a conhecer melhor os porquês de tanto conflito no nosso tempo, apesar dos acordos, tratados de paz e outros importantes documentos assinados entre os mais diversos países e Estados e que nos nossos dias continuam com outros nomes - "populismos, ultraliberalismos, messianismos políticos".

O autor escreve a partir da sua própria experiência, pois, tendo nascido na Bulgária, teve que suportar também a "ditadura comunista" ... Em tempo oportuno, emigrou para França e tornou-se num dos mais prestigiados académicos da área da sociologia e da teoria da Literatura; e como professor convidado ensinou também  nas universidades norte-americanas como Harvard, Yale, Columbia e University of California, Berkeley, entre outras.

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Em 2008, foi vencedor do Prémio Príncipe das Astúrias de Ciências Sociais por representar "o espírito da unidade da Europa, do Leste e do Oeste, e o compromisso com os ideais de liberdade, igualdade, integração e justiça".

Recomenda-se a sua leitura, como uma lição que merece ser bem estudada, porque contém uma sabedoria intemporal, numa espécie de informação diária sobre acontecimentos de que nós próprios somos contemporâneos.

publicado por j.gouveia às 10:40

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Quarta-feira, 8 de Março de 2017

"TRATADO DE ROMA" FAZ 60 ANOS

No próximo dia 25 (Março), assinalam-se os 60 anos da assinatura do "Tratado de Roma", pela República Federal da Alemanha, a França, a Itália e os três países do Benelux – Bélgica, Holanda e Luxemburgo, que deu origem à "Comunidade Económica Europeia" (CEE), actual União Europeia UE).

O documento, em vigor a partir 1 de Janeiro de 1958, tinha como alicerces fundamentais: a União Aduaneira ou Mercado Comum, para a extinção progressiva de todas as barreiras alfandegárias entre os Estados membros; e a Política Agrícola Comum (PAC), para a salvaguarda de produtos face à concorrência externa.

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Estas realizações corresponderam aos anseios, esforços e tentativas feitos anteriormente, num período de muitas convulsões, em que a Europa vivia um clima instabilidade, destruição, ruinas, confrontos ideológicos, consequências da II Grande Guerra... Assim, em 1948, foi assinado o "Tratado da União Ocidental", em Bruxelas, entre o "Benelux", a França e o Reino Unido; seguindo-se pouco tempo depois a criação da "Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA), em 1951.

Entre os principais "pais fundadores da Europa" ou defensores de uma "Europa pacífica, unida e próspera", destacam-se:e1.jpge.2.jpgrrs.jpg

Da esquerda para a direita: Adenauer, Monnet e Schumann.

- Konrad Adenauer (o primeiro Chanceler da República Federal da Alemanha), que defendeu: “O melhor meio para iniciar uma política é baseá-la na confiança";

- Jean Monnet (consultor económico e político francês), para quem: “As decisões deste primeiro executivo europeu são postas em prática nos seis países como se de um se tratasse";

- Robert Schumann (ministro dos Negócios Estrangeiros francês entre 1948 e 1952 e considerado um dos promotores da unificação europeia); “A França teve sempre como objetivo principal servir a paz.”

publicado por j.gouveia às 11:11

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Terça-feira, 7 de Março de 2017

COMO É VIAJAR COM O PAPA FRANCISCO

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Marcelo Rebelo de Sousa assina o prefácio do novo livro "Conversas em altos voos - Encontros e entrevista com o papa Francisco", da jornalista Aura Miguel. O volume «inclui detalhes inéditos sobre como é viajar com o papa Francisco e como é o seu estilo descontraído, dentro do avião e não só".

“O motivo principal deste livro é dar a conhecer melhor o papa Francisco, peregrino de Fátima que aí vem, e ajudar os portugueses a reforçar o amor pelo sucessor de Pedro, tão inseparavelmente ligado à mensagem que a Virgem, há cem anos, confiou a três crianças portuguesas”, revela a editora.

"Como o conheci", "O fenómeno Bergoglio", "Com Francisco à solta no avião", "O envelope do papa", "Uma bela prenda de anos", são alguns capítulos que compõem o livro de Aura Miguel, que realizou a cobertura jornalística de quase 100 viagens apostólicas com os papas João Paulo II, Bento XVI e Francisco.
A obra, que estará disponível a partir de 13 de março, será apresentada por Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud, no dia 15, em Lisboa (no El Corte Inglês), às 19 horas.

publicado por j.gouveia às 08:59

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Segunda-feira, 6 de Março de 2017

CARICATURAS DE UM ÍCONE

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Cristiano Ronaldo, 32 anos, natural do Funchal (Madeira), ícone do futebol mundial, eleito como o melhor futebolista português de todos os tempos, é personagem em destaque numa exposição de 60 caricaturas patente ao público, até 31 de Março, em Lisboa.

Caricaturistas dos quatro continentes interpretam o melhor futebolista do mundo sob os mais díspares semblantes, imagens de humor com elevada arte criativa. Caricaturas que “tornam imortais os traços desta personalidade ímpar do desporto mundial, promovendo a sua figura com talento e habilidade, numa linguagem que todos entendem. A caricatura de Cristiano Ronaldo pretende também afirmar a face artística do fenómeno desportivo”.

Video (Cristiano Ronaldo entrevistado por Marcelo Rebelo de Sousa) > https://www.youtube.com/watch?v=_DlsSzcwYew

publicado por j.gouveia às 16:38

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Domingo, 5 de Março de 2017

O MUNDO ÚNICO... EM GUERRA

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Existem líderes?
Não. O que está a acontecer é que a ordem que esses estadistas sonharam, e para os quais não vejo sucessores, porque não vejo estadistas com a dimensão que encontrei quando era jovem, está a desaparecer.

Na carta da Nações Unidas, o último projecto para entender e governar o mundo a que chegámos, há dois princípios fundamentais que não estão escritos, mas que são as premissas da carta: o mundo único e a casa comum dos homens.

O mundo único significa que não pode haver guerras. A casa comum dos homens significa que a paz e a cooperação são as bases do desenvolvimento sustentado.

No entanto, o mundo está em guerra e cada vez mais dividido.

(Extracto da entrevista do prof. Adriano Moreira, 94 anos de idade, ao Sapo). 

publicado por j.gouveia às 10:55

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Sábado, 4 de Março de 2017

MEMÓRIA DE JOEL SERRÃO

Dicionário de História de Portugal

Há nove anos, em Março de 1988, falecia em Santana (arredores de Sesimbra), vítima de doença prolongada, o historiador Joel Serrão, 88 anos de idade, autor de dezenas de títulos de história, nomeadamente o "Dicionário de História de Portugal".

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Natural da freguesia de Santo António, Funchal (n. 1919), Joel Serrão formou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) e foi um dos vultos da cultura ensaística portuguesa da segunda metade do século XX, a par dum competente magistério nos liceus de Viseu, Funchal, Setúbal e Lisboa, entre 1942 e 1972.

Foi docente no Instituto Superior de Economia da Universidade Técnica de Lisboa, na FLUL, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; primeiro director do Centro de Estudos de História do Atlântico (Madeira); e foi membro do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian.

Entre as suas obras de investigação e ensaio, estudou importantes personalidades da cultura como Cesário Verde, Sampaio Bruno, António Nobre, Fernando Pessoa, Antero de Quental, Francisco Vieira de Almeida e António Sérgio.

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A sua vasta bibliografia inclui também monografias históricas de cariz económico e sócio-cultural, que colocam Joel Serrão entre os "discípulos" da chamada corrente "Nova História", a seguir à II Guerra Mundial, ligada à revista francesa de história económica e social "Annales", fundada por Marc Bloch e Lucien Febvre, sendo considerado um dos investigadores que mais contribuíram para uma visão de conjunto da história moderna portuguesa.

Em 1981, recebeu o Prémio P.E.N. Clube Português de Ensaio, pela publicação de "Fernando Pessoa: Cidadão do Imaginário".

Sobre Joel Serrão, disse o historiador José Mattoso: “Admirava a sua perspicácia e finura, o modo como interpretou fontes literárias do séc. XIX, do ponto de vista da História e do Pensamento. Além disso, o trabalho que fez como director do Dicionário de História de Portugal foi muito importante para a renovação da historiografia portuguesa no fim do antigo regime. (…)”.

publicado por j.gouveia às 17:53

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Sexta-feira, 3 de Março de 2017

TEMPO DE "MÚSICA-LITERÁRIA"

Sérgio Godinho acaba de lançar a sua primeira obra literária, intitulada “Coração Mais que Perfeito”. O conceituado músico passa das canções para a escrita, ou melhor, aventura-se na co-produção música-literária. Aos 71 anos? “Foi agora, porque foi agora, não me vejo tão cedo a prescindir da escrita, porque já me entrou na veia”, afirma o autor.

Apesar de ser conhecido sobretudo pelos discos, que edita desde a década de 1970, Sérgio Godinho tem canalizado a escrita criativa por outros géneros, como teatro, argumento para cinema, ficção para crianças, poesia e contos.

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“Quando me abalancei para isto sabia que ia escrever um romance. O tempo era já de um romance. Aquilo que escrevo vai sendo corrigido, não guardo versões anteriores. O que faço é olhar no dia seguinte e ver o que não ficou claro ou que pode se acrescentado”, revela a propósito do processo criativo.

“O meu tempo neste momento é mais o tempo do romance. Gosto desse amadurecer, gosto de descobrir o que é que há de inesperado num trajecto, no aparecimento de uma nova personagem, o que muda na tua vida”, sublinha o romancista. “Coração Mais que Perfeito”, tem chancela da Quetzal.

Música >  https://www.youtube.com/watch?v=-42ZiDIZ7KM

publicado por j.gouveia às 11:10

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